Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Tchau, 2010!

Posso dizer que é um alívio ver esse ano indo embora.
2010 foi um ano turbulento e rápido. Nunca passei por um ano tão transtornado.
Muito choro, muita noite mal dormida, muita raiva e muito descontrole também.
Mas, 2010 me trouxe coisas boas. Dentre elas, a mais importante de todas. A minha pessoa preferida no mundo. Quem divide comigo meu singelo colchão de solteiro, quem faz o melhor café, quem sabe como me fazer feliz. E além de tudo tem nome de ator galã, né Michael Douglas? SOAIHSAOIHSA
2010 me trouxe novos amigos, que sei que são de verdade. Que enchem a cara com você na choperia e te dão banho gelado, vão na sua casa no dia do seu aniversário te dar um presente especial que ninguém tinha dado, certo Ro e Gor?
Sem falar nas risadas e nos conselhos divididos a cada dia, um milhão de me ligas e ligações a cobrar na residência, né Maísa e Jé?
As pausas estouradas e as melissas vermelhas da Central andando juntas pra lá e pra cá, Sá e Jé.
Muita brisa e fumaça com dois raparigos muito loucos e queridos, Evan e Rafa.
Foram 4 mudanças de casa, muita mudança de vida e mais um trancamento de faculdade. Almejando encontrar em 2011 o que eu realmente quero fazer e claro, um emprego novo que me deixe feliz e não que sugue o meu psicológico e meu humor.

Mas 2011 já vem começando com o pé direito. Na casa nova, com a pessoa que eu tanto amo e com visita da mamãe também.
2011 vem cheio de planos e muito pique para correr atrás das realizações. E com certeza, ele será MUITO melhor, para todos nós ;D

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não tenho responsabilidade

Às vezes eu sou tão irresponsável quanto poderia imaginar um dia na vida. É que viver no mundo adulto e real, é mesmo difícil. Trabalhar/estudar/morar longe da família. Complica um pouco quando a sua mãe mora longe o suficiente pra não te ver por uns 6 meses.

Eu quero continuar fazendo coisas 'fora da lei' e fazer minhas próprias regras, mesmo que depois eu tenha que arcar com alguma consequência desagradável. Faz parte da vida.
Quero ser uma pessoa que tenha histórias impressionantes para contar. E eu sei que já tenho várias.

Em tão pouco tempo, somos capazes de viver coisas que nunca imaginamos que poderiam acontecer conosco, mas acontecem. É desprevinido e inoportuno. Mas também faz parte da realidade do ser humano.

É que nessa idade, só existe o êxtase. A sede de liberdade da juventude. A vontade de voar e não pensar se o amanhã vai chegar.
Mas isso passa uma hora. Pesa a falta de emprego, a vida sem perspectiva e as faltas às aulas.

É mesmo difícil deixar de ser criança, mesmo que tenha muitas partes boas em ser 'gente grande'. Criança não tem responsabilidade, assim como eu. Mas a irresponsabilidade deles é perdoável. A minha não.

domingo, 31 de outubro de 2010

domingo, 3 de outubro de 2010

SAI DAQUIIIIIII ZICA!



Muito mais mudanças a caminho. Muito mais pingos nos "i's" a serem colocados. É hora de deixar de lado essa depressão e correr atrás do prejuízo por tanta lamentação.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mais uma vez eu venho aqui neste lugar para desabafar.
A garganta dói toda vez que eu engulo ou que forço para que meu choro saia inaudível.
Meus dias têm sido repetitivos e um tanto quanto dolorosos. Eles não me dão resposta. Eu quero deixar de me deixar levar por essas coisas ruins e só pensar em coisas boas, mas ultimamente só acontece merda atrás de merda.

Aos olhos alheios isso é uma grande dramatização. Não é. E se você acha que é, vai tomar no seu cu porque você não sabe de absolutamente nada.
Hoje o meu dia no trabalho foi mais estressante que o normal e meu corpo dói. Isso é resultado da chuva que tomei ontem. A dor de garganta e a febre durante a noite também.

NÃO AGUENTO MAIS.

Não aguento mais não obter as respostas que preciso. Não aguento mais um monte de gente enchendo meu saco o dia todo. Não aguento mais um monte de críticas. Não aguento mais viver desse jeito.
Eu quero paz. Quero só paz. Não pensar em nada, não sofrer por nada e não esperar nada de ninguém.
É por isso que eu acho que a gente deveria poder congelar o coração de vez para não ter mais nenhum empecilho. Porque sempre começa por ele.

Eu estou saturada até mesmo das minhas lamentações. Saturada de ficar mal. Ficar bem é coisa rara. Ficar bem é algo inexistente. E inexistente é o que eu queria ser agora.

domingo, 26 de setembro de 2010

Juro que não entendo por que me deixo levar por situações que me incomodam.
Gostaria de entender por que eu ainda me sujeito a esse tipo de coisa. É como se a minha função fosse uma só. E eu prefiro não citá-la.

Grande coisa se existem dias diferentes, no fundo a intenção é sempre a mesma. Eu estou cansando de viver deduzindo cada passo. Cansando de viver deduzindo cada próximo movimento. Só deduzo, porque nunca sei o que vai acontecer e sei que pode mudar rapidamente.

O foda é que eu não quero deixar passar. Aí eu vou lá e insisto mais um pouco. Cada dia um pouco mais. Se continuar como está, não sei. Posso tanto continuar até o fim, como posso desistir de repente. Não seria muito valente da minha parte, mas seria inteligente.

Só o que eu quero é saber o caminho. Não importa se vai ser certo ou errado, só quero saber se é esquerda ou direita, dá pra entender?
Mas me disseram para não ser tão ansiosa. Para ter paciência. Engraçado que no meu lugar, ninguém se coloca.

Mais uma vez, tudo bem. Vai passar. Vamos esperar mais um pouco pra ver o que acontece. Espero não cansar no meio do caminho e acabar deixando tudo pra lá.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Um monte de deduções. Um poço completo até a boca, de insegurança. Falta coragem. Coragem para saber se é sim. Coragem para aceitar se for não. Já percebi que não é de um lado só, é dos dois. Então vamos deixar esse monte de ilusões, deduções e situações imaginárias pra lá! Eu e você sabemos que pode dar certo. Talvez só precisemos de mais tempo...pois não precisaríamos de mais nada se tivéssemos um ao outro.

domingo, 19 de setembro de 2010

Hole.

Dentro de mim existe coisa demais. Mas existe um buraco tão grande, que acaba cabendo tudo e um pouco mais.
Como em alguns dias de manhã em que acordo antes de você, e você está dormindo com a cara amassada e todo torto. Me dá vontade de arrumar sua coberta e te beijar a testa. Aí você abriria os olhos, sorriria e voltaria a dormir feito um anjo.

Me dá vontade de desistir. Encontrar uma válvula de escape e fazer vazar todo o desejo e toda esperança de que algum dia o vazio seja preenchido por você. Assim como me dá vontade de te pegar às vezes, e te encher de sopapos. Juro que tem hora que você merece um puxão de orelha. Mas infelizmente, não sei porque, só consigo ser boazinha com você.

Só falta eu sair por aí gritando que dentro de mim estou clamando por sua presença. É que eu gosto muito dela. Me sinto bem se está por perto, se atende as minhas ligações e se passa o dia dormindo e depois ajuda na cozinha.
E todas as vezes que te olho de longe, fico pensando em como seria se tudo fosse diferente. Em como seria se eu pudesse tomar todas as atitudes que tenho vontade quando estou perto de você. Fico imaginando como seria bom se fosse real o que tem passado na minha cabeça. E como seria a melhor coisa do mundo, termos segurança.

Não desisti por medo de fazer a coisa errada e deixar passar a chance. Não desisti por medo de perder as ilusões que eu já alimentei. Mas é tão difícil tentar sozinha. Tentar sem saber se é isso mesmo ou se esse esforço é vão.
Queria acordar amanhã, com você do meu lado. Olharia para você todo torto, te cobriria direito e encheria você de beijinhos matinais. Aí acordaríamos e você me faria um café bem forte. Sem contar na quantidade certa de açúcar...

As coisas estão acontecendo sem rumo. As coisas estão andando e eu não estou sabendo lidar com muitas delas. E amanhã elas já mudaram de novo. Só queria você por perto mais um pouco. Juro que não vou te atrapalhar. Mesmo que em silêncio, me faz companhia?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Quando a mulher de gêmeos põe fim às ilusões da sua vida e pára de viver na escuridão da fantasia, ela emerge com o brilho, a velocidade e a graça de uma estrela cadente."

Tiê - Stranger But Mine

Estava ouvindo Tiê e prestei atenção em uma letra. É linda. É real.


http://www.youtube.com/watch?v=_sCYmsMNdSI&feature=fvst


Bem Estranho,eu não sei nada.
É melhor eu tomar um tempo, neste momento. Eu sei que você disse, mas me desculpe:
quero resolver isso.
Todos os meus amigos são também seus amigos e isso faz de você menos estranho.
E o seu nome eu ouvi em algum lugar, mas ainda quero resolver isso.
Com todo respeito, seus beijos me deixam louca. Mas não se preocupe, vou manter meus olhos em você.
Por que é que isto é tão estranho? Eu sinto que lhe conheço há anos.
Você pode dormir, só manterei meus olhos em você. Eu já estou feliz que te conheci.
Gosto de ver vida de seus olhos. Não importa o que nos aguarda: vou lidar com essa surpresa.
Apesar de saber que você tem muitas coisas em sua cabeça: o futuro, o passado e os aviões em que você poderá viajar, eu só quero te contar, esse amor é verdadeiro. Você é estranho, mas é meu.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Botão

Alguém aí me vê um botão pra colocar sobre a pele e clicar toda vez que quiser desligar?

Desligar do mundo, desligar das chateações e das obrigações que tanto pesam na mente. Desligar das dores do coração, das vontades que não se concretizam e de todas as outras coisas que podem machucar, mesmo que de leve.
Desligar a tristeza infundada que chega sem avisar e não diz por qual motivo está se alojando no meio de tudo.
Desligar o desânimo constante, que se estampa na cara desde o momento em que se acorda até o momento em que vai dormir.

Alguém aí me vê um botão pra colocar sobre a pele e clicar toda vez que quiser desligar?

Desligar a tv daquele canal ruim, é fácil. Desligar o rádio quando toca Restart, também é fácil.
O que tem sido difícil, é desligar as coisas ruins que acontecem. É desligar a falta de vontade. É desligar as más ideias. É desligar simplesmente essa não-aceitação de mudanças repentinas.

Isto precisa passar. PRECISA MESMO.

sábado, 4 de setembro de 2010

Labirinto

Você é pior que o labirinto do Minotauro. Nem com novelo de lã de ouro pra encontrar a saída né? Sem contar os nós que se enrolam e confundem ainda mais no meio do caminho. Não sei de onde vem tanta paciência. Mas já me encontro caída e toda enrolada com a porcaria do novelo que não me adiantou nada. Só andando em círculos igual a uma idiota. Você deve achar bonito isso, mas vai chegar uma hora (e ela está chegando) em que eu vou pegar minha tesoura e cortar esse novelo idiota. Aí eu saio desse negócio enrolado e sem tipo.

