Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Redação.

Jornalista por um futuro melhor

Quando eu era criança, sinceramente, nunca me passou pela cabeça escolher jornalismo como profissão. Na verdade eu queria ser um monte de coisas, todas ao mesmo tempo. Pensava em ser bailarina, professora, veterinária e até advogada. Lembro-me que quando tinha por volta dos 3 anos, brincava com meu irmão mais velho de telejornal. Ali eu fora a Fátima Bernardes, fazendo de bancada as almofadas do sofá e noticiando para a minha mãe o que lia em um sulfite em branco ou que o William Bonner ao meu lado me soprava. Os anos se passaram e naturalmente outras coisas passaram a me interessar.

Nasci sob o signo da indecisão. Logo soube que seria uma tarefa difícil escolher a carreira a seguir. Pensava muito em biologia marinha e medicina veterinária, mas depois de tirar uma nota terrível em uma prova, desisti, acreditando que as ciências biológicas não estão do meu lado. Sempre soube que as ciências exatas também não estão. Sobrou-me então, a área de humanas.

Não sei ao certo quando decidi que faria jornalismo, mas fiz vários testes vocacionais na internet e conversava muito com meus professores a respeito. Decidi-me pela carreira e fui seriamente convicta de minha decisão pelos três anos consecutivos do meu Ensino Médio. Minha mãe me apoiou (e apóia) muito em minha escolha, quem não gostou foi o meu avô. Ele diz que jornalismo não dá dinheiro e que eu deveria fazer ciência da computação ou alguma dessas coisas do futuro. É claro, que eu não o ouvi.

Fiz um semestre de design de moda, que não foi inútil, pois acredito que toda experiência é valida. Acabei caindo no curso por motivos imbecis e que prefiro não lembrar, mas o melhor de tudo, foi saber que o que eu realmente queria, não era aquilo.

Acima de tudo, escolhi jornalismo, porque acho que é uma profissão fascinante.

Sem os jornalistas, provavelmente seríamos uns tapados e não saberíamos nada de nada de lugar nenhum. É com a vontade de levar às outras pessoas o que está acontecendo no mundo e atingi-las com as palavras, que acabei escolhendo ser jornalista. Poeticamente, todo jornalista ao menos sonha que pode ajudar o mundo com o que noticia, mesmo que seja trágico, levando ao povo a conscientização, denunciando e abalando as estruturas das formas de governo.

Eu escolhi ser jornalista, porque acredito. Acredito que por mais que seja difícil, quase impossível, e até mesmo ilusório, possamos fazer do mundo, um lugar melhor para se viver no futuro.


Corrigida e comentada pelo professor. Não teve muita alteração, mas aprendi com os erros.

Vide comentário: Muito, muito bom. Tem “poética” e cadência. Está na ordem certa (começo, meio, fim). Atenção à pontuação e ao uso das vírgulas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário