Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Antítese

Às vezes eu acho que vivo em um universo paralelo. Como agora. Eu fico em um paralelismo com os fatos que não sei se é real ou se é sonho. Será que é possível sonhar tanto acordada? Eu tô tão anestesiada comendo ruffles, ouvindo Muse e tomando cerveja quente.
Hoje só estamos eu e a Jaque em casa. A Tal foi dormir na casa da Thânia. O Ferraz veio aqui e ficou num harén, todo feliz. Conversamos sobre um monte de coisas e é tão engraçado, me senti em outro mundo desde aquela hora. Na verdade hoje eu acordei em um lugar diferente. Sei lá.
José veio aqui e como sempre, não perde a mania de me fazer flutuar. É um raro e me trouxe de presente um pão caseiro que a mãe dele fez. Já comi iteirinho. Com maionese e a Tal comprou qualy sem sal, assim não dá.
Cadê a Boo hein? Puta falta de sacanagem ela ir pra casa dela e nunca mais dar notícias. A Tal ligou todos os dias de Mogi. Boo, apareça de onde estiver mi queridita!
Nossa, tá tocando Supermassive Black Hole, adoro essa música. Me lembra o Evan, que veio aqui hoje também. E a Mê hein? Já tô com saudade dela. Amanhã preciso assistir 11 homens e um segredo, tem que devolver na biblioteca da facul. Quem sabe não assisto fight club pela 4ª vez. Que vontade de assistir Amélie. E El laberinto del fauno. E 500 days of Summer. Mas Amélie é mais.
Faz tempo que a Tal não me fotografa. Quero fazer um ensaio muito fodido. Vai ser massa. Massíssimo!
Agora eu faço café, ganhamos uma cafeteira e tem tv no quarto. Hoje foi um dia engraçado, queria comer um bife agora. Sorry boizinho, mas eu gosto de você com cebola frita.
Todo mundo deve pro tio Vander um dia. Eu não gosto de dever pra ele, porque ele empresta as coisas pra gente. E apesar de sempre pagar, é ruim né. Sei lá. Mas ele é bonzinho. Falando nisso, vou comer meu prestígio que eu comprei lá e tomar o resto da minha brejita. E cadê o John Lennon hein? Ele mora em Pindamonhangaba, mas me agrada conversar com ele. Tô com saudade da facul. Dos professores, das aulas e claro, da galera. Até do Pedrão. E daquele corre, corre na FCA.
Não posso reclamar muito da vida. Só de ser meio duranga, mas isso vai passar. Fora isso, apesar das brincadeiras do destino, minha vida é tão legal e eu estou entrando em outro universo paralelo agora. Quero furar a narina direita e fazer minhas tatuagens, tchau.

sábado, 26 de junho de 2010

You shimmy-shook my boat.

Balancei para todos os lados, nem senti. Ia para frente e para trás somente sentindo a vibração. Era você me embalando pela cintura. Eu ali, tão vulnerável e embriagada numa noite qualquer.
As luzes que eu via eram difusas não me deixavam pensar aonde eu estava. Só sabia que me senti em um barco que balançava em ondas suaves, ondas sonoras.
Foi você, querido. Você balançou meu barco. Balançou meu barquinho a remo e meus remos caíram n'água. E agora? Será que vai continuar balançando quando você acordar? Será que mesmo sem remos você vai balançá-lo comigo para outro lugar?

Nossa embriaguez se foi junto com a noite. O sol nasceu e beijou nossos pés pela janela do meu quarto. Acorde meu amor, já é hora de fazer uma vela para esse barco que não é mais de um só. Assim ao invés de balançar ele vai navegar e nos levar na direção do horizonte. E depois do horizonte, o que vem só pode ser grande. Assim como o futuro que já chegou.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mudanças.