Chega. Estou sentindo fadiga, tontura e cansaço. E a minha cara de idiota então, nem se fala.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dreaming of revelry

O que eu quero é simples, mas também é complicado. Eu vejo a vida das outras pessoas sendo levada tão facilmente, sem nenhum tipo de estresse ou nervosismo. Para mim é tudo falsidade. Ou então o que acontece comigo só pode ser azar.
Eu quero aquele dia comum em que você vai me chamar para sair e nós vamos ficar por aí trocando ideia sobre um monte de coisas, como a gente sempre tem feito. Engraçado como aconteceu tanta coisa em tão pouco tempo e mesmo assim eu quero que o tempo passe mais depressa, é a minha ansiedade. Eu quero saber o resultado disso tudo, como é que vai ser, entende? Mas não há nenhuma maneira de prever e nem de adiantar o passo. É ter paciência que eu preciso. Considero ter bastante, aliás, mas às vezes eu não consigo controlar o querer estar perto e a preocupação de quem gosta.
Tudo bem, o que acontece é muito estranho mesmo. Uma hora eu vejo, ouço, sinto e penso uma coisa. E você é quem me confunde toda assim. Pela primeira vez na vida eu estou deixando as coisas correrem, mesmo que de vez em quando eu tente atropelar isso aí. Já fui muito mais precipitada e as coisas nunca deram certo. Quem sabe agora, com calma e sabedoria...
É que eu queria poder tomar certas atitudes que eu não posso, simplesmente porque eu sei que não haverá abertura para elas. Na verdade, enquanto isso, vou ter que continuar remando esse barco nessa maré de festa e alegria "aparente".
Na verdade, as coisas não estão tão bem assim. Mas a gente finge acreditar que estão. Aí a gente vai caminhando para ver se elas engrenam e dão certo. Sem muita esperança, sem muita motivação. Mas sabe o que é engraçado? É que eu quero tanto, mas tanto, que eu não consigo nem PENSAR em desistir. E eu sei que deveria.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Às vezes eu gostaria de poder anular qualquer tipo de sentimento que existe em mim. Seja bom, seja ruim. Às vezes eu gostaria de poder tirar esse sentimento e deixar ele ali quietinho. Sem cutucar, sem machucar, sem me desafiar o tempo todo.
Eu me importo até demais. Eu gosto até demais. Gosto mais do que gostaria, poderia ou deveria gostar. Não existe uma fórmula para evitar isso, não existe uma maneira de controle e nem nada do tipo. Pelo menos comigo não funciona, porque eu tento diariamente não me importar tanto e me fazer de desentendida.
Um turbilhão. Tantas coisas, tantos pensamentos errôneos e tantas dúvidas. A certeza é que não há possibilidade de desistência, porque eu já mergulhei. Só espero não me afogar. Às vezes sinto o meu fôlego acabando e é justo nessa hora que você chega com um sorriso e me salva de um monte de aflições.
Que coisa chata. Você não precisa nem fazer nada, só estar vivo, só estar bem, só sorrir para mim e eu já desmonto.

Pois é. Não dá para anular, não dá para esquecer. E desistir? De você? Não. Agora não. Sei que amanhã também não. E pode ser até que eu desapareça da sua vida e você da minha, mas no fundo, eu sempre estarei esperando mais um sorriso sincero e um abraço apertado. E jamais desistirei de ver você feliz, mesmo que de longe, mesmo que você nem lembre mais de mim, porque infelizmente (ou felizmente) eu me importo muito mais do que gostaria, deveria e poderia me importar.
Se as coisas fossem mais fáceis...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Tempo.

Isto se chama tempo. É a areia da ampulheta descendo devagarinho contando cada segundo. Parece lento mas passa num piscar de olhos e quando você vê já está empacotando as coisas para ir embora.
Olha só essas paredes que desmoronaram. A tinta que escorreu foi suficiente para notar que a mudança era necessária.
Nós temos com quem e aonde ir, é só deixar que a vida nos leve. Depois de ver todas as caixas arrumadas e o tempo as levando para outro lugar vai aflorar uma satisfação.
Agora eu sei que as paredes que ficaram para trás e perderam suas escritas tão significantes, estão bem. Porque o tempo delas já passou. A areia delas já se esgotou.
E isso vai girando e acontecendo tão rápido que eu nem vejo se você chegou ou saiu.

Isto se chama tempo. É do que precisamos. Agora e sempre ele pode aliar-se a nós ou virar o nosso pior inimigo. É porque ele nunca deixa de ser voraz. E é só ele quem vai dizer o novo passo para frente e como é importante não ficar andando para trás. Passado é passado e o tempo já se encarregou.
Presente é isso. Presente é esse tempinho que eu tirei para escrever. Futuro eu já não sei, só sei que passa tão rápido quanto um cometa também.
O tempo correu agora e eu já vou embora. Estou em busca das caixas e logo vou ver o tempo mudar mais uma vez. Acho que ele gosta de mudar comigo.






Foi a Xu que fez *-*. Ficou linda Mô, amei! <3

domingo, 1 de agosto de 2010

Eu sei que eu quero muita coisa. Mais coisa do que já tá acontecendo e tem acontecido. Eu deveria querer paz e descanso, mas eu quero um pouco mais de emoção. Cansei da monotonia e do controle. Quero mais, muito mais.
Eu sei que é difícil. Eu sei que tem muita coisa do passado no meio desse redemoinho e deixa ele pra lá, não existe mais.
E mesmo que eu acorde de ressaca e com dores pelo corpo inteiro, eu saberei que valeu a pena qualquer coisa que tenha acontecido. Até mesmo fumar um cigarro de filtro vermelho.
É que eu detesto frustração. Eu gosto de quando as coisas acontecem de verdade. O mínimo que eu posso fazer é esperar mesmo.
Eu preciso dormir, amanhã eu trabalho cedo. Só quero a minha cama agora, mas eu queria tantas outras coisas...dentre elas, um abraço.

sábado, 31 de julho de 2010

Não sei dançar - Marina Lima

Às vezes eu quero chorar,mas o dia nasce e eu esqueço.
Meus olhos se escondem onde explodem paixões...

E tudo que eu posso te dar, é solidão com vista pro mar. Ou outra coisa pra lembrar...

Às vezes eu quero demais e eu nunca sei se eu mereço.
Os quartos escuros pulsam! E pedem por nós...
E tudo que eu posso te dar, é solidão com vista pro mar. Ou outra coisa pra lembrar...
Se você quiser, eu posso tentar.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Um passo de cada vez, para que não haja quedas. Alguns tropeços com certeza, mas me segura que eu te seguro também.
É hoje um novo dia e é o que a gente tem. As coisas irão suceder com tranquilidade e muita calma. Vamos lá, quero ver a coragem para se entregar de corpo e alma. Pode ser que não aconteça. Se não for, talvez a gente não mereça.
Os vínculos se estreitarão daqui pra frente, você sabia? Talvez eles desatem, talvez eles se apertem, talvez eles só estejam vivendo o momento presente sem pensar que o amanhã pode nem chegar.
Sinto como se lesse uma nova página de você a cada dia. Mesmo que sua vida não seja um livro aberto, mesmo que não seja uma página inteira, é um trecho. Sinceramente, talvez eu não gostasse de ler um livro tão complexo, parece até ser de suspense. Para nossa sorte (ou azar) eu me atraio pelas coisas difíceis, de verdade. É que nunca nada foi tão fácil pra mim. Pelo menos é o que eu acho. E suspense é bom. Me estimula, me deixa curiosa e com sede.
São muitas diferenças, gritantes eu diria. Complementares? Vai saber. Como eu disse no início, um passo de cada vez, para evitar as quedas. Tropeçar é inevitável, eu tropeço sempre, todos os dias. Tropeço ainda mais quando penso incessantemente em coisas que eu deveria relevar.
Só sei que eu quero. Quero os passos lentos em direção do lugar que nem sabemos qual é. Quero um dia comum cheio de risadas e o sol batendo na cara. Quero que você me segure se eu for cair. Quero ler e reler esse livro tão interessante. Descobrir cada detalhe, cada mistério e conhecer o que for possível.
E se eu tropeçar e cair na minha ansiedade, não se assuste, eu sou assim mesmo. Eu não quero que ninguém se machuque. Muito menos você. Então, se tropeçar, eu te seguro também. Posso parecer fraquinha pelo meu tamanho, mas eu desconheço a minha força em casos de necessidade. Só sei que ela expande muito mais do que possamos imaginar.
Um passo de cada vez. Um barquinho indo lentamente pra qualquer lugar. E nós. Caminhando, tropeçando, lendo e escrevendo novas linhas, novos capítulos. Porque hoje é um passo, amanhã pode ser mais de um ou nenhum...ou eu talvez só esteja aqui enchendo lingüiça e agora eu fodi com o meu texto porque eu sempre acabo fazendo isso quando estou morrendo de sono e não sei mais o que escrever e poetizar...Mas é isso aí.

domingo, 25 de julho de 2010

São as coisas que acontecem assim que me deixam mais maluca da cabeça. É tudo muito diferente e pra mim muito melhor do que eu poderia um dia imaginar. E eu estou muito feliz apesar de alguns pesares e me sinto motivada a seguir em frente bem desse jeito. E claro, melhorando sempre que puder. E as coisas estão entrando nos eixos. Eu sei. De qualquer forma, tudo que é e será vivido, é e será tão mais intenso do que qualquer coisa nessa vida doida aí. Inesquecível. É como eu consigo imaginar. E agora outras mudanças. Hora de exercitar mais a mente e o esqueleto. Movimentação.
É muito bom estar aqui, agora.



Come with me, I'll be waiting right there by the corner. Come with me until we end up tired, or leave me alone. Don't leave me alone.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Could stare at your face for the rest of my days.








:)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

360°

Na minha cabeça tem passado um monte de incerteza. São muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo e a minha capacidade de assimilar tudo isso parece nula. Busco entendimento e me equivoco o tempo todo. O que vai ser amanhã? Como será a minha casa nova? Aonde é que eu e as meninas iremos morar? O que tá acontecendo? Isso tá certo? E eu devo agir de que maneira a partir de agora? Pra que direção eu vou?

Me sinto uma barata tonta bêbada de inseticida.

Mais uma vez eu tropeço em peças que o destino prega em mim. Tropeço e vou com gosto em cima delas. Eu não tenho medo de me machucar. Mas eu acabo quebrando a cara de vez em quando, é natural.
Foi um giro violento de 360°. A vida de ponta cabeça e eu penduradinha pelas pernas, quase caindo. Alguém aí me puxa de volta?
As feridas que doem vão cicatrizar hora ou outra e só os risos e as lembranças boas ficarão em evidência nos meus pensamentos.

O apego é um grande mal da humanidade. Me apeguei a esta casa, aos meus momentos e às coisas que vivi. Agora quando as vejo evaporando, sinto uma pontinha de tristeza. Mas vai passar. E mais uma vez eu vou me apegar por outra casa, por outros momentos e por outras coisas. Faz parte de todas as voltas que essa vida dá.

sábado, 17 de julho de 2010

Liar, liar.

Escorre pelos dedos e eu finjo nem prestar a atenção. Quando eu percebo já foi tudo. Pois é. Inconsequente. Inconveniente. Acontece sempre, sempre! É como se um ímã desse tipo de coisa estivesse embutido em mim. E eu sei que as coisas irão acontecer de um jeito que eu não quero que elas aconteçam, mas eu vou acabar me conformando de qualquer forma.
Os olhos já nem denunciam tais atos. Não percebe-se o que há e fica tudo assim, normal. O inimaginável está escancarado aos olhos de quem quiser enxergar tais verdades há tanto tempo escondidas. Foi de um baú aberto em outra dimensão. Indimensionáveis formas de saber o que é real e o que já se esvaiu deste mundo esquisito.
É tudo estranho daqui. Mais estranho ainda é saber que eu sou assim e não vou mudar. Será que é tão ruim? Será que eu aguento tranquilamente carregar este fardo? Não sei. É um passo de cada vez. Mas eu nunca ando direito, só tropeço.
Não me venha com meios-termos. Com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha à mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.

Marla Queiroz

Cobertor

Mas tá um frio danado e eu tô meio que tremendo. O que eu tô fazendo aqui ainda com a lampadinha da web cam na minha cara? Mas essa blusa tá com um cheiro muito bom.
As coisas estão turbulentas. Muitas mudanças drásticas de uma só vez e só esse suco de maracujá que a Tal me trouxe agora pra me acalmar!
Eu sou a maior catástrofe da humanidade. Eu gostaria de não ser tão eu. Vai entender.
Não dá. Não consigo escrever, tá muito frio. Preciso tirar a maquiagem e ir dormir.
Que preguiçaaaa!


Ow Tal, dá mais um pouco desse maracujá ae.

sábado, 10 de julho de 2010

Esmalte descascado.

