Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Os pássaros voam entre os pequenos raios de sol que sobraram, só para ver se suas asas esquentam um pouco. Pousam nos telhados, olham-me como quem quer abrigo.
E eu? Eu não posso voar atrás dos pequenos raios de sol. Não porque não tenho asas, mas porque estes raios não me pertencem. Pertencem aos pássaros. Aos pequenos e grandes pássaros. 
Não sou injusta. Terei os raios de sol em mim assim que colocar os pés na rua e deixar de olhá-los pela janela. Eles acompanharão meu caminho, tentando me esquentar o máximo possível. 
E enquanto estiver andando, olharei para cima, sorrirei e agradecerei a ele, por estar comigo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Quanto tempo?

Você apenas sente. Sente e vive esse sentimento sem nenhuma vontade de tirar os excessos. Você quer exceder-se MAIS e MAIS.

Quanto tempo você esperou para levar a vida que sempre quis? 
Quanto tempo você esperou para exceder suas expectativas e expandir seus horizontes, hein?
Quanto tempo você esperou para dizer o que pensa e fazer o que quer?
Quanto tempo você esperou para não ter que dizer nada se não quisesse, para não fazer nada se não quisesse?
Quanto tempo você esperou para ter aquela tal de Liberdade? 
Quanto tempo você esperou por você mesmo?
Quanto tempo você esperou por VOCÊ?

Quando encontramos a nós mesmos, sentimos, vivemos, excedemos.
Quando encontramos a nós mesmos, o resto, É RESTO.
E não podemos chamar autoconhecimento de egoísmo. Pois egoísmo é não saber quem se é, e não valorizar o verdadeiro EU. 
Ninguém vive sozinho. Ninguém vive de si. Mas só quando conhecermos a nós mesmos, poderemos viver e conviver com os outros. Não apenas viver e conviver, mas viver e conviver bem. E sempre, com compreensão.

Quanto tempo você vai continuar esperando para se encontrar?
Segue abaixo, algo que escrevi no ano passado. Passado.

Indo e Vindo

Eu vejo as pessoas indo e vindo.
Vindo não sei de onde e indo não sei por que.
Vejo os ponteiros do relógio, agitados.
Vejo a vida passando, vejo filmes daquela saudosa infância.
Quero voltar no tempo para consertar os erros,
Quero acelerar o tempo para concretizar desejos.
Tenho andado pelos vales de tempos remotos, os tempos mais
longínquos da minha vida.
Caminho pela minha infância;
Sinto falta daquele doce gosto da inocência
Falta, daqueles dias sem preocupação.

Eu vejo as pessoas indo e vindo.
Vindo não sei de onde e indo não sei por que.
Vejo o presente. Vejo o amor na minha frente.
Amor incondicional, amor fraterno.
Vejo a amizade, os dias divertidos desfrutados.
Vejo a pressão. O vestibular chegando...a verdadeira hora de crescer.

Eu vejo as pessoas indo e vindo.
Indo para o céu (ou inferno), indo para longe de mim.
Vindo de algum lugar, ocupando espaços vazios.
Eu vejo a saudade, o amor, a amizade, a verdade, a pressão,
a despedida, o tempo, o futuro.
Eu vejo sonhos se realizando, vejo o tempo se desperdiçando...

Eu vejo as pessoas indo e vindo.
Vindo não sei de onde e indo não sei por que.

Enredos...enrolados, embriagados como nós.

E você sente aquilo em cada pequena veia, cada pequeno músculo, cada osso, cada mínimo resquício de pele...
sente aquilo em cada minúscula célula, sente em cada fio de cabelo, em cada pêlo do seu corpo.
Você sente um arrepio descomunal. Uma vontade visceral. Um prazer fenomenal. 
Você sente aquilo tudo te dominar. Uma embriaguez insana, um sentimento maior que o mundo.

Você sente uma vontade de dormir do outro lado da cama, sente vontade de acordar e dizer bom dia aos passarinhos.
Você quer gritar pra todo mundo ouvir o quanto você é feliz. Você sente vontade de rir tanto a ponto de explodir, rir tanto a ponto de chorar, 
rir tanto a ponto de nem lembrar mais do que você estava rindo. 
Você sente vontade de transbordar. Vontade de se unificar. Vontade de nunca mais soltar.

Você entende que a vida é nada mais que uma história que é escrita e reescrita o tempo todo. Entende que todos estamos enrolados num enredo embriagado e incomum.
Você entende que a vida é mais do que um simples acerto de contas. Entende que a vida é a coisa complexa mais simples do mundo e aprende a reparar nos pequenos detalhes que a envolvem.

Você já não enxerga mais as coisas do mesmo jeito. Você enxerga as coisas com grandeza. 
Você já não sente mais as coisas do mesmo jeito. Você sente as coisas com grandeza.

Sabe quando é que tudo isso acontece?
Quando você encontra o alguém que foi feito especialmente para você. 

Você não sabe se vai durar uma semana ou se vai te seguir pelo resto de seus dias, mas vai saber quando for a pessoa certa. Vai mesmo saber. 
Você vai olhar pra ele (a) todos os dias e vai sentir tudo aquilo...aquele arrepio, aquela vontade, aquele prazer, aquela embriaguez..vai sentir-se transbordando. Transbordando o sentimento maior que o mundo. 
Você vai olhar pra ele (a) e vai sentir vontade de explodir, de rir, de gritar...vai sentir vontade de dormir e acordar ao lado dele (a) em qualquer lado da cama e dizer bom dia aos passarinhos, juntos. 
Você vai olhar pra ele (a) e vai escrever a sua história. Vai perguntando em cada parada, aonde colocar mais um acento ou uma vírgula. 
Você vai apreciar com ele (a), os pequenos e simples prazeres da vida. 

Em cada dia, em cada tarde, em cada noite...você vai se unificar a ele (a). Você nunca mais vai soltar. Você vai permanecer ao lado, pra sentir e enxergar tudo com a grandeza que você sente e enxerga quando está ao lado dele (a). 

E você sente aquilo em cada batida do seu coração, em cada suspiro da sua alma.