Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Páginas.

Deslizei em todos os seus tobogans, mergulhei em seus devaneios e virei cada esquina que vi. Caí num buraco, como no País das Maravilhas. Não vi o coelho branco, o chapeleiro...não vi ninguém, só a queda longa e indolor. Senti em todo meu corpo o gosto do céu e o cheiro das nuvens. Foi como tomar a bebida púrpura e cair na Ilha Mágica, com seus naipes e o Curinga.
Envolvi-me nas histórias dos livros que li e mergulhei céu abaixo como Fernão Capelo Gaivota. Senti-me livre. Logo eu estaria em outro planeta, ou num asteróide. O B612 por exemplo. Quando cheguei, encontrei o princepezinho mordaçando o carneiro. Deixei-me cativar e choramos no adeus.

Foram tantas coisas especiais que me ensinaram.

O Curinga ensinou-me a pensar em quem somos e de onde viemos. Alice, que a loucura é uma qualidade e que a imaginação é tudo. Fernão Capelo Gaivota me fez enxergar a liberdade como uma recompensa pela vida. Por fim, o Pequeno Príncipe. Ele me faz enxergar através do coração e a valorizar as minhas amizades todos os dias.

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