É óbvio que quando somos adolescentes tudo é dramático. Sempre tem aquela vontade de quebrar as regras e ser alguém que os outros enxerguem. Isso é uma grande e ridícula porcaria! Eu assisti um filme hoje que falava sobre pessoas problemáticas. É, por trás dos pompons da torcida existe uma garota que só queria alguém que a levasse a sério. Por trás do psicólogo de toda a turma existe um garoto criado pela mãe rica e depressiva enquanto o pai está na cadeia por sonegação de impostos. Sem contar no diretor da escola que virou alcoólatra depois que a mulher o deixou pelo amante. Tudo bem, é só mais uma história americana de gente rica e revoltada. É isso que vende. Mas quem se importa?
Eu liguei a televisão e tava passando Barbie. Esse das mosqueteiras eu não tinha assistido ainda e só vi o final também. A Barbie no meu ponto de vista é alguém que nunca vai existir, porque ninguém é tão benevolente e cheio de qualidades quanto ela. Mas a intenção da boneca não é transformar as meninas em fúteis, anoréxicas e coisas do tipo como eu sempre ouço falar por aí. Ela nem é preconceituosa, porque existem Barbies de todas as etnias, certo? Eu nunca tive muitos Kens, então minhas Barbies eram lésbicas às vezes. Acho que é por isso que eu tenho tantos amigos gays.
O que eu quero dizer é que as pessoas se preocupam demais com as aparências e se esquecem da essência. Mas é mais do que comum né? Pra que se importar quando você tem um Porsche amarelo conversível na garagem e um cartão de crédito sem limite?
Eu sou o tipo de pessoa que nunca vai ter uma coisa dessas na vida. Não quero cartão de crédito e me dê um Fusca que eu já fico feliz.
Você não precisa ser transtornado por causa dos seus problemas. Pense bem em quem tem muito mais problema do que você e tá vivendo, correndo atrás e sendo feliz.
Não vou ligar de ter meu esmalte descascado depois de lavar a louça, porque nem na manicure eu vou mesmo.

Quer saber? Essa merda toda que se foda!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Fase de engorda.

Eu tenho comido o tempo todo. Acho que é ansiedade. Não aguento mais ter tanto tempo livre pra escrever merda no meu blog de qualquer jeito. Eu tenho comido demais mesmo. Cadê minhas bananas? Adoro banana na comida e na minha sempre vai azeite. Cozinhar é muito bom e é louco o modo como as coisas se transformam na panela. Esse lance de larica é tenso. Comidas que nem existem vão surgir e eu vou comer como se não houvesse amanhã!
Eu engordei 2 kg. Eu ainda não acredito. Claro que não é o fim do mundo, mas eu engordei muito rápido dessa vez. Sou a pessoa mais burra do mundo e acabei de queimar o strogonoff. Tomara que o arroz não queime também!
Então, eu tenho comido pizza e churrasco no fim de semana. E depois eu não sei porque tenho 2 kg a mais distribuidos na minha bunda, nas minhas coxas e na minha barriga. Tô na fase da engorda. Espero não começar a usar tamanho 40. Já foi traumático sair do 36 pro 38.
Isso me fez parecer uma garota ex-bulimica que usa cor de rosa em tudo e nem sabe fazer miojo.
Comprei vários incensos hoje. Preciso voltar pra ver o arroz. E ai que tédio. Vou fazer Yoga, sei lá. Andar de bike, pilates? Vou pra Ilhabela logo. AI! O arroz me chama.

Britney.

Hoje eu tava conversando com a Tal de manhã quando um cara gritou no portão: "Entrega para Júliaaa"! Eu fui atender, tinha acabado de secar a franja. Era um pacote da Saraiva, aquela livraria. Os cds que o Raul me mandou de Sampa. O menino das figurinhas mesmo tão distante e diferente se lembrando de mim. Sua recomendação: dois cds da Britney Spears. Blackout e Circus. Confesso que gosto das músicas Radar, Womanizer e If u seek Amy. Assisti "Crossroads,Amigas para Sempre" com a minha mãe no cinema, em Piracicaba. Naquela época eu conheci o Raul em frente à banca de jornais da praça da matriz em Tatuí. Ele me abordou na porta da banca: "MENINA, MENINA! Você coleciona figurinhas do Harry Potter?!" - sim, eu colecionava mesmo e era isso que eu tinha ido comprar. Já trocamos telefones e endereços para nos encontrarmos para eventuais trocas de figurinhas. Depois eu nunca mais o vi. Mas eu conheci a Li e a Ju na internet e achei que tinha um tal de Raul familiar pra mim. E eu fucei o orkut dele. Foi engraçado. Depois de anos eu encontrei meu menino das figurinhas no orkut da minha amiga nova. E eles eram melhores amigos. Viraram os meus. Como eu sinto falta das tardes e do tempo em que todos morávamos pertinho um do outro, nossa! E a gente via vídeos e comia pão de mel da tia Mara na casa da Ju. E o Raul sempre rebolando aquela bunda dele fazendo as coreografias das Pussycat Dolls. Brigadeiro queimado da Aliny. Os cabelos coloridos e as fotos do show do Simple Plan no orkut do Raul. Agora a Britney veio pra minha casa pra me fazer lembrar do Raul mais do que sempre. Eu ainda tenho muito de vocês em mim. Seja a Britney, o My Chemical ou a Fresno. Serão sempre os melhores momentos da minha vida. Vários deles. E agora eu vou fazer as unhas. Queria mais daquele docinho da padaria. Mas eu empobreço demais comendo! Vou fazer dieta, engordei 2 kg, COMO ASSIM? Também, do jeito que eu como, nossa! Falando nisso, vou fazer um arroz pra comer com aquele strogonoff que sobrou.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Antítese

Às vezes eu acho que vivo em um universo paralelo. Como agora. Eu fico em um paralelismo com os fatos que não sei se é real ou se é sonho. Será que é possível sonhar tanto acordada? Eu tô tão anestesiada comendo ruffles, ouvindo Muse e tomando cerveja quente.
Hoje só estamos eu e a Jaque em casa. A Tal foi dormir na casa da Thânia. O Ferraz veio aqui e ficou num harén, todo feliz. Conversamos sobre um monte de coisas e é tão engraçado, me senti em outro mundo desde aquela hora. Na verdade hoje eu acordei em um lugar diferente. Sei lá.
José veio aqui e como sempre, não perde a mania de me fazer flutuar. É um raro e me trouxe de presente um pão caseiro que a mãe dele fez. Já comi iteirinho. Com maionese e a Tal comprou qualy sem sal, assim não dá.
Cadê a Boo hein? Puta falta de sacanagem ela ir pra casa dela e nunca mais dar notícias. A Tal ligou todos os dias de Mogi. Boo, apareça de onde estiver mi queridita!
Nossa, tá tocando Supermassive Black Hole, adoro essa música. Me lembra o Evan, que veio aqui hoje também. E a Mê hein? Já tô com saudade dela. Amanhã preciso assistir 11 homens e um segredo, tem que devolver na biblioteca da facul. Quem sabe não assisto fight club pela 4ª vez. Que vontade de assistir Amélie. E El laberinto del fauno. E 500 days of Summer. Mas Amélie é mais.
Faz tempo que a Tal não me fotografa. Quero fazer um ensaio muito fodido. Vai ser massa. Massíssimo!
Agora eu faço café, ganhamos uma cafeteira e tem tv no quarto. Hoje foi um dia engraçado, queria comer um bife agora. Sorry boizinho, mas eu gosto de você com cebola frita.
Todo mundo deve pro tio Vander um dia. Eu não gosto de dever pra ele, porque ele empresta as coisas pra gente. E apesar de sempre pagar, é ruim né. Sei lá. Mas ele é bonzinho. Falando nisso, vou comer meu prestígio que eu comprei lá e tomar o resto da minha brejita. E cadê o John Lennon hein? Ele mora em Pindamonhangaba, mas me agrada conversar com ele. Tô com saudade da facul. Dos professores, das aulas e claro, da galera. Até do Pedrão. E daquele corre, corre na FCA.
Não posso reclamar muito da vida. Só de ser meio duranga, mas isso vai passar. Fora isso, apesar das brincadeiras do destino, minha vida é tão legal e eu estou entrando em outro universo paralelo agora. Quero furar a narina direita e fazer minhas tatuagens, tchau.

sábado, 26 de junho de 2010

You shimmy-shook my boat.

Balancei para todos os lados, nem senti. Ia para frente e para trás somente sentindo a vibração. Era você me embalando pela cintura. Eu ali, tão vulnerável e embriagada numa noite qualquer.
As luzes que eu via eram difusas não me deixavam pensar aonde eu estava. Só sabia que me senti em um barco que balançava em ondas suaves, ondas sonoras.
Foi você, querido. Você balançou meu barco. Balançou meu barquinho a remo e meus remos caíram n'água. E agora? Será que vai continuar balançando quando você acordar? Será que mesmo sem remos você vai balançá-lo comigo para outro lugar?

Nossa embriaguez se foi junto com a noite. O sol nasceu e beijou nossos pés pela janela do meu quarto. Acorde meu amor, já é hora de fazer uma vela para esse barco que não é mais de um só. Assim ao invés de balançar ele vai navegar e nos levar na direção do horizonte. E depois do horizonte, o que vem só pode ser grande. Assim como o futuro que já chegou.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mudanças.

Ontem eu mudei meu cabelo. Resolvi bagunçá-lo, amassá-lo e deixá-lo livre do secador e da escova. Sinceramente fiquei linda e mais parecida comigo, no interior. Bagunçada. Mudei alguns conceitos, algumas visões e muitas opiniões. Mudei principalmente meu humor. Me sinto irradiar. Mudei o blog inteiro e continuo escrevendo coisas aleatórias e sem sentido que nem eu mesma entendo.

A água acabou. Ainda não voltou e eu estou nervosíssima a respeito de poder limpar a casa, esquentar a comida e lavar a louça. Porque precisamos de água, meu Deeeeeeus!
Mudei o template de novo. Mas mudei também o cabeçalho e o endereço. E a foto.




Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band!

domingo, 20 de junho de 2010

Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Jogue seus cabelos no vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Quarta-feira.

Descobri que nasci nos primeiros 30 minutos de uma quarta-feira em 1991. É por isso que esse é meu dia preferido da semana. E é por isso que eu sou boêmia e noturna como disse a Boo. Nasci com a bunda virada para a lua. Que lua será que era hein? Vai saber, aí é pedir demais. Minha mãe me ligou para dizer que lembrou quando me sentei na barriga dela e resolvi complicar tudo com meu cordão umbilical no pescoço. É isso aí. Daqui há 3 horas e meia eu vou ficar mais velha e terei um ano a menos de vida. Se for pensar que a gente pode morrer a qualquer momento isso nem faz sentido, mas a realidade é que o relógio anda ao contrário. Isso não me assusta. Às vezes eu até gostaria que ele andasse mais rápido e chegasse logo nos 60. Assim eu descansaria um pouco. Tenho tanta coisa para ver ainda. Tantas viagens a fazer, pessoas a conhecer, bebidas a beber e assim por diante.
Pela primeira vez na vida estou com depressão pré-aniversário. Isso tá me irritando, porque todos os anos eu conto os dias para esta data chegar e encho o saco de todo mundo, não deixando ninguém esquecer que é meu aniversário. Mas esse ano é diferente. Eu não estou feliz agora, minha cabeça e meu corpo doem. E não, eu não quero fazer sala pra ninguém hoje, desculpa. Amanhã tem uma festa e eu chamei um monte de gente. Acho que até lá eu me animo. Aliás, preciso né? Que clima de enterro.
Na verdade eu queria passar meu aniversário em qualquer lugar perto de lugar nenhum que ninguém soubesse quem eu sou. Podia ser uma quarta-feira e eu estaria usando alguma roupa cinza. Tomaria um chá de morango sentada em uma cadeira de balanço e o vapor embaçaria meus óculos, como sempre. Os meus momentos estão difusos e distantes. Não consigo tocá-los, só os enxergo de longe e desfocadamente. É a crise. Ninguém disse que nascer seria fácil, ainda mais chegar até aqui com tanta coisa já vivida. Acho que é cansaço. É um esgotamento prematuro eu diria. Mas tudo bem, as férias estão aí. Terei colinho de mãe e um banheiro com box de vidro só para mim durante vários dias. Sem falar na brisa geladinha do mar que todos os dias fará questão de me dizer um oi. Aí todos os dias serão quarta-feira e eu estarei usando cinza.

