Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

domingo, 23 de maio de 2010

On fire.

Morda meus lábios sem medo de me machucar. Puxe meus cabelos e movimente minha nuca como bem entender. Ofegue baixinho no meu ouvido demonstrando o que quer. Morda meu lóbulo direito suavemente e não pare de mexer suas mãos, elas sabem aonde ir.
Corpos colados em um sofá marrom gasto. E os lábios movimentando-se com vontade. Sorrindo a cada novo movimento, cada surpresa.

Já é hora de levantar e ir a um lugar mais confortável, onde as roupas caiam e as pernas possam se entrelaçar sem trapalhadas. Sempre existe um colchão esperando em algum lugar. E o corredor recebe as roupas sem problema nenhum, como se ali fosse mesmo o lugar delas.
Uma dupla esguia indo e vindo, sem medo de pensar no amanhã. Porque o amanhã nem existe. É tudo invenção. O que existe é o hoje, o agora. O amanhã é outra história.

Corpos colados em uma cama. Corpos colados um no outro, cansados, porém insaciáveis. Corpos suados clamando por prazer e exalando no mínimo, emoção. Pode não ser paixão e nem amor, mas emoção é. Os corações quase param e aceleram de repente. E nunca cessam. As posições vão mudando até que quando encontram o momento do ápice, desmontam.
Já é hora de olhar um para o outro e sorrir. Conversar, fumar um cigarro, tomar um drink ou um café, quem sabe. Se o cansaço for muito é virar e dormir. Mas eu prefiro pensar que é hora de levantar e tomar um banho, para fazer tudo de novo.

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