Ontem eu mudei meu cabelo. Resolvi bagunçá-lo, amassá-lo e deixá-lo livre do secador e da escova. Sinceramente fiquei linda e mais parecida comigo, no interior. Bagunçada. Mudei alguns conceitos, algumas visões e muitas opiniões. Mudei principalmente meu humor. Me sinto irradiar. Mudei o blog inteiro e continuo escrevendo coisas aleatórias e sem sentido que nem eu mesma entendo.

A água acabou. Ainda não voltou e eu estou nervosíssima a respeito de poder limpar a casa, esquentar a comida e lavar a louça. Porque precisamos de água, meu Deeeeeeus!
Mudei o template de novo. Mas mudei também o cabeçalho e o endereço. E a foto.




Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band!

domingo, 20 de junho de 2010

Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Jogue seus cabelos no vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Quarta-feira.

Descobri que nasci nos primeiros 30 minutos de uma quarta-feira em 1991. É por isso que esse é meu dia preferido da semana. E é por isso que eu sou boêmia e noturna como disse a Boo. Nasci com a bunda virada para a lua. Que lua será que era hein? Vai saber, aí é pedir demais. Minha mãe me ligou para dizer que lembrou quando me sentei na barriga dela e resolvi complicar tudo com meu cordão umbilical no pescoço. É isso aí. Daqui há 3 horas e meia eu vou ficar mais velha e terei um ano a menos de vida. Se for pensar que a gente pode morrer a qualquer momento isso nem faz sentido, mas a realidade é que o relógio anda ao contrário. Isso não me assusta. Às vezes eu até gostaria que ele andasse mais rápido e chegasse logo nos 60. Assim eu descansaria um pouco. Tenho tanta coisa para ver ainda. Tantas viagens a fazer, pessoas a conhecer, bebidas a beber e assim por diante.
Pela primeira vez na vida estou com depressão pré-aniversário. Isso tá me irritando, porque todos os anos eu conto os dias para esta data chegar e encho o saco de todo mundo, não deixando ninguém esquecer que é meu aniversário. Mas esse ano é diferente. Eu não estou feliz agora, minha cabeça e meu corpo doem. E não, eu não quero fazer sala pra ninguém hoje, desculpa. Amanhã tem uma festa e eu chamei um monte de gente. Acho que até lá eu me animo. Aliás, preciso né? Que clima de enterro.
Na verdade eu queria passar meu aniversário em qualquer lugar perto de lugar nenhum que ninguém soubesse quem eu sou. Podia ser uma quarta-feira e eu estaria usando alguma roupa cinza. Tomaria um chá de morango sentada em uma cadeira de balanço e o vapor embaçaria meus óculos, como sempre. Os meus momentos estão difusos e distantes. Não consigo tocá-los, só os enxergo de longe e desfocadamente. É a crise. Ninguém disse que nascer seria fácil, ainda mais chegar até aqui com tanta coisa já vivida. Acho que é cansaço. É um esgotamento prematuro eu diria. Mas tudo bem, as férias estão aí. Terei colinho de mãe e um banheiro com box de vidro só para mim durante vários dias. Sem falar na brisa geladinha do mar que todos os dias fará questão de me dizer um oi. Aí todos os dias serão quarta-feira e eu estarei usando cinza.

Misguided ghosts

Minha criatividade hoje está limitada. Minha cabeça dói demais e acho que a culpa ainda é da caipirinha de saquê - de morango, a coisa mais gostosa que já bebi na VIDA. Mas essa música, retrata tudo. É. E sim, é do Paramore, grande bosta. Eu gosto e se você não gosta o problema é seu ¬¬



Eu estou indo longe por enquanto mas eu vou voltar, não tente me seguir.
Por que eu vou retornar assim que possível. Veja, eu estou tentando achar meu lugar
Mas talvez não seja aqui que eu me sinto segura, todos nós aprendemos a errar...