Misguided ghosts

Minha criatividade hoje está limitada. Minha cabeça dói demais e acho que a culpa ainda é da caipirinha de saquê - de morango, a coisa mais gostosa que já bebi na VIDA. Mas essa música, retrata tudo. É. E sim, é do Paramore, grande bosta. Eu gosto e se você não gosta o problema é seu ¬¬



Eu estou indo longe por enquanto mas eu vou voltar, não tente me seguir.
Por que eu vou retornar assim que possível. Veja, eu estou tentando achar meu lugar
Mas talvez não seja aqui que eu me sinto segura, todos nós aprendemos a errar...

E correr deles, deles. Sem direção. Correr deles, deles. Sem convicção.
Eu sou apenas um daqueles fantasmas viajando sem fim. Não preciso de estradas, na verdade eles seguem você e nós apenas vamos em círculos.
Agora me disseram que essa vida e dor é apenas um simples compromisso, então nós podemos ter o que nós queremos disso.

Alguém tenta classificar um coração partido e mentes perversas. Então eu posso encontrar alguém para me apoiar.
Entao corra para eles, para eles. Toda velocidade a frente. Oh você não é inútil, nós somos apenas fantasmas perdidos viajando incesantemente.

Aqueles que nós mais confiamos nos empurraram para longe e não há um papel, nós não deveríamos ser iguais, mas eu sou apenas um fantasma e eles continuam a me fazer ecoar. Eles me fazem ecoar em círculos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ponte pênsil.

A ponte nem balança tanto assim, mas você tem medo ao olhar para baixo. Dá medo de cair alguma coisa do bolso, de enroscar o chinelo, de tropeçar. A ponte balança para lá, para cá e você anda em linha reta olhando em um ponto fixo. O outro lado sempre parece longe demais, mas não é.

As amizades são como pontes que balançam. Você confia que não vai cair, que apesar de balançar você vai chegar bem do outro lado. Seu amigo é o ponto fixo lá longe e a ponte a amizade. Quando abalada é difícil até enxergar o que tem do outro lado.
Pior ainda é saber como fazer para consertar isso. Será que dá?

É aí que você para no meio da ponte balançante e não sabe para onde ir. Você vai na direção de quem te abalou ou volta? Eu volto. Sempre volto. Eu preciso voltar. Não consigo caminhar e nem enxergar quando isso acontece. Eu volto para poder pensar e respirar. Só assim é que eu posso tentar de novo depois de um tempo.

Essas pontes são muito complicadas. É difícil ter pontes assim. Mas você sabe que mesmo que elas balancem, elas são indestrutíveis. Talvez nem tanto, mas você sempre pode tentar atravessar de novo.
Tá fazendo frio nesse lugar
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo em mim
Mas se eu já me perdi
Como vou me perder
Se eu já me perdi
Quando perdi você
Mas se eu já te perdi
Como vou me perder
Se eu já me perdi
Quando perdi você

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Arritmia.

Eu vejo a minha vida correndo. Corre e até me deixa para trás. É estranho sentir-se expectador de si mesmo. Às vezes eu me sinto como Tyler Durden. Um eu que é o que eu gostaria de ser sempre, mas não dá. E depois me sinto o anônimo, o narrador.
Aqui estou sendo o narrador. As insatisfações estampadas na cara e o desânimo. Como se faltasse muita adrenalina correndo nas veias e aquela angústia de querer fazer alguma coisa muito louca sem temer.
Se ao menos eu tivesse um carro. Iria correr com meu fusquinha azul calcinha por aí. Sem falar que poderia fazer muitas coisas dentro dele. Ilícitas.

Sou ilimitada. Quero mais. Sou bipolar e confusa. Quero menos. Não, tá bom assim. Vai saber. Existem horas que me pego falando comigo mesma sobre alguma coisa e percebo que sou bastante satisfeita com as coisas que eu tenho, mas em outras horas é como se a satisfação se esvaísse como pó. Tem alguém cheirando a minha satisfação. Mas eu não ligo. Sei que passa. Tudo passa.

É tão complexo e ao mesmo tempo tão simples. Existem dias que tudo o que eu preciso para me sentir feliz é um oi simpático ou um abraço gostoso. Outros em que nem todas as declarações de amor/amizade do mundo me deixam bem. Outros em que dormir, basta.
Hoje é dia de dormir. Mas não recusaria um abraço. Jamais recuso um abraço. Sinto falta de abraços na minha vida. Principalmente o da minha mãe, que é meloso e tudo o mais, mas eu não vivo sem. Aliás, vivo né. Mato a saudade de 6 em 6 meses.

Eu de novo aqui, com mais lamúrias. Sou egoísta demais às vezes, egocêntrica também. Mas quem não é? Engraçado como eu sou um monte de coisas ao mesmo tempo. Paro para pensar se um dia eu não vou explodir de tanta coisa que eu sinto, penso, faço e quero. Acho que é por isso que eu tenho arritmia cardíaca. Quando estou prestes a explodir, meu coração acelera e eu me lembro como é que se respira. É, eu sempre esqueço de respirar. Até pra tirar fotos.

Mas é assim mesmo. Uma arritmia aqui, um abraço ali, uma dormida e a vontade de ter um fusca numa garagem que nem existe.
Tyler Durden nos momentos de prazer e confiança. Narrador anônimo numa segunda-feira fria e sem graça.

Eu queria sentir a minha arritmia agora. Porque quando meu coração acelera, fico sem fôlego e lembro de respirar, me sinto viva. E apesar de vegetais serem seres vivos, eu sinto que agora eu sou como um alface.

domingo, 13 de junho de 2010

Meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim.

Ontem foi um dia muito feliz. Eu saí com mais 5 amigas para me divertir no tal "dia dos namorados". E foi maravilhoso! Embaladas no vinho, canelinha, cerveja, pinga e um rock'n'roll danado de esperto.
Percebi de uns tempos para cá, que tem muitas pessoas ao meu redor que guardo do lado esquerdo do peito e além de ter muito carinho por elas, zelo. Eu já cheguei à conclusão que posso ser baixinha e até parecida com a Lois Lane, mas meu coração vagabundo é grande. Tem pessoas que passam despercebidas e somem, a gente nem sente falta. Mas as marcantes a gente faz questão de saber como está e dá sempre um jeito de sentar junto para rir e tomar umas.
Eu gosto tanto disso. Gosto tanto de saber que algumas pessoas saíram e outras acabaram entrando na minha vida por mero acaso (ou não, vai saber). Me sinto honrada por ter pessoas tão especiais e interessantes ao meu redor. E o que também me faz bem é saber que apesar de estar longe das antigas pessoas da minha vida, eu ainda sinto a mesma consideração. Claro que tudo se transforma, mas são coisas que esse coração vagabundo não esquece jamais.
Eu não vou falar os pontos negativos de ser assim. Isso é típico da minha personalidade: eu falo tuuuudo o que é bom, tuuuudo o que é ruim e depois eu concluo dizendo que o que é ruim que vá se foder porque eu me importo com o que é bom. Deu para entender? Mania de redação isso, xô!

Meu coração vagabundo guarda o mundo em mim. Meu coração vagabundo ama cada pedacinho especial dessa vagabundagem toda. Meu coração não se cansa de ter esperança. Meu coração gigante e vagabundo. Meu coração vagabundo AMA vocês para sempre.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O Dia dos Namorados.

Na boa, essa data é uma porcaria. Não digo isso por não ter um namorado para me dar presentes (o clichê de sempre: rosas e chocolates). É porque pare para pensar: é só mais uma das milhares de datas comerciais do ano. Assim como dia das mães, dos pais, natal...tudo se resume a lucro. Claro, se não inventarem as pessoas não irão comprar tanto (as pessoas sentem-se obrigadas a dar presentes nesse tipo de data). Eu já tive namorado no dia dos namorados. Não muda merda nenhuma. O mesmo programinha chato cheio de blá blá blá. Acho que está para nascer algum relacionamento antimonotonia. Namoro sempre cai na rotina, sempre, por mais que você tente fugir.

Eu ganhei um celular da minha mãe e uma música uma vez. Foi criativo demais, nunca vou esquecer (obrigada Sé). Mas fora isso os dias são sempre iguais.
Na minha opinião, só deve-se ganhar/dar presentes no aniversário. Porque nascer pode ser um fardo para muitos, mas é um presente também...viver! Então aniversário tem que comemorar sim. Apesar de que a cada ano que passa estarmos cada vez mais perto da morte, mas isso é relativo. Eu vou no Paulistão daqui a pouco, posso morrer atropelada (na ida ou na volta) ou não, posso viver até os 60 anos (como eu quero) enxuta e maluquete. Mas a minha filosofia de vida é muito adversa. Chocando a sociedade, sempre.

Quando a gente namora, todo dia tem que ser especial. É por isso que dia dos namorados nem deveria existir. Porque é uma obrigação a mais dentro de um namoro. Não existe coisa melhor do que em uma terça-feira comum às 14 da tarde você receber uma mensagem no celular ou até mesmo um convite para jantar. É preciso saber surpreender e conquistar a cada dia e não ficar pilhado com as promoções de dia dos namorados da Riachuelo para comprar uma blusinha fashion para sua namoradinha plástica.

Eu sou contra datas assim. Até o natal. Gente, ninguém sabe quando Jesus nasceu. Isso tudo é um monte de mentira. É tanta manipulação em cima disso que Deus deve ficar muito do triste viu! Enfim, se você namora e é mais uma dessas pessoinhas comuns que acha que tudo o que eu falei é bobagem, vai lá comprar mais um buquê de rosas vermelhas. Porque não tem coisa mais romântica que isso né? AAAH VÁ!

Romântico é um café na cama, um cafuné gostoso e um abraço apertado. Romântico é um passeio de mãos dadas pela praia admirando o pôr-do-sol. Romântico é ver que a pessoa não sente vergonha de demonstrar o que sente por você em público (sem exageros, por favor). Romântico é rachar a conta do motel, da lanchonete, do cinema, da sorveteria.

É por isso que meus namoros não dão certo. Porque não existe ninguém no mundo que entenda como é ser sistemática e chata desse jeito. É por isso que eu gosto DEMAIS da fase em que eu estou agora. Conhecendo gente interessante o tempo todo e sendo muito feliz. É por isso que no dia dos namorados vai ter festa do pijama em casa, só para meninas. Nada melhor que passar o dia dos namorados acompanhada do Johnny Depp e do Brad Pitt.

Sacrifice.

Eu só me sacrifico em alguma coisa se for realmente muito, mas muito importante. Talvez seja por isso que nenhum namoro meu durou. Chega na hora de sacrificar um monte de coisas pelo outro e eu pulo fora. Não é errado se preservar.
Dessa vez, resolvi que não quero sacrificar minha saúde. Principalmente a mental, porque já sou estressada demais, imagine se eu acordasse às 5 da manhã todos os dias!

Pois é, fiquei muito chateada, mas eu sei que não conseguiria. Conheço meus limites e no momento isso não é tão imprescindível assim.
Eu tenho a faculdade e deixei ela bastante para trás para me dedicar a um treinamento que nem vou começar a colocar em prática agora. Tudo bem, seria pior sacrificá-la ainda mais tendo horário a cumprir e cliente a atender. Não renderia em lugar nenhum e eu só iria querer dormir.

Quando começar a trabalhar na minha área, nenhum sacrifício será demais. Quando você ama o que faz, você nem se sacrifica vai, faz por prazer. Okay, isso não inclui-se no tal do "namoro", porque aí é uma conversa mais complicada que merece um post separado.

Enfim, só precisava desabafar. Não estou sendo incapaz, estou sendo sensata. Posso prever as consequências antes de acontecerem, porque eu já vi isso antes. E não, não seria diferente.

Não me arrependo de ter me dedicado. Afinal, na próxima vez eles me chamam de novo. Só não posso me sacrificar por algo que eu sei que não vou amar (de jeito nenhum) e que pode me fazer mal para a saúde. O meu futuro está em outro lugar. Na Avon e nos cachecóis, HAHAHAHAHAHA.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Transparente.

Não digo que eu presto, porque é mentira. Não digo que eu vou fazer as coisas, porque eu sei que SEMPRE vai acontecer alguma coisa que não vai me deixar fazer.
Não gosto de buquês de rosas e nem de telemensagens. Não gosto de gente no meu pé querendo saber aonde, com quem e que horas volto. Não tenho educação: arroto, cuspo na rua e falo palavrão excessivamente. Sento de pernas abertas e não cedo lugar para idosos no ônibus.

Não sei andar de salto alto e adoro meu cabelo curto. Só uso esmaltes fortes e as minhas unhas nem são compridas. Não gosto de brincos, florzinhas e borboletinhas. Não vou à igreja e não acredito na bíblia. Não gosto de matemática e me sinto muito desconfortável perto de pessoas que fazem conta de cabeça.

Eu gosto de all star, havaianas e praia. Gosto de tulipas amarelas, roupas antigas, conversas bêbadas e brisas constantes. Atravesso a rua correndo, porque tenho medo de morrer atropelada. Odeio sentir dor, mas tatuagem, alargador e piercing são quase prazeres sexuais. Assim como coçar. Quando coço os olhos, nariz e pernas eu tenho orgasmos múltiplos!

Adoro sexo. Sexo é imprescindível para uma vida saudável. E não acredito que só façamos isso para procriar. Por que é que o animal não pode sentir prazer, certo? Eu gosto de aventura e sempre me imagino fazendo coisas em lugares proibidos, porque o clichê de que 'o que é probido é mais gostoso' não passa de um PUTA FATO.

Eu sou sincera e transparente, mas posso ser tão falsa e mentirosa que só quem me conhece de verdade consegue saber que estou mentindo. Sou falante demais e não consigo entender como as pessoas conseguem ser normais. E claro, isso me irrita.
Eu tenho muitas vontades, muitas mesmo. E hoje eu cheguei à conclusão de que prefiro acordar arrependida do que passar vontade.

Eu sou irresponsável com as minhas coisas, mas com as contas da casa eu gosto de ser certinha. Não sou certa das ideias e sou viciada em internet. Entro e saio do orkut e fico no msn o dia inteiro. Isso atrapalha a minha vida, mas tenho que aproveitar enquanto eu posso fazer isso. Logo é hora de crescer de novo.

Já enchi linguiça demais aqui. Aliás, QUEM MANDOU TIRAREM O TREMA DA LÍNGUA PORTUGUESA? Pingüim sem trema, NÃO é pingüim! Odeio essa porcaria de reforma ortográfica!

Acho que nunca vou namorar por 1 ano. 365 dias são dias demais pra uma pessoa como eu. Sabonete, como diz a minha mãe: quanto mais me pressionar, mais eu vou escapar. Eu gosto de CHOCAR A SOCIEDADE. E cansei de escrever. Perdi totalmente o rumo. Como sempre. Aliás, rumo e juízo são coisas que eu nunca tive e acho que nunca terei.

sábado, 5 de junho de 2010

I hate seagulls - Kate Nash.

"Eu odeio gaivotas e eu odeio ficar doente
Eu odeio queimar meu dedo na torradeira e eu odeio lêndeas
Eu odeio cair
Eu odeio ralar meu joelho
Eu odeio tirar a "casca da cicatriz/machucado" cedo demais
Eu odeio ficar com dor de dente
Eu odeio todos os erros que cometo
Eu odeio "rudes-ignorantes-bastardos" e odeio esnobismo
Eu odeio quando à quem eu sirvo batatas fritas não quer falar comigo

Mas eu tenho um amigo com quem eu gosto de ficar
A qualquer momento eu posso encontrá-lo
Eu gosto de dormir em sua cama
Eu gosto de saber o que está passando pela sua cabeça
Eu gosto de ter tempo, e eu gosto da sua mente, e eu gosto quando sua mão está na minha
Eu gosto de ficar bêbada durante as músicas na praia
Eu gosto de colher morangos
Eu gosto de cream tea e gosto de histórias de terror
E meu coração bate mais forte toda vez que nos encontramos
O tempo está passando e seu sorriso é quase como uma memória
Mas você voltou e eu estou bem pois você está comigo
E eu estou apaixonada por você
E eu não consigo encontrar as palavras para fazer isso soar bem, mas,

Honestamente, você me faz forte!
Eu não consigo acreditar que encontrei alguém como você
Espero que continuemos assim
Porque você é tão legal e eu estou apaixonda por você
Oh, Ohoh, Oh, Oh, Ohoh, Oh, Oh, Ohoh..."



Só porque essa música é TÃO fofa *-*

How can I rest as I must?

Eu deveria deitar agora e ficar bem quietinha, porque tecnicamente era pra eu ter feito o que me propus a fazer: meus trabalhos. Mas como eu descanso? Minha cabeça não pára um segundo! Penso em zilhões de coisas ao mesmo tempo e acontece tudo ao mesmo tempo que meu, não parei pra respirar ainda.

Mais um desabafo esporádico de uma pessoa tão peralta quanto eu. Mas tudo bem, sei que logo isso vai passar, mas parece que não passa. É uma ansiedade tão grande que às vezes acho que vou morrer!
Já são quase 8 da noite e eu não fiz nada porque fiquei pensando um monte de coisas e tralalala.

É, eu não tenho condição. Vou procurar um analista!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Super gêmeos, ativar!



Você tem alguma coisa diferente. Deve ser porque é igual. Sabe aonde é certo colocar o ketchup e mantém rituais com instrumentos. É um encantado por mãos e tem uma loucura peculiar nos olhos. Ri de modo engraçado e dorme muito. Canta e toca com suavidade e calmaria. Gosta de Camera Obscura e fala 'caaara' muitas vezes em um contexto só.

Os pensamentos que lança no ar são gêmeos e cruzam-se em cada esquina com os meus.
É como se adiantasse o que eu ia fazer (vice e versa). Como se nos conhecessemos desde sempre. Mas a sabemos que não é assim.
Gosto de estar só e você também. Sentimos muito bem o gosto da liberdade.
Nós falamos muita bobagem e rimos de braguilhas esquecidas.

O doce dos deuses é de leite em pó e multiplicamos para dividir. E a sinceridade arde sofridamente na pele. Duas matracas soltas sem controle. Muita hipnoze pelo violão de 3 cordas. Muita vontade de vê-lo com 6.
Conversa séria do meio da festa. Todo mundo muito louco e tanta cor dançando.

Super gêmeos, ativar! Pensamentos que se entendem com pouquíssimo (ou nenhum) esforço. Uma identificação impossível de explicar. E um carinho. Se tornou importante e impossível de abandonar. "Eternamente responsável por aquilo que cativas..." saca?

E os dias e anos irão passar, mas isso com certeza não irá. Porque os amigos são a família que a gente escolhe e eu escolho ter você sempre presente na minha vida.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Adoro o inesperado.

O nome já diz. Você não espera nada, não cria expectativa nenhuma em cima de absolutamente porcaria nenhuma e quando você vê, está sendo recompensado. Os fatos acotecem de maneira pitoresca. É muito engraçado. Adoro saber que isso sempre acontece. E que quando acontece quando a gente menos espera, é muito difícil (se não for impossível) esquecer.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Bom dia dona Maria.



Bom dia dona Maria, como a senhora está? Me parece um tanto tristonha. Não está? Que bom. Vejo que está agitada hoje. Aconteceu alguma coisa? Não? Sério? Que bom.
Não quer dançar um pouco? Agora não, só mais tarde mesmo? Certo. O que a senhora foi fazer em Salto? Só passear? Ah foi olhar a situação da rodoviária. E a senhora gosta de trabalhar assim em Itu também? Ah é bom para passar o tempo, entendi.

Dona Maria, vai manobrar o ônibus? Não? Ah vai só orientar o motorista. Que legal. É nesse que eu vou embora. Pois é, já. Vou para Indaiatuba fazer um trabalho da faculdade ainda hoje! É dona Maria, a gente tem que correr.


Tem certeza que a senhora está bem? É que eu me preocupo com a senhora. Não sabe de si e demonstra ser tão feliz com seus olhos cheios de bondade. Tudo bem, ficarei tranquila. Sei que nos veremos em breve por Itu, agora trabalharei aqui. É sim dona Maria, lá mesmo. Nos vemos então. Obrigada por conversar comigo de longe, com os olhos dançantes. Dona Maria, tão incerta sobre tudo, mas tão feliz.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Let get what I want.

Prefiro morrer sendo considerada como louca do que me render à normalidade.
Por que os princípios morais criados pela sociedade têm que ser seguidos à risca para sermos pessoas boas e/ou decentes?

Fumar maconha faz de mim uma infratora mesmo que eu doe milhões de dólares para instituições de caridade? Ser alcoólatra ou dependente de outra droga qualquer e pagar por isso sozinha sem ninguém metendo o bedelho onde não é chamado é errado? E se eu não ligar e transar com um cara no primeiro encontro porque senti vontade, isso faz de mim uma vagabunda?

Os estereótipos estão aí jogados por todas as calçadas. É o capitalismo selvagem. Matar ou morrer e ser "BOM" aos olhos da sociedade para subir na vida. E as pessoas que puxam tapetes sorrateiramente? Eles que parecem pessoas boas e decentes, vão para o céu? Como alguém pode ser taxado de alguma coisa sendo que todo mundo diz que só quem poderá nos julgar é Deus e bla bla bla?

E Deus? Só porque eu não acredito em Cristo isso faz de mim uma adoradora do "DIABO"? Não acredito nele também. Mas e se eu for atéia? Qual o problema? Eu não entendo a mania que as pessoas têm de se meter na opinião intrínseca de cada um. Eu não concordo com a bíblia, acho que é tudo mentira e daí? Isso não faz de mim uma pessoa melhor ou pior. Deus deve sofrer muita pressão aonde quer que ele esteja e eu não gostaria de estar no lugar dele. Eu não acredito que sejamos sua imagem e semelhança, acredito no Universo.

A minha opinião é tão contrária. As pessoas não entendem meu ponto de vista e me julgam. Mas é porque elas não tiveram as mesmas experiências que eu. Não viram e não foram criadas da mesma forma. O que eu acho ótimo, porque se não houvesse diversidade, tudo seria monótono.

Me deixe ter o que eu quero ter. Me deixe ser o que eu quero ser. Me deixe dizer o que eu quero dizer, sem me julgar. Eu não atiro pedras nas opiniões alheias, eu apenas não concordo. Mas nunca deixo de respeitar, porque quero que respeitem a mim também, só que não respeitam.

Ainda sim, prefiro morrer sendo considerada louca do que me render à normalidade.

domingo, 30 de maio de 2010

Empty.

Quando não estou bêbada a realidade tende a me irritar muito facilmente, óbvio. Com todo mundo é assim. Não que eu esteja chapada o tempo inteiro, não estou, mas se estivesse algumas coisas seriam menos inconvenientes.
Eu queria ter uma paciência super-humana e nem ligar para as porcarias que eu tenho que presenciar todos os dias.

Eu tenho estado tão sóbria. Alguém me dê uma dose de alguma coisa bem forte para que eu saia da realidade só um pouquinho? Queria me perder num mundo imaginário, tal como Alice no país das Maravilhas. Porque as pessoas loucas são as melhores.
Eu não aguento mais ter que sentar em um sofá para assistir cagada atrás de cagada de um monte de gente querida e mesmo depois de avisar tanto, ninguém ouvir. Que caiam todos enquanto assisto sentada no meu sofá de couro rasgado.

Cansei de mim mesma e das minhas lamúrias. Elas estão solitárias. Assim como eu tenho me sentido. Não por falta de amigos, mas por falta de mim. Às vezes eu sinto como se o vazio estivesse cada vez maior, sem chance de preenchimento. E é só um vazio sóbrio sem emoção. Sem cor, gosto e mais nada. É uma ferida cicatrizada: não dói, mas você vê que ela está e sempre estará ali.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cansaço.

