Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Let get what I want.

Prefiro morrer sendo considerada como louca do que me render à normalidade.
Por que os princípios morais criados pela sociedade têm que ser seguidos à risca para sermos pessoas boas e/ou decentes?

Fumar maconha faz de mim uma infratora mesmo que eu doe milhões de dólares para instituições de caridade? Ser alcoólatra ou dependente de outra droga qualquer e pagar por isso sozinha sem ninguém metendo o bedelho onde não é chamado é errado? E se eu não ligar e transar com um cara no primeiro encontro porque senti vontade, isso faz de mim uma vagabunda?

Os estereótipos estão aí jogados por todas as calçadas. É o capitalismo selvagem. Matar ou morrer e ser "BOM" aos olhos da sociedade para subir na vida. E as pessoas que puxam tapetes sorrateiramente? Eles que parecem pessoas boas e decentes, vão para o céu? Como alguém pode ser taxado de alguma coisa sendo que todo mundo diz que só quem poderá nos julgar é Deus e bla bla bla?

E Deus? Só porque eu não acredito em Cristo isso faz de mim uma adoradora do "DIABO"? Não acredito nele também. Mas e se eu for atéia? Qual o problema? Eu não entendo a mania que as pessoas têm de se meter na opinião intrínseca de cada um. Eu não concordo com a bíblia, acho que é tudo mentira e daí? Isso não faz de mim uma pessoa melhor ou pior. Deus deve sofrer muita pressão aonde quer que ele esteja e eu não gostaria de estar no lugar dele. Eu não acredito que sejamos sua imagem e semelhança, acredito no Universo.

A minha opinião é tão contrária. As pessoas não entendem meu ponto de vista e me julgam. Mas é porque elas não tiveram as mesmas experiências que eu. Não viram e não foram criadas da mesma forma. O que eu acho ótimo, porque se não houvesse diversidade, tudo seria monótono.

Me deixe ter o que eu quero ter. Me deixe ser o que eu quero ser. Me deixe dizer o que eu quero dizer, sem me julgar. Eu não atiro pedras nas opiniões alheias, eu apenas não concordo. Mas nunca deixo de respeitar, porque quero que respeitem a mim também, só que não respeitam.

Ainda sim, prefiro morrer sendo considerada louca do que me render à normalidade.

domingo, 30 de maio de 2010

Empty.

Quando não estou bêbada a realidade tende a me irritar muito facilmente, óbvio. Com todo mundo é assim. Não que eu esteja chapada o tempo inteiro, não estou, mas se estivesse algumas coisas seriam menos inconvenientes.
Eu queria ter uma paciência super-humana e nem ligar para as porcarias que eu tenho que presenciar todos os dias.

Eu tenho estado tão sóbria. Alguém me dê uma dose de alguma coisa bem forte para que eu saia da realidade só um pouquinho? Queria me perder num mundo imaginário, tal como Alice no país das Maravilhas. Porque as pessoas loucas são as melhores.
Eu não aguento mais ter que sentar em um sofá para assistir cagada atrás de cagada de um monte de gente querida e mesmo depois de avisar tanto, ninguém ouvir. Que caiam todos enquanto assisto sentada no meu sofá de couro rasgado.

Cansei de mim mesma e das minhas lamúrias. Elas estão solitárias. Assim como eu tenho me sentido. Não por falta de amigos, mas por falta de mim. Às vezes eu sinto como se o vazio estivesse cada vez maior, sem chance de preenchimento. E é só um vazio sóbrio sem emoção. Sem cor, gosto e mais nada. É uma ferida cicatrizada: não dói, mas você vê que ela está e sempre estará ali.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cansaço.

