Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Eu que não sei tocar.

Eu saberia diferenciar cada tom, cada nota. Entenderia cada escala e me encantaria com os timbres novos que ouviria.
Ele falaria as coisas que eu sinto, exporia o que eu vejo e decodificaria os meus mais íntimos desejos. Ele sentaria comigo, ouviria meus problemas e me aconselharia muito bem. Consolaria também, por que não? Ele estaria ali sempre disposto a me colocar para cima ou a me deixar colocá-lo para baixo. Nunca me diria não. Nunca gritaria, sentiria ciúme ou me deixaria falando sozinha.
Seria o melhor amigo, o único alguém que eu precisaria quando estivesse feliz, triste, entediada e com preguiça. Me sentaria suavemente para falar para ele como tinha sido o meu dia, e quando passasse muito tempo sem tocá-lo, pegaria-o com carinho e diria-lhe que senti saudade.

Mas eu que não sei tocar, não sei como é ter uma relação assim. Eu que não sei tocar, fico simplesmente ouvindo e apreciando quem sabe e isso me faz feliz também. Embora não seja uma felicidade tão plena quanto seria se quem tocasse fosse eu.
Eu que não sei tocar, tenho um amigo violão de 3 cordas que se sente só. Mas mesmo não sabendo, ele está sempre ali e nunca me diz não.

2 comentários:

  1. "Embora não seja uma felicidade tão plena quanto seria se quem tocasse fosse eu." <-uahsudhasud

    lindo Ju!

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