Hoje eu tô cansada. Cansada de ter que escrever corretamente, de ter que calcular fatura, de ter que ouvir gente falando "desbroquear", de pegar o busão, de acordar às 7 da manhã, de não ter mil coisas pra comer, de ter que dever 2 conto pro menino do brigadeiro, de não me organizar pra fazer meus trabalhos, de ter que ser responsável.
Me cansei do PARA e vou escrever PRA, sim. Não tô na faculdade agora, me deixa. Cansei de não ter dinheiro e sei que o cansaço que eu tô tendo é pra refletir nesse setor da minha vida, mesmo.
Me cansa ter que chegar em casa e mal ter tempo pra comer, me arrumar e já ir pra aula.
Nunca desconsidero a possibilidade de que eu poderia estar dormindo. Ou comendo. Ou até lendo Nietzsche. Mas a gente tem que ser grande e parar de se lamentar, certo? Que se foda. Eu tô de tpm, tô irritada e preciso de férias. Vou embora pra algum lugar que ninguém me encha o saco. Lá vai ter comida de graça e música boa. E NINGUÉM que fala errado. Pelo amor de Deus, vai trabalhar com teleatendimento e fala POBREMA, se toca. Ai, eu cansei. Quero dormir até...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Páginas.

Deslizei em todos os seus tobogans, mergulhei em seus devaneios e virei cada esquina que vi. Caí num buraco, como no País das Maravilhas. Não vi o coelho branco, o chapeleiro...não vi ninguém, só a queda longa e indolor. Senti em todo meu corpo o gosto do céu e o cheiro das nuvens. Foi como tomar a bebida púrpura e cair na Ilha Mágica, com seus naipes e o Curinga.
Envolvi-me nas histórias dos livros que li e mergulhei céu abaixo como Fernão Capelo Gaivota. Senti-me livre. Logo eu estaria em outro planeta, ou num asteróide. O B612 por exemplo. Quando cheguei, encontrei o princepezinho mordaçando o carneiro. Deixei-me cativar e choramos no adeus.

Foram tantas coisas especiais que me ensinaram.

O Curinga ensinou-me a pensar em quem somos e de onde viemos. Alice, que a loucura é uma qualidade e que a imaginação é tudo. Fernão Capelo Gaivota me fez enxergar a liberdade como uma recompensa pela vida. Por fim, o Pequeno Príncipe. Ele me faz enxergar através do coração e a valorizar as minhas amizades todos os dias.

domingo, 23 de maio de 2010

On fire.

Morda meus lábios sem medo de me machucar. Puxe meus cabelos e movimente minha nuca como bem entender. Ofegue baixinho no meu ouvido demonstrando o que quer. Morda meu lóbulo direito suavemente e não pare de mexer suas mãos, elas sabem aonde ir.
Corpos colados em um sofá marrom gasto. E os lábios movimentando-se com vontade. Sorrindo a cada novo movimento, cada surpresa.

Já é hora de levantar e ir a um lugar mais confortável, onde as roupas caiam e as pernas possam se entrelaçar sem trapalhadas. Sempre existe um colchão esperando em algum lugar. E o corredor recebe as roupas sem problema nenhum, como se ali fosse mesmo o lugar delas.
Uma dupla esguia indo e vindo, sem medo de pensar no amanhã. Porque o amanhã nem existe. É tudo invenção. O que existe é o hoje, o agora. O amanhã é outra história.

Corpos colados em uma cama. Corpos colados um no outro, cansados, porém insaciáveis. Corpos suados clamando por prazer e exalando no mínimo, emoção. Pode não ser paixão e nem amor, mas emoção é. Os corações quase param e aceleram de repente. E nunca cessam. As posições vão mudando até que quando encontram o momento do ápice, desmontam.
Já é hora de olhar um para o outro e sorrir. Conversar, fumar um cigarro, tomar um drink ou um café, quem sabe. Se o cansaço for muito é virar e dormir. Mas eu prefiro pensar que é hora de levantar e tomar um banho, para fazer tudo de novo.

Longe.

Gostaria mesmo era de estar bem longe. No litoral norte. Mas a vida é difícil em qualquer lugar do mundo. A gente tem que trabalhar, tem que estudar, tem que ser alguém e tem que ter alguém também. Em qualquer lugar do mundo você acha que encontrou a metade da laranja e bla bla bla. Mas isso tudo é coisa da sociedade. As pessoas criam regras e criam as histórias que deveríamos viver. Tudo bobagem.

A minha vida é completamente o avesso. Se uma pessoa normal a examinasse, ficaria em choque. Eu não tenho pudor, acho que quase nenhum. Nem para falar, nem para agir e nem para escrever. Por que teria? Eu sou o avesso do que a sociedade gostaria que eu fosse.
O mais engraçado é quando me falam: "VOCÊ fez isso? NÃO ACREDITO! Como se eu fosse uma santa, uma cdf ou coisa do tipo só porque sou baixinha, meiga e uso óculos.

Gostaria mesmo era de estar bem longe. Num sonho bom. Os sonhos nos enganam, mas pelo menos lá o mundo é só seu e ninguém te impede de ser o que você quiser.

Purê.

Às vezes eu me sinto um purê de batatas. Fico cozinhando, tiram minha casca e depois sou espremida. Vou lá para a panela com manteiga, tempero e leite. Aí me misturam e misturam. Chego a ficar tonta. Aí depois de pronta e quentinha, me comem sem pudor. Somos purês de batatas. Em várias situações. A vida inteira vai ter alguém para te cozinhar, espremer e comer. Depende só da interpretação. E o engraçado é que isso também acontece literalmente, é só prestar atenção.

sábado, 22 de maio de 2010

Degradê.

Acho que agora já vou conseguir. Se eu deitar não vou ficar rolando tanto e o sono virá mais rápido que uma flecha. Não ouço mais os ruídos e suavemente fecho os olhos.
O som da máquina de lavar batendo as roupas fica cada vez mais distante.
Gosto de bocejar na cama. Meus cobertores e edredons me envolvem de maneira tão sutil. Gostaria que a minha cama fosse maior para que eu rolasse e me espalhasse mais. Mas esse tamanho único já me faz feliz. É na posição de tamanho único em que me encontro, sem espaço para divisões. Mas se você quiser, eu me espremo um pouquinho.
Além das minhas cobertas, gostaria de ser envolvida por uma canção. Não uma canção de ninar. Uma canção de sonho. É para o sonho que mergulho agora.

Pois bem, agora relaxei de vez. Não há nenhum ruído que perturbe meus pensamentos e meus olhos pesados não abrirão tão cedo.
Eu me vejo em pé em algum lugar distante daqui. O sol já se põe e uma silhueta conhecida lá na frente me faz observar. Eu gosto do céu em degradê. Me faz feliz saber que tantas cores podem caber em sua imensidão azul.
E de imensidão também é feito o mar, para onde me transportei. Não existem fronteiras quando se sonha. O mar magnânimo e gentil acena para mim e a lua surge sem nenhum pudor. Nada mais faz sentido. Mas sentido para que se é tudo sonho?
Queria sonhar e acordar sonhando. Sempre que acordo, quero voltar a dormir.

Nos meus sonhos bons tem uma silhueta conhecida que o pôr-do-sol me mostra. Eu nunca vou até ela. Só observo. Porque na realidade, se eu chegar até ela, vai ser só mais um sonho.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Curva.

- "Não prestar" é a nossa curva.
- Nooossa, então a minha curva é tensa.
- A minha curva é contramão.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Eu vou te mandar um cobertor de ânimo. Junto com ele vai um chá pra esquentar.
Vamos conversar até os maxilares começarem a doer e rir até o estômago dar nó.
As horas vão passar rapidamente e quando percebermos, o dia estará amanhecendo. E aí teremos que sair para ver o sol nascendo. Sentir a leve neblina da manhã molhar os cabelos e sentar ouvindo a água da cachoeira escorrendo fortemente.

Mais uma vez o tempo terá passado. Mas os assuntos e os risos não. Eles sempre voltam. Mesmo depois de alguns minutos em silêncio apreciando a paisagem, eles voltam. Não há como escapar depois de um cobertor de ânimo e um chá pra esquentar. As mãos e os narizes gelados esquentam-se enquanto o sol se levanta.
É aí que quando estamos de costas para ir embora, sentimos o vento tocar a pontinha do nariz, trazendo um cheiro de flor, um cheiro de paz.

E o que fica é o momento.

Tropeço.

Não, não é aquele gigante da Família Adams. Sou eu. Sou um tropeço.
Se parar para pensar eu realmente tropeço em tudo. E claro, todos os dias. Tropeço na rua, na faculdade, em casa, parada e até em mim mesma. Tropeço nos meus afazeres, nas minhas vontades e tropeço em palavras, constantemente.

Sigo tropeçando sem cair. Até quando? Eu não sei.
Já tropecei em amizades, amores, saudades e acasos. Tropecei no meio de um sonho e acordei assustada pensando que estava caindo da cama.
A minha vida é tropeçar. Eu não sei andar de salto alto e tropeço de chinelo.
Eu tropeço em pessoas. Já tropecei em pessoas boas e outras nem tão boas assim. Mas pelo menos não caí.

Eu tropeço muito nas minhas ideias confusas e inconstantes. Eu tropeço em fios de nylon invisíveis pelo caminho, deve ser isso. Mas tenho sorte, pois ainda não caí. E se cair? Do chão não passa.

Meus tropeços me aceleram o coração e a cada um deles eu me sinto acordada. No final das contas, tropeçar não é algo ruim para mim. Até tropecei em um espelho e foi ele quem me deu uma ótima ideia: escrever sobre o tropeço.

Chocolate.

Ele é doce e pode ter poderes medicinais. A vida que é fria e amarga ganha um novo sabor quando derrete na boca o cacau. Ele vem em barras, em cigarrinhos, em guarda chuvas e até pode ser tomado. Transforma-se em bolo, torta e bombom. É branco, é misto, vem com amendoim e também é amargo.
Combina com o frio. Combina com filmes. Combina com solidão e também com companhia.
Chocolate desperta um prazer, uma delícia de viver.

Assisti um filme com este título e o Johnny Depp está lá, como um pirata, um cigano. Juliette Binoche com seu nariz fino e sorriso iluminado. Estou extasiada com o filme. Fala sobre ir e vir e preconceitos. Fora que todos os chocolates que aparecem...dá vontade de devorar!

Pensei tanto na minha avó assistindo ele. Ela adorava esse filme e agora eu vejo porque.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O que? Não estou te ouvindo direito! Como é? Do que cê tá falando? Oiiii?!?!
Eu me sinto assim quando finjo que estou ouvindo o assunto desinteressante de alguém.
É como se eu ouvisse um zumbido instantaneamente e me transportasse para outro pensamento, tentando me distrair. Mas sabe que às vezes essa técnica não funciona? Impressionante como alguns assuntos idiotas penetram o nosso cérebro rapidamente e a gente nem consegue fugir deles.

Eu não quero ouvir o seu papo querido, o que eu estou fazendo aqui, hein? Só devo ter entrado pela porta errada e ter encontrado uma torneira de asneiras.
É claro que tudo é ponto de vista. No seu ponto com certeza a torneira de asneiras aqui, sou eu! Mas eu pouco me importo. Já me preocupo demais tentando fugir de umas idiotices. Não vou pensar se você pensa que quem leva porcaria pro mundo sou eu. Só vou pensar que nessa conversinha de merda, eu não entro mais.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

...

Eu queria um abraço apertado, um beijo molhado e um rosto colado.
Eu queria um edredon humano me abraçando de conchinha e me fazendo cafuné até dormirmos como bebês.
Eu queria acordar com olhos sorridentes me dizendo bom dia e levantar acompanhada por uma profunda alegria.


Eu queria dizer 'ne me quitte pas' e não ser deixada numa segunda à noite. Um dia sem sentido como hoje. Eu queria uma companhia e um carinho gostoso.
Carência acompanhada de chá de morango, pijama da avó e laka não dá muito certo.

Eu que não sei tocar.

