Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

sábado, 22 de maio de 2010

Degradê.

Acho que agora já vou conseguir. Se eu deitar não vou ficar rolando tanto e o sono virá mais rápido que uma flecha. Não ouço mais os ruídos e suavemente fecho os olhos.
O som da máquina de lavar batendo as roupas fica cada vez mais distante.
Gosto de bocejar na cama. Meus cobertores e edredons me envolvem de maneira tão sutil. Gostaria que a minha cama fosse maior para que eu rolasse e me espalhasse mais. Mas esse tamanho único já me faz feliz. É na posição de tamanho único em que me encontro, sem espaço para divisões. Mas se você quiser, eu me espremo um pouquinho.
Além das minhas cobertas, gostaria de ser envolvida por uma canção. Não uma canção de ninar. Uma canção de sonho. É para o sonho que mergulho agora.

Pois bem, agora relaxei de vez. Não há nenhum ruído que perturbe meus pensamentos e meus olhos pesados não abrirão tão cedo.
Eu me vejo em pé em algum lugar distante daqui. O sol já se põe e uma silhueta conhecida lá na frente me faz observar. Eu gosto do céu em degradê. Me faz feliz saber que tantas cores podem caber em sua imensidão azul.
E de imensidão também é feito o mar, para onde me transportei. Não existem fronteiras quando se sonha. O mar magnânimo e gentil acena para mim e a lua surge sem nenhum pudor. Nada mais faz sentido. Mas sentido para que se é tudo sonho?
Queria sonhar e acordar sonhando. Sempre que acordo, quero voltar a dormir.

Nos meus sonhos bons tem uma silhueta conhecida que o pôr-do-sol me mostra. Eu nunca vou até ela. Só observo. Porque na realidade, se eu chegar até ela, vai ser só mais um sonho.

Um comentário:

  1. Consegui me sentir na sua cama *o*
    vou roubar seus edredons pra mim. é.
    teamoteamo

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