E correr deles, deles. Sem direção. Correr deles, deles. Sem convicção.
Eu sou apenas um daqueles fantasmas viajando sem fim. Não preciso de estradas, na verdade eles seguem você e nós apenas vamos em círculos.
Agora me disseram que essa vida e dor é apenas um simples compromisso, então nós podemos ter o que nós queremos disso.

Alguém tenta classificar um coração partido e mentes perversas. Então eu posso encontrar alguém para me apoiar.
Entao corra para eles, para eles. Toda velocidade a frente. Oh você não é inútil, nós somos apenas fantasmas perdidos viajando incesantemente.

Aqueles que nós mais confiamos nos empurraram para longe e não há um papel, nós não deveríamos ser iguais, mas eu sou apenas um fantasma e eles continuam a me fazer ecoar. Eles me fazem ecoar em círculos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ponte pênsil.

A ponte nem balança tanto assim, mas você tem medo ao olhar para baixo. Dá medo de cair alguma coisa do bolso, de enroscar o chinelo, de tropeçar. A ponte balança para lá, para cá e você anda em linha reta olhando em um ponto fixo. O outro lado sempre parece longe demais, mas não é.

As amizades são como pontes que balançam. Você confia que não vai cair, que apesar de balançar você vai chegar bem do outro lado. Seu amigo é o ponto fixo lá longe e a ponte a amizade. Quando abalada é difícil até enxergar o que tem do outro lado.
Pior ainda é saber como fazer para consertar isso. Será que dá?

É aí que você para no meio da ponte balançante e não sabe para onde ir. Você vai na direção de quem te abalou ou volta? Eu volto. Sempre volto. Eu preciso voltar. Não consigo caminhar e nem enxergar quando isso acontece. Eu volto para poder pensar e respirar. Só assim é que eu posso tentar de novo depois de um tempo.

Essas pontes são muito complicadas. É difícil ter pontes assim. Mas você sabe que mesmo que elas balancem, elas são indestrutíveis. Talvez nem tanto, mas você sempre pode tentar atravessar de novo.
Tá fazendo frio nesse lugar
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo em mim
Mas se eu já me perdi
Como vou me perder
Se eu já me perdi
Quando perdi você
Mas se eu já te perdi
Como vou me perder
Se eu já me perdi
Quando perdi você

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Arritmia.

Eu vejo a minha vida correndo. Corre e até me deixa para trás. É estranho sentir-se expectador de si mesmo. Às vezes eu me sinto como Tyler Durden. Um eu que é o que eu gostaria de ser sempre, mas não dá. E depois me sinto o anônimo, o narrador.
Aqui estou sendo o narrador. As insatisfações estampadas na cara e o desânimo. Como se faltasse muita adrenalina correndo nas veias e aquela angústia de querer fazer alguma coisa muito louca sem temer.
Se ao menos eu tivesse um carro. Iria correr com meu fusquinha azul calcinha por aí. Sem falar que poderia fazer muitas coisas dentro dele. Ilícitas.

Sou ilimitada. Quero mais. Sou bipolar e confusa. Quero menos. Não, tá bom assim. Vai saber. Existem horas que me pego falando comigo mesma sobre alguma coisa e percebo que sou bastante satisfeita com as coisas que eu tenho, mas em outras horas é como se a satisfação se esvaísse como pó. Tem alguém cheirando a minha satisfação. Mas eu não ligo. Sei que passa. Tudo passa.

É tão complexo e ao mesmo tempo tão simples. Existem dias que tudo o que eu preciso para me sentir feliz é um oi simpático ou um abraço gostoso. Outros em que nem todas as declarações de amor/amizade do mundo me deixam bem. Outros em que dormir, basta.
Hoje é dia de dormir. Mas não recusaria um abraço. Jamais recuso um abraço. Sinto falta de abraços na minha vida. Principalmente o da minha mãe, que é meloso e tudo o mais, mas eu não vivo sem. Aliás, vivo né. Mato a saudade de 6 em 6 meses.