Eu saberia diferenciar cada tom, cada nota. Entenderia cada escala e me encantaria com os timbres novos que ouviria.
Ele falaria as coisas que eu sinto, exporia o que eu vejo e decodificaria os meus mais íntimos desejos. Ele sentaria comigo, ouviria meus problemas e me aconselharia muito bem. Consolaria também, por que não? Ele estaria ali sempre disposto a me colocar para cima ou a me deixar colocá-lo para baixo. Nunca me diria não. Nunca gritaria, sentiria ciúme ou me deixaria falando sozinha.
Seria o melhor amigo, o único alguém que eu precisaria quando estivesse feliz, triste, entediada e com preguiça. Me sentaria suavemente para falar para ele como tinha sido o meu dia, e quando passasse muito tempo sem tocá-lo, pegaria-o com carinho e diria-lhe que senti saudade.

Mas eu que não sei tocar, não sei como é ter uma relação assim. Eu que não sei tocar, fico simplesmente ouvindo e apreciando quem sabe e isso me faz feliz também. Embora não seja uma felicidade tão plena quanto seria se quem tocasse fosse eu.
Eu que não sei tocar, tenho um amigo violão de 3 cordas que se sente só. Mas mesmo não sabendo, ele está sempre ali e nunca me diz não.

Again and again...

E eu fico no centro de um círculo rodando, rodando, rodando...
Um pião sem medo de girar rápido, sem medo de cair com força no chão e rodar.
E de repente paro. E volto. De novo, de novo e de novo.

O piãozinho de madeira se libertando da corda que o faz girar.
Aí o pião cai e pára. Piões também descansam. Piões cansam de rodar e girar às vezes.
É normal. Assim como viver...é normal se cansar e para isso descansar.

Every second counts.

Eu sinto nas veias esse momento correndo. E ele corre e eu nem vejo. Mas sinto.
É como um dinossauro desenhado na parede. Cada segundo que eu olho pra ele, vale por muitos, mas ele nunca sai de lá. Mesmo assim o momento corre nas veias. Cada vez mais rápido, cada vez diferente.


É tudo tão lindo daqui.

domingo, 16 de maio de 2010

Aventura.

Sentir o gosto da aventura, de fazer o que quiser e de se jogar sem se importar nas coisas que tem vontade...NÃO TEM PREÇO.
Aventurar-se é não pensar duas vezes, não pensar e não dar tempo para se arrepender.
Sentir a adrenalina nas veias, aquela sensação de prazer, de anseio e de liberdade.
E você não pensa no amanhã, só vive com intensidade o momento. Delícia.

Aventurar-se é explorar o que não conhece e não ter medo do que vai encontrar. Aventurar-se é encarar.

Eu vivo me aventurando. Sempre correndo, conhecendo, caindo, levantando e vivendo. Não mantenho meus pés no chão por muito tempo, pois quando me jogo na aventura, vôo. Aprendi a pousar sem me machucar.

domingo, 9 de maio de 2010

Outra.

Eu vim aqui com pedras nas mãos. Ia atirar para qualquer lugar, sem me importar aonde iria acertar. Mas abaixei minhas mãos e as pedras foram jogadas ao chão, sem danificar nada e ninguém.

Eu poderia ter quebrado suas vidraças e te acertado na cabeça. Mas não o fiz. Me desarmei para jogar limpo, sem trapaças.
Esse seu olhar inocente, triste e vago não me convence. Você não é assim. O coração gelado, o pulmão lotado e o cérebro desvairado lhe deixam estranha.

Movimenta-se para a esquerda, como quem quer esconder algum detalhe. Você não pode. Te conheço e sei como é por inteiro. Sei dos seus melhores e piores pensamentos. Conheço seus planos de fuga e sei de todas as aventuras que já viveu.

Você aí, tão viva e tão morta. Tão igual e tão diferente. Até parece outra.
Anda com suas costas não tão eretas como gostaria, fala puxando uns "erres" de vez em quando, é grossa e grita com as pessoas sem perceber. É, você não faz sentido.

Quer e não quer com a mesma intensidade e mutabilidade. Vive em constante transição e parece nunca estar em paz. Parece que eu não sei quem é quando fica assim. Justo eu, que te conheço melhor que ninguém!

Na verdade o que vejo, é o reflexo do espelho. Os movimentos são contrários, mas tudo parece igual. Os espelhos sugam a realidade e você nem vê, parece outra. Não parece você e nem eu. Mas na realidade somos iguais. Somos a mesma pessoa.

Eu sou o coração gelado e o coração em chamas. Sou o pulmão lotado e vazio. Nunca deixo de ser o cérebro desvairado, mesmo que às vezes pense com racionalidade estranhamente racional!

Eu sou o reflexo do espelho, a outra.

sábado, 8 de maio de 2010

Fácil.

Não é. A vida não é tão fácil não. Dizem que é a gente que complica, o que é um fato. Mas se fosse mesmo fácil não haveria chance para complicações.
Facilmente percebemos que a facilidade não tem graça e por isso complicamos as coisas, para torná-las interessantes.


Ser humano, bicho idiota.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Happiness is a warm gun.


A felicidade não está perdida por aí e mesmo assim insistimos em querer encontrá-la.
Na realidade ela está na nossa cara, gritando inaudivelmente para que a ouçamos. Mas é claro que não ouvimos e nem a enxergamos. Procuramos em lugares que não existem e ouvimos coisas erradas a respeito dela.

Para umas pessoas a felicidade é quando se tem uma pessoa querida do lado ou quando consegue pagar as contas e ainda sobrar um dinheirinho.
Felicidade é tudo o que é simples e nos faz sorrir e respirar aliviados, mas insistimos em achar que a felicidade é material.

A felicidade está no sol de cada manhã, no sorriso de cada bom dia, na manteiga escorrendo no pão quentinho. Está em lugares que não enxergamos, pois esquecemos de olhar para dentro de nós mesmos. É natural, o ser humano sempre se esquece do que é importante.

A felicidade é uma arma quente, como diz o título que é de uma música dos Beatles. A felicidade vem e te deixa marcado, te deixa bobo e irradiante.
A felicidade consiste em reconhecermos dentro de nós mesmos que o que precisamos para viver não é aquela roupa de marca da loja famosa, e sim os abraços, os carinhos, as brincadeiras e as coisas pequenas do dia a dia.

Felicidade é um fim de tarde olhando o mar, ouvindo os pássaros e sentindo a brisa passar.
É SENTIR no coração que nada pode abalar a sua paz e nem mesmo tirar seu sorriso do rosto.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Corra.

Saia por aí extravasando suas emoções. Você tem o direito de se libertar de vez em quando. Às vezes sentimos vontade de correr até ir parar em um lugar que ninguém conhece, aonde se possa ficar só.
Tenho tido esse tipo de vontade. Quero sair numa corrida maluca e parar só quando me achar em um lugar "seguro" e distante. Faço isso com meus pensamentos pelo menos. Corro dentro da minha cabeça e encontro um lugar peculiar aonde posso relaxar e abstrair do mundo à minha volta.

Mas é isso, corra. Quem foi que disse que você precisa enfrentar tudo assim? Se eu quiser me deixar levar pela minha covardia, niguém poderá me julgar. Porque entre os que julgam é que estão os mais hipócritas, certo? Os que gostariam de ser 'covardes' de vez em quando e não conseguem.

Tropeço nas minhas palavras e ações. Ainda mais quando corro. Minhas pernas não me conduzem bem, meu cérebro então! Já me perdi em tudo o que escrevi e da 3ª pulei para a 1ª pessoa em questão de segundos. E daí? Foda-se também. Eu estou correndo.

Corro contra o tempo, o vento, contra meus pensamentos e contra o que eu quiser correr. Corra. Liberte-se. Você pode ir para onde quiser, é só correr.

Mamãe Querida...

O Dia das Mães está chegando. É comemorado no Brasil, no segundo domingo de maio (desde 1932 quando Getúlio Vargas oficializou a data).
O JWC traz então, dicas inusitadas de presentes para as mamães amadas.
Aí vai uma lista com os presentes para cada tipo de mãe:

Mãe conservadora/superprotetora/controladora: Você pode presenteá-la com flores, um kit espião (com um aparelho de GPS incluso) e um kit de primeiros socorros. Ela vai te perseguir e proteger você de todas as formas. Entenda que presentes assim podem acabar com a sua vida, mas o que importa é ver a sua mãe feliz!


Mãe piriguete/baladeira: Pulseiras e colares coloridos grandes. Dê também o ingresso da boate que ela mais gosta, além de dar uma graninha para ela gastar lá. Mães também se divertem!


Mãe peace&love/porra louca: Livros sobre Yoga e quem sabe umas aulinhas para ela se distrair hein? Não esqueça do pé de maconha. Não vai deixar a sua mãe ir nas 'bocas de fumo' comprar erva, vai? Mães também querem ver duendes!


Mãe fofinha/gordinha/rechonchuda: Chocolate e doces em geral. Mas não esqueça de dar para ela um mês de academia para que ela queime a culpa de ter comido tanto. Mães também fingem fazer dieta!


Mãe workaholic/ausente: Para esse tipo de mãe você deve dar algo prático que não ocupe o tempo dela, já que ela está sempre trabalhando. Então dê uma cafeteira e um abraço. A cafeteira faz o café para que ela continue ligada no trabalho e o abraço não vai tomar muito tempo. Mães precisam sustentar a casa!


Mãe gênia/intelectual: Livros complexos e grossos, não importa muito o conteúdo. Ela vai achar que você puxou a ela e ficará orgulhosa de si mesma por ter tido um filho tão inteligente. Mães sabem de tudo (ou quase tudo)!


Mãe brava/estressada/briguenta: Maracujina e um daqueles aparelhos de massagem sabe? É só ligar na tomada e ir passando nos pontos de tensão. Faça isso para ela e não ouse discordar de nada do que ela diz e não reclame das reclamações dela. Mães também precisam relaxar!


Mãe com mau gosto em geral: Dê o cd do artista preferido ou a entrada para o show dele. Vá com ela. Mesmo que seja um show da banda Calypso e você não seja tão apaixonado (a) pelo Chimbinha quanto ela! Mães também merecem ser paparicadas!


Como dizem os "Detentos do Rap": "Amor é só de mãe". E também o Quico (do programa Chaves) "Mamãe querida, meu coração por ti bate...como um caroço de abacate".
Não importa qual tipo de mãe você tem ou a declaração que vai fazer para ela. O que importa é que você pode deixar de encher o saco dela e fazê-la feliz um dia que seja. Por isso siga nossas dicas e transforme o dia da sua mãe no dia mais feliz da vida dela.

domingo, 2 de maio de 2010

Conversa de rodoviária.

Eu estava sentada naquele banco em frente às plataformas 2 e 3. Havia um senhor ao meu lado. Os olhos cansados, a barba comprida e uma roupa aconchegante. Ele me disse que vendia miniaturas feitas de latinha de refrigerante e cerveja.
O senhor estava resmungando. Dizia: "São todos mentirosos. Precisamos ficar espertos. Me diga - olhou-me com sua expressão passada - por que as pessoas mentem? A verdade não machuca ninguém".
Confesso que as palavras daquele homem me instigaram algo. Por que mentimos? Por que falar a verdade é difícil? Ou melhor, por que mentir é mais fácil?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Alguém me devolve os velhos tempos?

Eu quero acordar para ir para a escolinha com a minha lancheira cor de rosa. Lá dentro teria pão com presunto e queijo e um suquinho ou uma maçã. Quero tomar quantas mamadeiras com leite e toddy quiser e chupar chupeta o dia todo (cheirando a fraldinha).


Quero as tardes na casa da vó Elza com todas as primas reunidas brincando de rouba bandeira. Quero as minhas primas preferidas em volta de mim, rindo.

Quero meu pai vivo, me levando na praça para alimentar as pombas e me fazendo feliz fingindo que era eu quem dirigia o Fusca.


Quero a minha vó Nanete viva, me levando na Pernambucanas e me pagando R$5,00 pra fazer massagem nos pés dela, me levando pra aula de Yoga e me ensinando sobre espiritualidade.
Quero a irresponsabilidade. Quero voltar a assistir Pica-Pau, Frajola e Piu-Piu e Tom e Jerry o dia inteiro. Quero meus shampoos, condicionadores e sabonetes do Snoopy de volta! Alguém viu o coelhão de pelúcia que eu ganhei em um Natal há anos atrás?

Alguém me devolve o colo da minha mãe quando eu tô triste? A comida dela quando eu tenho preguiça e as tardes de sábado vendo filmes?
Quero meus piolhos da 3ª série de volta e a minha mãe fazendo faxina na minha cabeça. Quero meus cachorros e meu hamster que morreram de volta!
Quero não ter que pagar conta, ser "alguém" na vida e me preocupar com futilidades. Quero voltar a não me preocupar com sobrancelha, cabelo e andar ranhenta, descalça e descabelada pela casa. Quero tomar banho de mangueira no quintal só de calcinha e andar por aí como se não houvesse amanhã.

Quero minha infância de volta, minha inocência e quero poder reviver os dias no "Gato Xadrez" (minha escola no pré), onde até aulas de culinária eu tinha.
Quero o mesmo irmão que eu tive quando tinha 3 anos e ele 10. Foi quando brincávamos de Jornal Nacional, telefone e ele me deixava com medo dos Gremilins. Agora ele não se importa nem consigo mesmo mais.
Quero não ter que votar, não ter que discutir sobre política, não ter que me explicar pra quem eu não quero.

Quero ter a liberdade de uma criança com os pés na terra, descobrindo novas sensações. Quero abraçar a minha mãe todos os dias e dizer que "eu te amo mamãe".


Quero ouvir meu vô Olegário tocando sanfona, meu pai cantando Gian e Giovanni e minha vó Elza fazendo mingau de milho verde e doce de leite pra mim.
Quero insistir mais pro meu vô Clóvis me dar o buggie roxo e brincar de novo comigo de serra-serra-serrador. Quero a minha vó Nanete me levando pra passear. Queria ter tido mesmo uma irmã mais nova, mas nossa convivência não existiu depois que meu pai morreu e agora moramos longe uma da outra.

Tantas coisas que ficaram para trás e nunca mais irão voltar...tantos momentos bons que eu gostaria de reprisar.
Eu só queria deixar o mundo adulto de vez em quando, ter uma máquina do tempo e voltar para os momentos mais lindos da minha vida.

Eu tenho que agradecer por ter vivido isso tudo. Pois me tornou o que eu sou hoje. Meio destrambelhada e distraída, mas feliz. Só queria passar mais um tempo com a minha nostalgia e depois voltar para minha vida real. Afinal de contas, a nossa criança interior NUNCA morre. Se ela morrer é porque nós morremos também.

domingo, 18 de abril de 2010

Kate Nash - Mouthwash

Este é meu rosto coberto de sardas com uma ocasional espinha e algumas veias.
Este é meu corpo coberto de pele e nem todo ele você pode ver.
E esta é minha mente ela repete sempre as mesmas falas. E este é meu cérebro seus pensamentos analíticos torturantes me
levam à loucura.

E eu uso enxagüe bucal às vezes eu passo fio dental. Eu tenho uma família e eu tomo xícaras de chá.
Eu tenho calçadas nostálgicas, eu tenho rostos familiares, eu tenho uma memória confusa e eu tenho lugares prediletos.

Este é meu rosto, eu tenho mil opiniões e não o tempo para explicar. Este é meu corpo, não importando o quanto
você tentar desativá-lo, sim, eu ainda estarei aqui e esta é minha mente. E apesar de você tentar violá-la, você não
consegue isolá-la. E este é meu cérebro. E apesar de você tentar me impedir não há nada que você possa obter, porque
eu uso enxagüe bucal.

Estou cantando oh-oh numa sexta à noite e eu espero que tudo vá ficar bem.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A mágoa.

Eu não quero saber da sua vida. Não quero saber o que estava vestindo ou o que comeu hoje. Não quero nem se quer saber se está bem ou não.
Eu não quero saber se os teus dias têm sido longos ou curtos. Se tens pensado em mim como pensou algum dia.

Eu quero sentir o sabor da minha vida. Eu quero saber o que me interessa e correr atrás do que me faz bem. Eu quero fazer um futuro maravilhoso à partir do que colho no presente.

Não sou infeliz como você e nem incapaz. O que você sabe fazer? Você sabe destruir o que é bom. Assim como destruiu todas as chances que tinha de eu te perdoar mais uma vez. Família, a gente realmente não escolhe! Se eu te conhecesse antes de nascer e pudesse escolher, jamais te escolheria para ser meu parente.

Você jogou fora todas as chances de ser feliz e de ter pessoas que se importavam contigo do teu lado. E agora? Agora eu não estarei mais no mesmo lugar que você e se puder desviarei ao te encontrar.
Você não merece tudo o que teve, pois nunca soube valorizar. Mas é sempre assim mesmo...só que ao invés de você valorizar depois de ter perdido, você simplesmente insiste em perder coisas que você nem tem mais.

Se você morresse amanhã, falta não me faria e sim me aliviaria.
Pode parecer pesado e rude tudo o que escrevo, mas é só um desabafo.

Você destruiu até o nosso laço de sangue. Nunca mais venha me dizer que sou sua irmã querida e que faz tudo por mim, porque para mim você não existe mais.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Eu.



Eu sou uma pessoa sonhadora, mas a mesmo tempo realista. Eu gosto das coisas justas e posso ser muito chata ao defender uma opinião. Sou um tanto impaciente e posso ser muito generosa. Gosto de ajudar e não gosto de ver as pessoas infelizes perto de mim, me deixa realmente mal.

Eu sou uma pessoa que ama intensamente, vive intensamente e acho que vou morrer de tanta intensidade qualquer dia desses!
Sou rancorosa e posso ser vingativa, depende de quem me ferir e do meu humor no dia. Ou vou querer te matar, ou vou apenas chorar.
Tenho muitos objetivos a alcançar e quero muito ser alguém um dia.

Minha cor favorita é azul. Amo os animais e a natureza (pretendo ser vegetariana um dia). Não gosto de serviços domésticos e preciso de um emprego. Sou viciada em batata, se pudesse comeria o tempo todo! Adoro frita, assada, cozida, purê...Batata é VIDA!



A coisa que eu mais prezo na vida são meus amigos e tudo o que puder (e não puder) fazer para ajudá-los eu farei!
Virei revendedora Avon (precisando, estamos aí ;D) e espero prosperar.
Sou viciada em internet e sou um tanto preguiçosa. Acho que é por isso que me considero desinformada, fico no msn, orkut, twitter e esqueço do que é importante.

Sou muuuuito mutável. Sempre mudo o cabelo e uso roupas de estilos diferenciados todos os dias. Não gosto de rotina. Quero aumentar meu alargador e colocar mais piercings. Além das tatuagens!

Quando bebo fico muito sensível e sou capaz de chorar a noite toda, mas na maioria das vezes eu fico mais sociável que o normal e falo que todo mundo é bonito. Nunca vomitei ou tive ressaca, no máximo uma dorzinha de cabeça passageira no dia seguinte.

Eu sinto MUITA saudade de muita gente e de muitas coisas. Mas as lembranças que tenho delas estão para sempre dentro de mim.



Eu encontrei o meu amor do destino sentado por aí e hoje agradeço muito por ter trombado com ele naquele dia sem noção. Não há nada que me faça mais feliz do que ver o sorriso em seu rosto e sentir seus braços me envolvendo. Eu gosto de estar. Eu amo poder ficar.

Quero fazer inglês, espanhol, francês, italiano, alemão e quem sabe mandarim! Acho francês a língua mais sexy do mundo!
Espero viajar MUITO pelo mundo e conhecer, conhecer, conhecer tudo o que eu puder.

Ai, chega. Cansei de mim mesma. Geminianas falam demais, escrevem demais, pensam demais...mas eu me orgulho e gosto de ser assim, tão diferente.

terça-feira, 30 de março de 2010

Dia da Mentira


O famoso "dia da mentira" surgiu graças a um papa, um tal de Gregório 13 em 1582. Naquele ano o papa decretou o novo calendário (o ano que começava em 1º de abril, começaria em 1º janeiro). Algumas pessoas ainda comemoravam o primeiro dia do ano em abril. Recebiam convites para festas que não existiam, votos de feliz ano novo, mesmo o ano tendo começado três meses antes.

O dia da mentira é conhecido no mundo todo e é só uma desculpa para as pessoas não se sentirem culpadas pelas mentiras cabeludas que contam. Afinal, quando você mente em um dia supostamente normal, pode ficar se sentindo mal, mas no 1º de abril você tem o direito e o poder de mentir sem culpa.

O ser humano mente todos os dias. É como se vivêssemos em um eterno 1º de abril (os políticos que o digam)!
Aproveite que o dia da mentira está aí e invente uma história bem convincente para faltar ao trabalho, à aula, ou ao psicólogo. Se você for um ator tão bom quanto os atores de Malhação, vai conseguir convencer a todos que suas lágrimas de crocodilo são reais.

Geralmente não acredito em ninguém, mas sempre caio nas brincadeirinhas idiotas de 1º de abril, me odeio.

domingo, 7 de março de 2010

Mulher

No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. No mesmo dia, no ano de 1857 operárias de uma fábrica de tecidos, situada em Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Reivindicavam melhorias nas condições de trabalho.

Tais como: redução na carga horária para dez horas diárias (as fábricas exigiam 16), igualdade entre os salários (os homens recebiam muito mais para executar a mesma função) e tratamento digno (eram humilhadas no ambiente de trabalho).

A manifestação foi reprimida violentamente. As tecelãs foram trancadas na fábrica que foi incendiada. Aproximadamente 130 morreram.
A data foi escolhida para homenagear as mulheres que morreram na manifestação, mas foi oficializada apenas em 1975, por um decreto feito pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Desde sempre a força, coragem e sensibilidade da mulher tem sido imprescindível para o mundo. São as mulheres que sofrem com a menstruação todos os meses (oscilações de humor terríveis), que aguentam os filhos por 9 meses na barriga (e educam com tanto amor por todo o resto), que ainda lutam por um mercado de trabalho menos preconceituoso, que trabalham e são mães, que são esposas e são bonitas.

Ser mulher é muito difícil. Ficamos feias para ficarmos lindas. Feias quando colocamos máscaras de beleza, prendemos os cabelos para fazer escova, usamos aquela touca horrível para fazer luzes...Enfim, uma infinidade de coisas e para que? Para sermos ainda mais radiantes. Ainda mais femininas, ainda mais MULHERES.

Mulheres são fortes. A história do sexo frágil (na minha opinião) é uma inferiorização. Podemos não conseguir carregar 50 kg nas costas, mas carregamos nossas carreiras, família, sonhos e ainda temos tempo de ir ao salão de beleza, nos distrairmos e sermos felizes.

O que ainda acontece muito é a subestimação. Subestimam a capacidade de uma mulher fazer um trabalho masculino e ainda se mulher, ser feminina e absoluta.

A Natureza é feminina. Ser mulher é sinônimo de vida. Claro que é preciso espermatozóide para fecundar o óvulo e tal. Mas eu, na minha pequenês, tenho certeza que um homem que é tão metódico e prático, jamais aguentaria menstruar, ter um bebê e ser bonito para si e para a companheira.

É claro que um não existe sem o outro. A mulher ganhou e vem ganhando muito espaço com seu esforço e dedicação. Não é fácil se destacar. Mas hoje em dia existem leis que nos protegem e tudo o mais.

Admiro as mulheres por serem tão fortes e sensíveis ao mesmo tempo. E admiro os homens por aguentarem os chororôs e tanta sensibilidade.

Ser mulher é lindo! Ser mulher é divino! Ser mulher é ser ABSOLUTAMENTE INCRÍVEL!

sábado, 6 de março de 2010

About us.


Sintonia e sincronia.
Salve o charme e simpatia.
Juntos em um grande abraço
emanando alegria.

Muito afeto em um laço.
Um paraíso na terra.
Preenchendo meu espaço
me tirando da guerra.

Quero lançar-me a ti em febre.
Junto a ti, ser alegre.
Quero lançar-me a ti em fervor.
Junto a ti, ser amor.

Sintonia e sincronia.
Vamos fazer um rito,
Desmistificando mitos.
E sair por aí espalhando magia.