Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

domingo, 30 de maio de 2010

Empty.

Quando não estou bêbada a realidade tende a me irritar muito facilmente, óbvio. Com todo mundo é assim. Não que eu esteja chapada o tempo inteiro, não estou, mas se estivesse algumas coisas seriam menos inconvenientes.
Eu queria ter uma paciência super-humana e nem ligar para as porcarias que eu tenho que presenciar todos os dias.

Eu tenho estado tão sóbria. Alguém me dê uma dose de alguma coisa bem forte para que eu saia da realidade só um pouquinho? Queria me perder num mundo imaginário, tal como Alice no país das Maravilhas. Porque as pessoas loucas são as melhores.
Eu não aguento mais ter que sentar em um sofá para assistir cagada atrás de cagada de um monte de gente querida e mesmo depois de avisar tanto, ninguém ouvir. Que caiam todos enquanto assisto sentada no meu sofá de couro rasgado.

Cansei de mim mesma e das minhas lamúrias. Elas estão solitárias. Assim como eu tenho me sentido. Não por falta de amigos, mas por falta de mim. Às vezes eu sinto como se o vazio estivesse cada vez maior, sem chance de preenchimento. E é só um vazio sóbrio sem emoção. Sem cor, gosto e mais nada. É uma ferida cicatrizada: não dói, mas você vê que ela está e sempre estará ali.

Um comentário:

  1. Texto perfeito again, parece que lê meus pensamentos +1
    Quer uma solução ? Bora pro bar FILHOTE !

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