Eu de novo aqui, com mais lamúrias. Sou egoísta demais às vezes, egocêntrica também. Mas quem não é? Engraçado como eu sou um monte de coisas ao mesmo tempo. Paro para pensar se um dia eu não vou explodir de tanta coisa que eu sinto, penso, faço e quero. Acho que é por isso que eu tenho arritmia cardíaca. Quando estou prestes a explodir, meu coração acelera e eu me lembro como é que se respira. É, eu sempre esqueço de respirar. Até pra tirar fotos.

Mas é assim mesmo. Uma arritmia aqui, um abraço ali, uma dormida e a vontade de ter um fusca numa garagem que nem existe.
Tyler Durden nos momentos de prazer e confiança. Narrador anônimo numa segunda-feira fria e sem graça.

Eu queria sentir a minha arritmia agora. Porque quando meu coração acelera, fico sem fôlego e lembro de respirar, me sinto viva. E apesar de vegetais serem seres vivos, eu sinto que agora eu sou como um alface.

domingo, 13 de junho de 2010

Meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim.

Ontem foi um dia muito feliz. Eu saí com mais 5 amigas para me divertir no tal "dia dos namorados". E foi maravilhoso! Embaladas no vinho, canelinha, cerveja, pinga e um rock'n'roll danado de esperto.
Percebi de uns tempos para cá, que tem muitas pessoas ao meu redor que guardo do lado esquerdo do peito e além de ter muito carinho por elas, zelo. Eu já cheguei à conclusão que posso ser baixinha e até parecida com a Lois Lane, mas meu coração vagabundo é grande. Tem pessoas que passam despercebidas e somem, a gente nem sente falta. Mas as marcantes a gente faz questão de saber como está e dá sempre um jeito de sentar junto para rir e tomar umas.
Eu gosto tanto disso. Gosto tanto de saber que algumas pessoas saíram e outras acabaram entrando na minha vida por mero acaso (ou não, vai saber). Me sinto honrada por ter pessoas tão especiais e interessantes ao meu redor. E o que também me faz bem é saber que apesar de estar longe das antigas pessoas da minha vida, eu ainda sinto a mesma consideração. Claro que tudo se transforma, mas são coisas que esse coração vagabundo não esquece jamais.
Eu não vou falar os pontos negativos de ser assim. Isso é típico da minha personalidade: eu falo tuuuudo o que é bom, tuuuudo o que é ruim e depois eu concluo dizendo que o que é ruim que vá se foder porque eu me importo com o que é bom. Deu para entender? Mania de redação isso, xô!

Meu coração vagabundo guarda o mundo em mim. Meu coração vagabundo ama cada pedacinho especial dessa vagabundagem toda. Meu coração não se cansa de ter esperança. Meu coração gigante e vagabundo. Meu coração vagabundo AMA vocês para sempre.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O Dia dos Namorados.

Na boa, essa data é uma porcaria. Não digo isso por não ter um namorado para me dar presentes (o clichê de sempre: rosas e chocolates). É porque pare para pensar: é só mais uma das milhares de datas comerciais do ano. Assim como dia das mães, dos pais, natal...tudo se resume a lucro. Claro, se não inventarem as pessoas não irão comprar tanto (as pessoas sentem-se obrigadas a dar presentes nesse tipo de data). Eu já tive namorado no dia dos namorados. Não muda merda nenhuma. O mesmo programinha chato cheio de blá blá blá. Acho que está para nascer algum relacionamento antimonotonia. Namoro sempre cai na rotina, sempre, por mais que você tente fugir.

Eu ganhei um celular da minha mãe e uma música uma vez. Foi criativo demais, nunca vou esquecer (obrigada Sé). Mas fora isso os dias são sempre iguais.
Na minha opinião, só deve-se ganhar/dar presentes no aniversário. Porque nascer pode ser um fardo para muitos, mas é um presente também...viver! Então aniversário tem que comemorar sim. Apesar de que a cada ano que passa estarmos cada vez mais perto da morte, mas isso é relativo. Eu vou no Paulistão daqui a pouco, posso morrer atropelada (na ida ou na volta) ou não, posso viver até os 60 anos (como eu quero) enxuta e maluquete. Mas a minha filosofia de vida é muito adversa. Chocando a sociedade, sempre.