Hoje eu tô cansada. Cansada de ter que escrever corretamente, de ter que calcular fatura, de ter que ouvir gente falando "desbroquear", de pegar o busão, de acordar às 7 da manhã, de não ter mil coisas pra comer, de ter que dever 2 conto pro menino do brigadeiro, de não me organizar pra fazer meus trabalhos, de ter que ser responsável.
Me cansei do PARA e vou escrever PRA, sim. Não tô na faculdade agora, me deixa. Cansei de não ter dinheiro e sei que o cansaço que eu tô tendo é pra refletir nesse setor da minha vida, mesmo.
Me cansa ter que chegar em casa e mal ter tempo pra comer, me arrumar e já ir pra aula.
Nunca desconsidero a possibilidade de que eu poderia estar dormindo. Ou comendo. Ou até lendo Nietzsche. Mas a gente tem que ser grande e parar de se lamentar, certo? Que se foda. Eu tô de tpm, tô irritada e preciso de férias. Vou embora pra algum lugar que ninguém me encha o saco. Lá vai ter comida de graça e música boa. E NINGUÉM que fala errado. Pelo amor de Deus, vai trabalhar com teleatendimento e fala POBREMA, se toca. Ai, eu cansei. Quero dormir até...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Páginas.

Deslizei em todos os seus tobogans, mergulhei em seus devaneios e virei cada esquina que vi. Caí num buraco, como no País das Maravilhas. Não vi o coelho branco, o chapeleiro...não vi ninguém, só a queda longa e indolor. Senti em todo meu corpo o gosto do céu e o cheiro das nuvens. Foi como tomar a bebida púrpura e cair na Ilha Mágica, com seus naipes e o Curinga.
Envolvi-me nas histórias dos livros que li e mergulhei céu abaixo como Fernão Capelo Gaivota. Senti-me livre. Logo eu estaria em outro planeta, ou num asteróide. O B612 por exemplo. Quando cheguei, encontrei o princepezinho mordaçando o carneiro. Deixei-me cativar e choramos no adeus.

Foram tantas coisas especiais que me ensinaram.

O Curinga ensinou-me a pensar em quem somos e de onde viemos. Alice, que a loucura é uma qualidade e que a imaginação é tudo. Fernão Capelo Gaivota me fez enxergar a liberdade como uma recompensa pela vida. Por fim, o Pequeno Príncipe. Ele me faz enxergar através do coração e a valorizar as minhas amizades todos os dias.

domingo, 23 de maio de 2010

On fire.

Morda meus lábios sem medo de me machucar. Puxe meus cabelos e movimente minha nuca como bem entender. Ofegue baixinho no meu ouvido demonstrando o que quer. Morda meu lóbulo direito suavemente e não pare de mexer suas mãos, elas sabem aonde ir.
Corpos colados em um sofá marrom gasto. E os lábios movimentando-se com vontade. Sorrindo a cada novo movimento, cada surpresa.

Já é hora de levantar e ir a um lugar mais confortável, onde as roupas caiam e as pernas possam se entrelaçar sem trapalhadas. Sempre existe um colchão esperando em algum lugar. E o corredor recebe as roupas sem problema nenhum, como se ali fosse mesmo o lugar delas.
Uma dupla esguia indo e vindo, sem medo de pensar no amanhã. Porque o amanhã nem existe. É tudo invenção. O que existe é o hoje, o agora. O amanhã é outra história.

Corpos colados em uma cama. Corpos colados um no outro, cansados, porém insaciáveis. Corpos suados clamando por prazer e exalando no mínimo, emoção. Pode não ser paixão e nem amor, mas emoção é. Os corações quase param e aceleram de repente. E nunca cessam. As posições vão mudando até que quando encontram o momento do ápice, desmontam.
Já é hora de olhar um para o outro e sorrir. Conversar, fumar um cigarro, tomar um drink ou um café, quem sabe. Se o cansaço for muito é virar e dormir. Mas eu prefiro pensar que é hora de levantar e tomar um banho, para fazer tudo de novo.

Longe.

