Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ele me olhou no fundo dos olhos. Estava me resgatando e eu sabia disso. Pude sentir meus pés saindo do chão quando ele se aproximou ainda mais. Era como se eu flutuasse apenas com a presença dele. Seus olhos, sem desviar dos meus, lançaram ao vento palavras inaudíveis. Eu entendia o que ele queria dizer. Podia ver claramente as palavras se formando em seus olhos. Eu não conseguia respirar e ainda parecia estar flutuando. Era forte demais, estranho demais e aquele silêncio idiota não ajudava em nada. A única coisa que fiz foi ficar na ponta dos pés, para me aproximar e completar a frase que o olhar dele me dizia com tanto ardor.
“Eu quero você.” Era o que me dizia. Encostamos nossos lábios e por um breve segundo, tudo foi em câmera lenta. Vi com perfeição meus braços passando em volta de seu pescoço, logo segurei seu rosto com uma das mãos. Ainda estava na ponta dos pés. Estávamos agora nos beijando com mais intensidade e conforme isso acontecia, eu tremia por dentro. Não conseguia sentir que estava de fato na ponta dos pés, ainda me sentia flutuando. Suas mãos seguravam a minha cintura. Vez ou outra ele me puxava levemente para mais perto de si. Tinha se ajustado à parede e meus pés agora estavam completamente no chão. Fomos diminuindo. Aquele incêndio que se apossou de nós foi cessando. Abrimos os olhos, sorrimos.
Dois sorrisos pateticamente tímidos. As maçãs do meu rosto pegavam fogo e meu coração quase saíra pela boca. Relaxamos as feições, ainda sem falar nada. Olhei-o nos olhos e lancei-lhe a minha frase. Ele entendera. Estávamos nos comunicando telepaticamente ao que parecia. Minha frase dizia:
“Eu sempre quis você”, o que era uma verdade absoluta, mas eu não sabia ao certo, nunca soube, o quanto isso era forte dentro de mim. Acho que nenhum de nós sabia.
Foi aí que ele falou. Não com os olhos.
“Eu acho que o destino preparou isso pra gente, da melhor forma possível.”
“É, eu também acho.” Respondi aninhando-me em seus braços.

Um comentário:

  1. é as vezes o tal do destino faz cada coisa.

    ôoo diliciaaa

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