Quando a gente namora, todo dia tem que ser especial. É por isso que dia dos namorados nem deveria existir. Porque é uma obrigação a mais dentro de um namoro. Não existe coisa melhor do que em uma terça-feira comum às 14 da tarde você receber uma mensagem no celular ou até mesmo um convite para jantar. É preciso saber surpreender e conquistar a cada dia e não ficar pilhado com as promoções de dia dos namorados da Riachuelo para comprar uma blusinha fashion para sua namoradinha plástica.

Eu sou contra datas assim. Até o natal. Gente, ninguém sabe quando Jesus nasceu. Isso tudo é um monte de mentira. É tanta manipulação em cima disso que Deus deve ficar muito do triste viu! Enfim, se você namora e é mais uma dessas pessoinhas comuns que acha que tudo o que eu falei é bobagem, vai lá comprar mais um buquê de rosas vermelhas. Porque não tem coisa mais romântica que isso né? AAAH VÁ!

Romântico é um café na cama, um cafuné gostoso e um abraço apertado. Romântico é um passeio de mãos dadas pela praia admirando o pôr-do-sol. Romântico é ver que a pessoa não sente vergonha de demonstrar o que sente por você em público (sem exageros, por favor). Romântico é rachar a conta do motel, da lanchonete, do cinema, da sorveteria.

É por isso que meus namoros não dão certo. Porque não existe ninguém no mundo que entenda como é ser sistemática e chata desse jeito. É por isso que eu gosto DEMAIS da fase em que eu estou agora. Conhecendo gente interessante o tempo todo e sendo muito feliz. É por isso que no dia dos namorados vai ter festa do pijama em casa, só para meninas. Nada melhor que passar o dia dos namorados acompanhada do Johnny Depp e do Brad Pitt.

Sacrifice.

Eu só me sacrifico em alguma coisa se for realmente muito, mas muito importante. Talvez seja por isso que nenhum namoro meu durou. Chega na hora de sacrificar um monte de coisas pelo outro e eu pulo fora. Não é errado se preservar.
Dessa vez, resolvi que não quero sacrificar minha saúde. Principalmente a mental, porque já sou estressada demais, imagine se eu acordasse às 5 da manhã todos os dias!

Pois é, fiquei muito chateada, mas eu sei que não conseguiria. Conheço meus limites e no momento isso não é tão imprescindível assim.
Eu tenho a faculdade e deixei ela bastante para trás para me dedicar a um treinamento que nem vou começar a colocar em prática agora. Tudo bem, seria pior sacrificá-la ainda mais tendo horário a cumprir e cliente a atender. Não renderia em lugar nenhum e eu só iria querer dormir.

Quando começar a trabalhar na minha área, nenhum sacrifício será demais. Quando você ama o que faz, você nem se sacrifica vai, faz por prazer. Okay, isso não inclui-se no tal do "namoro", porque aí é uma conversa mais complicada que merece um post separado.

Enfim, só precisava desabafar. Não estou sendo incapaz, estou sendo sensata. Posso prever as consequências antes de acontecerem, porque eu já vi isso antes. E não, não seria diferente.

Não me arrependo de ter me dedicado. Afinal, na próxima vez eles me chamam de novo. Só não posso me sacrificar por algo que eu sei que não vou amar (de jeito nenhum) e que pode me fazer mal para a saúde. O meu futuro está em outro lugar. Na Avon e nos cachecóis, HAHAHAHAHAHA.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Transparente.