Gostaria mesmo era de estar bem longe. No litoral norte. Mas a vida é difícil em qualquer lugar do mundo. A gente tem que trabalhar, tem que estudar, tem que ser alguém e tem que ter alguém também. Em qualquer lugar do mundo você acha que encontrou a metade da laranja e bla bla bla. Mas isso tudo é coisa da sociedade. As pessoas criam regras e criam as histórias que deveríamos viver. Tudo bobagem.

A minha vida é completamente o avesso. Se uma pessoa normal a examinasse, ficaria em choque. Eu não tenho pudor, acho que quase nenhum. Nem para falar, nem para agir e nem para escrever. Por que teria? Eu sou o avesso do que a sociedade gostaria que eu fosse.
O mais engraçado é quando me falam: "VOCÊ fez isso? NÃO ACREDITO! Como se eu fosse uma santa, uma cdf ou coisa do tipo só porque sou baixinha, meiga e uso óculos.

Gostaria mesmo era de estar bem longe. Num sonho bom. Os sonhos nos enganam, mas pelo menos lá o mundo é só seu e ninguém te impede de ser o que você quiser.

Purê.

Às vezes eu me sinto um purê de batatas. Fico cozinhando, tiram minha casca e depois sou espremida. Vou lá para a panela com manteiga, tempero e leite. Aí me misturam e misturam. Chego a ficar tonta. Aí depois de pronta e quentinha, me comem sem pudor. Somos purês de batatas. Em várias situações. A vida inteira vai ter alguém para te cozinhar, espremer e comer. Depende só da interpretação. E o engraçado é que isso também acontece literalmente, é só prestar atenção.

sábado, 22 de maio de 2010

Degradê.

Acho que agora já vou conseguir. Se eu deitar não vou ficar rolando tanto e o sono virá mais rápido que uma flecha. Não ouço mais os ruídos e suavemente fecho os olhos.
O som da máquina de lavar batendo as roupas fica cada vez mais distante.
Gosto de bocejar na cama. Meus cobertores e edredons me envolvem de maneira tão sutil. Gostaria que a minha cama fosse maior para que eu rolasse e me espalhasse mais. Mas esse tamanho único já me faz feliz. É na posição de tamanho único em que me encontro, sem espaço para divisões. Mas se você quiser, eu me espremo um pouquinho.
Além das minhas cobertas, gostaria de ser envolvida por uma canção. Não uma canção de ninar. Uma canção de sonho. É para o sonho que mergulho agora.

Pois bem, agora relaxei de vez. Não há nenhum ruído que perturbe meus pensamentos e meus olhos pesados não abrirão tão cedo.
Eu me vejo em pé em algum lugar distante daqui. O sol já se põe e uma silhueta conhecida lá na frente me faz observar. Eu gosto do céu em degradê. Me faz feliz saber que tantas cores podem caber em sua imensidão azul.
E de imensidão também é feito o mar, para onde me transportei. Não existem fronteiras quando se sonha. O mar magnânimo e gentil acena para mim e a lua surge sem nenhum pudor. Nada mais faz sentido. Mas sentido para que se é tudo sonho?
Queria sonhar e acordar sonhando. Sempre que acordo, quero voltar a dormir.

Nos meus sonhos bons tem uma silhueta conhecida que o pôr-do-sol me mostra. Eu nunca vou até ela. Só observo. Porque na realidade, se eu chegar até ela, vai ser só mais um sonho.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Curva.

- "Não prestar" é a nossa curva.
- Nooossa, então a minha curva é tensa.
- A minha curva é contramão.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Eu vou te mandar um cobertor de ânimo. Junto com ele vai um chá pra esquentar.
Vamos conversar até os maxilares começarem a doer e rir até o estômago dar nó.
As horas vão passar rapidamente e quando percebermos, o dia estará amanhecendo. E aí teremos que sair para ver o sol nascendo. Sentir a leve neblina da manhã molhar os cabelos e sentar ouvindo a água da cachoeira escorrendo fortemente.

Mais uma vez o tempo terá passado. Mas os assuntos e os risos não. Eles sempre voltam. Mesmo depois de alguns minutos em silêncio apreciando a paisagem, eles voltam. Não há como escapar depois de um cobertor de ânimo e um chá pra esquentar. As mãos e os narizes gelados esquentam-se enquanto o sol se levanta.
É aí que quando estamos de costas para ir embora, sentimos o vento tocar a pontinha do nariz, trazendo um cheiro de flor, um cheiro de paz.

E o que fica é o momento.

Tropeço.

Não, não é aquele gigante da Família Adams. Sou eu. Sou um tropeço.
Se parar para pensar eu realmente tropeço em tudo. E claro, todos os dias. Tropeço na rua, na faculdade, em casa, parada e até em mim mesma. Tropeço nos meus afazeres, nas minhas vontades e tropeço em palavras, constantemente.

Sigo tropeçando sem cair. Até quando? Eu não sei.
Já tropecei em amizades, amores, saudades e acasos. Tropecei no meio de um sonho e acordei assustada pensando que estava caindo da cama.
A minha vida é tropeçar. Eu não sei andar de salto alto e tropeço de chinelo.
Eu tropeço em pessoas. Já tropecei em pessoas boas e outras nem tão boas assim. Mas pelo menos não caí.

Eu tropeço muito nas minhas ideias confusas e inconstantes. Eu tropeço em fios de nylon invisíveis pelo caminho, deve ser isso. Mas tenho sorte, pois ainda não caí. E se cair? Do chão não passa.

Meus tropeços me aceleram o coração e a cada um deles eu me sinto acordada. No final das contas, tropeçar não é algo ruim para mim. Até tropecei em um espelho e foi ele quem me deu uma ótima ideia: escrever sobre o tropeço.

Chocolate.

Ele é doce e pode ter poderes medicinais. A vida que é fria e amarga ganha um novo sabor quando derrete na boca o cacau. Ele vem em barras, em cigarrinhos, em guarda chuvas e até pode ser tomado. Transforma-se em bolo, torta e bombom. É branco, é misto, vem com amendoim e também é amargo.
Combina com o frio. Combina com filmes. Combina com solidão e também com companhia.
Chocolate desperta um prazer, uma delícia de viver.

Assisti um filme com este título e o Johnny Depp está lá, como um pirata, um cigano. Juliette Binoche com seu nariz fino e sorriso iluminado. Estou extasiada com o filme. Fala sobre ir e vir e preconceitos. Fora que todos os chocolates que aparecem...dá vontade de devorar!

Pensei tanto na minha avó assistindo ele. Ela adorava esse filme e agora eu vejo porque.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O que? Não estou te ouvindo direito! Como é? Do que cê tá falando? Oiiii?!?!
Eu me sinto assim quando finjo que estou ouvindo o assunto desinteressante de alguém.
É como se eu ouvisse um zumbido instantaneamente e me transportasse para outro pensamento, tentando me distrair. Mas sabe que às vezes essa técnica não funciona? Impressionante como alguns assuntos idiotas penetram o nosso cérebro rapidamente e a gente nem consegue fugir deles.

Eu não quero ouvir o seu papo querido, o que eu estou fazendo aqui, hein? Só devo ter entrado pela porta errada e ter encontrado uma torneira de asneiras.
É claro que tudo é ponto de vista. No seu ponto com certeza a torneira de asneiras aqui, sou eu! Mas eu pouco me importo. Já me preocupo demais tentando fugir de umas idiotices. Não vou pensar se você pensa que quem leva porcaria pro mundo sou eu. Só vou pensar que nessa conversinha de merda, eu não entro mais.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

...

Eu queria um abraço apertado, um beijo molhado e um rosto colado.
Eu queria um edredon humano me abraçando de conchinha e me fazendo cafuné até dormirmos como bebês.
Eu queria acordar com olhos sorridentes me dizendo bom dia e levantar acompanhada por uma profunda alegria.


Eu queria dizer 'ne me quitte pas' e não ser deixada numa segunda à noite. Um dia sem sentido como hoje. Eu queria uma companhia e um carinho gostoso.
Carência acompanhada de chá de morango, pijama da avó e laka não dá muito certo.

Eu que não sei tocar.

Eu saberia diferenciar cada tom, cada nota. Entenderia cada escala e me encantaria com os timbres novos que ouviria.
Ele falaria as coisas que eu sinto, exporia o que eu vejo e decodificaria os meus mais íntimos desejos. Ele sentaria comigo, ouviria meus problemas e me aconselharia muito bem. Consolaria também, por que não? Ele estaria ali sempre disposto a me colocar para cima ou a me deixar colocá-lo para baixo. Nunca me diria não. Nunca gritaria, sentiria ciúme ou me deixaria falando sozinha.
Seria o melhor amigo, o único alguém que eu precisaria quando estivesse feliz, triste, entediada e com preguiça. Me sentaria suavemente para falar para ele como tinha sido o meu dia, e quando passasse muito tempo sem tocá-lo, pegaria-o com carinho e diria-lhe que senti saudade.

Mas eu que não sei tocar, não sei como é ter uma relação assim. Eu que não sei tocar, fico simplesmente ouvindo e apreciando quem sabe e isso me faz feliz também. Embora não seja uma felicidade tão plena quanto seria se quem tocasse fosse eu.
Eu que não sei tocar, tenho um amigo violão de 3 cordas que se sente só. Mas mesmo não sabendo, ele está sempre ali e nunca me diz não.

Again and again...

E eu fico no centro de um círculo rodando, rodando, rodando...
Um pião sem medo de girar rápido, sem medo de cair com força no chão e rodar.
E de repente paro. E volto. De novo, de novo e de novo.

O piãozinho de madeira se libertando da corda que o faz girar.
Aí o pião cai e pára. Piões também descansam. Piões cansam de rodar e girar às vezes.
É normal. Assim como viver...é normal se cansar e para isso descansar.

Every second counts.

Eu sinto nas veias esse momento correndo. E ele corre e eu nem vejo. Mas sinto.
É como um dinossauro desenhado na parede. Cada segundo que eu olho pra ele, vale por muitos, mas ele nunca sai de lá. Mesmo assim o momento corre nas veias. Cada vez mais rápido, cada vez diferente.


É tudo tão lindo daqui.

domingo, 16 de maio de 2010

Aventura.

Sentir o gosto da aventura, de fazer o que quiser e de se jogar sem se importar nas coisas que tem vontade...NÃO TEM PREÇO.
Aventurar-se é não pensar duas vezes, não pensar e não dar tempo para se arrepender.
Sentir a adrenalina nas veias, aquela sensação de prazer, de anseio e de liberdade.
E você não pensa no amanhã, só vive com intensidade o momento. Delícia.

Aventurar-se é explorar o que não conhece e não ter medo do que vai encontrar. Aventurar-se é encarar.

Eu vivo me aventurando. Sempre correndo, conhecendo, caindo, levantando e vivendo. Não mantenho meus pés no chão por muito tempo, pois quando me jogo na aventura, vôo. Aprendi a pousar sem me machucar.

domingo, 9 de maio de 2010

Outra.

Eu vim aqui com pedras nas mãos. Ia atirar para qualquer lugar, sem me importar aonde iria acertar. Mas abaixei minhas mãos e as pedras foram jogadas ao chão, sem danificar nada e ninguém.

Eu poderia ter quebrado suas vidraças e te acertado na cabeça. Mas não o fiz. Me desarmei para jogar limpo, sem trapaças.
Esse seu olhar inocente, triste e vago não me convence. Você não é assim. O coração gelado, o pulmão lotado e o cérebro desvairado lhe deixam estranha.

Movimenta-se para a esquerda, como quem quer esconder algum detalhe. Você não pode. Te conheço e sei como é por inteiro. Sei dos seus melhores e piores pensamentos. Conheço seus planos de fuga e sei de todas as aventuras que já viveu.

Você aí, tão viva e tão morta. Tão igual e tão diferente. Até parece outra.
Anda com suas costas não tão eretas como gostaria, fala puxando uns "erres" de vez em quando, é grossa e grita com as pessoas sem perceber. É, você não faz sentido.

Quer e não quer com a mesma intensidade e mutabilidade. Vive em constante transição e parece nunca estar em paz. Parece que eu não sei quem é quando fica assim. Justo eu, que te conheço melhor que ninguém!

Na verdade o que vejo, é o reflexo do espelho. Os movimentos são contrários, mas tudo parece igual. Os espelhos sugam a realidade e você nem vê, parece outra. Não parece você e nem eu. Mas na realidade somos iguais. Somos a mesma pessoa.

Eu sou o coração gelado e o coração em chamas. Sou o pulmão lotado e vazio. Nunca deixo de ser o cérebro desvairado, mesmo que às vezes pense com racionalidade estranhamente racional!

Eu sou o reflexo do espelho, a outra.

sábado, 8 de maio de 2010

Fácil.

Não é. A vida não é tão fácil não. Dizem que é a gente que complica, o que é um fato. Mas se fosse mesmo fácil não haveria chance para complicações.
Facilmente percebemos que a facilidade não tem graça e por isso complicamos as coisas, para torná-las interessantes.


Ser humano, bicho idiota.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Happiness is a warm gun.


A felicidade não está perdida por aí e mesmo assim insistimos em querer encontrá-la.
Na realidade ela está na nossa cara, gritando inaudivelmente para que a ouçamos. Mas é claro que não ouvimos e nem a enxergamos. Procuramos em lugares que não existem e ouvimos coisas erradas a respeito dela.

Para umas pessoas a felicidade é quando se tem uma pessoa querida do lado ou quando consegue pagar as contas e ainda sobrar um dinheirinho.
Felicidade é tudo o que é simples e nos faz sorrir e respirar aliviados, mas insistimos em achar que a felicidade é material.

A felicidade está no sol de cada manhã, no sorriso de cada bom dia, na manteiga escorrendo no pão quentinho. Está em lugares que não enxergamos, pois esquecemos de olhar para dentro de nós mesmos. É natural, o ser humano sempre se esquece do que é importante.

A felicidade é uma arma quente, como diz o título que é de uma música dos Beatles. A felicidade vem e te deixa marcado, te deixa bobo e irradiante.
A felicidade consiste em reconhecermos dentro de nós mesmos que o que precisamos para viver não é aquela roupa de marca da loja famosa, e sim os abraços, os carinhos, as brincadeiras e as coisas pequenas do dia a dia.

Felicidade é um fim de tarde olhando o mar, ouvindo os pássaros e sentindo a brisa passar.
É SENTIR no coração que nada pode abalar a sua paz e nem mesmo tirar seu sorriso do rosto.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Corra.

Saia por aí extravasando suas emoções. Você tem o direito de se libertar de vez em quando. Às vezes sentimos vontade de correr até ir parar em um lugar que ninguém conhece, aonde se possa ficar só.
Tenho tido esse tipo de vontade. Quero sair numa corrida maluca e parar só quando me achar em um lugar "seguro" e distante. Faço isso com meus pensamentos pelo menos. Corro dentro da minha cabeça e encontro um lugar peculiar aonde posso relaxar e abstrair do mundo à minha volta.

Mas é isso, corra. Quem foi que disse que você precisa enfrentar tudo assim? Se eu quiser me deixar levar pela minha covardia, niguém poderá me julgar. Porque entre os que julgam é que estão os mais hipócritas, certo? Os que gostariam de ser 'covardes' de vez em quando e não conseguem.

Tropeço nas minhas palavras e ações. Ainda mais quando corro. Minhas pernas não me conduzem bem, meu cérebro então! Já me perdi em tudo o que escrevi e da 3ª pulei para a 1ª pessoa em questão de segundos. E daí? Foda-se também. Eu estou correndo.