Não digo que eu presto, porque é mentira. Não digo que eu vou fazer as coisas, porque eu sei que SEMPRE vai acontecer alguma coisa que não vai me deixar fazer.
Não gosto de buquês de rosas e nem de telemensagens. Não gosto de gente no meu pé querendo saber aonde, com quem e que horas volto. Não tenho educação: arroto, cuspo na rua e falo palavrão excessivamente. Sento de pernas abertas e não cedo lugar para idosos no ônibus.

Não sei andar de salto alto e adoro meu cabelo curto. Só uso esmaltes fortes e as minhas unhas nem são compridas. Não gosto de brincos, florzinhas e borboletinhas. Não vou à igreja e não acredito na bíblia. Não gosto de matemática e me sinto muito desconfortável perto de pessoas que fazem conta de cabeça.

Eu gosto de all star, havaianas e praia. Gosto de tulipas amarelas, roupas antigas, conversas bêbadas e brisas constantes. Atravesso a rua correndo, porque tenho medo de morrer atropelada. Odeio sentir dor, mas tatuagem, alargador e piercing são quase prazeres sexuais. Assim como coçar. Quando coço os olhos, nariz e pernas eu tenho orgasmos múltiplos!

Adoro sexo. Sexo é imprescindível para uma vida saudável. E não acredito que só façamos isso para procriar. Por que é que o animal não pode sentir prazer, certo? Eu gosto de aventura e sempre me imagino fazendo coisas em lugares proibidos, porque o clichê de que 'o que é probido é mais gostoso' não passa de um PUTA FATO.

Eu sou sincera e transparente, mas posso ser tão falsa e mentirosa que só quem me conhece de verdade consegue saber que estou mentindo. Sou falante demais e não consigo entender como as pessoas conseguem ser normais. E claro, isso me irrita.
Eu tenho muitas vontades, muitas mesmo. E hoje eu cheguei à conclusão de que prefiro acordar arrependida do que passar vontade.

Eu sou irresponsável com as minhas coisas, mas com as contas da casa eu gosto de ser certinha. Não sou certa das ideias e sou viciada em internet. Entro e saio do orkut e fico no msn o dia inteiro. Isso atrapalha a minha vida, mas tenho que aproveitar enquanto eu posso fazer isso. Logo é hora de crescer de novo.

Já enchi linguiça demais aqui. Aliás, QUEM MANDOU TIRAREM O TREMA DA LÍNGUA PORTUGUESA? Pingüim sem trema, NÃO é pingüim! Odeio essa porcaria de reforma ortográfica!

Acho que nunca vou namorar por 1 ano. 365 dias são dias demais pra uma pessoa como eu. Sabonete, como diz a minha mãe: quanto mais me pressionar, mais eu vou escapar. Eu gosto de CHOCAR A SOCIEDADE. E cansei de escrever. Perdi totalmente o rumo. Como sempre. Aliás, rumo e juízo são coisas que eu nunca tive e acho que nunca terei.

sábado, 5 de junho de 2010

I hate seagulls - Kate Nash.

"Eu odeio gaivotas e eu odeio ficar doente
Eu odeio queimar meu dedo na torradeira e eu odeio lêndeas
Eu odeio cair
Eu odeio ralar meu joelho
Eu odeio tirar a "casca da cicatriz/machucado" cedo demais
Eu odeio ficar com dor de dente
Eu odeio todos os erros que cometo
Eu odeio "rudes-ignorantes-bastardos" e odeio esnobismo
Eu odeio quando à quem eu sirvo batatas fritas não quer falar comigo

Mas eu tenho um amigo com quem eu gosto de ficar
A qualquer momento eu posso encontrá-lo
Eu gosto de dormir em sua cama
Eu gosto de saber o que está passando pela sua cabeça
Eu gosto de ter tempo, e eu gosto da sua mente, e eu gosto quando sua mão está na minha
Eu gosto de ficar bêbada durante as músicas na praia
Eu gosto de colher morangos
Eu gosto de cream tea e gosto de histórias de terror
E meu coração bate mais forte toda vez que nos encontramos
O tempo está passando e seu sorriso é quase como uma memória
Mas você voltou e eu estou bem pois você está comigo
E eu estou apaixonada por você
E eu não consigo encontrar as palavras para fazer isso soar bem, mas,

Honestamente, você me faz forte!
Eu não consigo acreditar que encontrei alguém como você
Espero que continuemos assim
Porque você é tão legal e eu estou apaixonda por você
Oh, Ohoh, Oh, Oh, Ohoh, Oh, Oh, Ohoh..."