Corro contra o tempo, o vento, contra meus pensamentos e contra o que eu quiser correr. Corra. Liberte-se. Você pode ir para onde quiser, é só correr.

Mamãe Querida...

O Dia das Mães está chegando. É comemorado no Brasil, no segundo domingo de maio (desde 1932 quando Getúlio Vargas oficializou a data).
O JWC traz então, dicas inusitadas de presentes para as mamães amadas.
Aí vai uma lista com os presentes para cada tipo de mãe:

Mãe conservadora/superprotetora/controladora: Você pode presenteá-la com flores, um kit espião (com um aparelho de GPS incluso) e um kit de primeiros socorros. Ela vai te perseguir e proteger você de todas as formas. Entenda que presentes assim podem acabar com a sua vida, mas o que importa é ver a sua mãe feliz!


Mãe piriguete/baladeira: Pulseiras e colares coloridos grandes. Dê também o ingresso da boate que ela mais gosta, além de dar uma graninha para ela gastar lá. Mães também se divertem!


Mãe peace&love/porra louca: Livros sobre Yoga e quem sabe umas aulinhas para ela se distrair hein? Não esqueça do pé de maconha. Não vai deixar a sua mãe ir nas 'bocas de fumo' comprar erva, vai? Mães também querem ver duendes!


Mãe fofinha/gordinha/rechonchuda: Chocolate e doces em geral. Mas não esqueça de dar para ela um mês de academia para que ela queime a culpa de ter comido tanto. Mães também fingem fazer dieta!


Mãe workaholic/ausente: Para esse tipo de mãe você deve dar algo prático que não ocupe o tempo dela, já que ela está sempre trabalhando. Então dê uma cafeteira e um abraço. A cafeteira faz o café para que ela continue ligada no trabalho e o abraço não vai tomar muito tempo. Mães precisam sustentar a casa!


Mãe gênia/intelectual: Livros complexos e grossos, não importa muito o conteúdo. Ela vai achar que você puxou a ela e ficará orgulhosa de si mesma por ter tido um filho tão inteligente. Mães sabem de tudo (ou quase tudo)!


Mãe brava/estressada/briguenta: Maracujina e um daqueles aparelhos de massagem sabe? É só ligar na tomada e ir passando nos pontos de tensão. Faça isso para ela e não ouse discordar de nada do que ela diz e não reclame das reclamações dela. Mães também precisam relaxar!


Mãe com mau gosto em geral: Dê o cd do artista preferido ou a entrada para o show dele. Vá com ela. Mesmo que seja um show da banda Calypso e você não seja tão apaixonado (a) pelo Chimbinha quanto ela! Mães também merecem ser paparicadas!


Como dizem os "Detentos do Rap": "Amor é só de mãe". E também o Quico (do programa Chaves) "Mamãe querida, meu coração por ti bate...como um caroço de abacate".
Não importa qual tipo de mãe você tem ou a declaração que vai fazer para ela. O que importa é que você pode deixar de encher o saco dela e fazê-la feliz um dia que seja. Por isso siga nossas dicas e transforme o dia da sua mãe no dia mais feliz da vida dela.

domingo, 2 de maio de 2010

Conversa de rodoviária.

Eu estava sentada naquele banco em frente às plataformas 2 e 3. Havia um senhor ao meu lado. Os olhos cansados, a barba comprida e uma roupa aconchegante. Ele me disse que vendia miniaturas feitas de latinha de refrigerante e cerveja.
O senhor estava resmungando. Dizia: "São todos mentirosos. Precisamos ficar espertos. Me diga - olhou-me com sua expressão passada - por que as pessoas mentem? A verdade não machuca ninguém".
Confesso que as palavras daquele homem me instigaram algo. Por que mentimos? Por que falar a verdade é difícil? Ou melhor, por que mentir é mais fácil?