Só porque essa música é TÃO fofa *-*

How can I rest as I must?

Eu deveria deitar agora e ficar bem quietinha, porque tecnicamente era pra eu ter feito o que me propus a fazer: meus trabalhos. Mas como eu descanso? Minha cabeça não pára um segundo! Penso em zilhões de coisas ao mesmo tempo e acontece tudo ao mesmo tempo que meu, não parei pra respirar ainda.

Mais um desabafo esporádico de uma pessoa tão peralta quanto eu. Mas tudo bem, sei que logo isso vai passar, mas parece que não passa. É uma ansiedade tão grande que às vezes acho que vou morrer!
Já são quase 8 da noite e eu não fiz nada porque fiquei pensando um monte de coisas e tralalala.

É, eu não tenho condição. Vou procurar um analista!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Super gêmeos, ativar!



Você tem alguma coisa diferente. Deve ser porque é igual. Sabe aonde é certo colocar o ketchup e mantém rituais com instrumentos. É um encantado por mãos e tem uma loucura peculiar nos olhos. Ri de modo engraçado e dorme muito. Canta e toca com suavidade e calmaria. Gosta de Camera Obscura e fala 'caaara' muitas vezes em um contexto só.

Os pensamentos que lança no ar são gêmeos e cruzam-se em cada esquina com os meus.
É como se adiantasse o que eu ia fazer (vice e versa). Como se nos conhecessemos desde sempre. Mas a sabemos que não é assim.
Gosto de estar só e você também. Sentimos muito bem o gosto da liberdade.
Nós falamos muita bobagem e rimos de braguilhas esquecidas.

O doce dos deuses é de leite em pó e multiplicamos para dividir. E a sinceridade arde sofridamente na pele. Duas matracas soltas sem controle. Muita hipnoze pelo violão de 3 cordas. Muita vontade de vê-lo com 6.
Conversa séria do meio da festa. Todo mundo muito louco e tanta cor dançando.

Super gêmeos, ativar! Pensamentos que se entendem com pouquíssimo (ou nenhum) esforço. Uma identificação impossível de explicar. E um carinho. Se tornou importante e impossível de abandonar. "Eternamente responsável por aquilo que cativas..." saca?

E os dias e anos irão passar, mas isso com certeza não irá. Porque os amigos são a família que a gente escolhe e eu escolho ter você sempre presente na minha vida.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Adoro o inesperado.

O nome já diz. Você não espera nada, não cria expectativa nenhuma em cima de absolutamente porcaria nenhuma e quando você vê, está sendo recompensado. Os fatos acotecem de maneira pitoresca. É muito engraçado. Adoro saber que isso sempre acontece. E que quando acontece quando a gente menos espera, é muito difícil (se não for impossível) esquecer.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Bom dia dona Maria.



Bom dia dona Maria, como a senhora está? Me parece um tanto tristonha. Não está? Que bom. Vejo que está agitada hoje. Aconteceu alguma coisa? Não? Sério? Que bom.
Não quer dançar um pouco? Agora não, só mais tarde mesmo? Certo. O que a senhora foi fazer em Salto? Só passear? Ah foi olhar a situação da rodoviária. E a senhora gosta de trabalhar assim em Itu também? Ah é bom para passar o tempo, entendi.

Dona Maria, vai manobrar o ônibus? Não? Ah vai só orientar o motorista. Que legal. É nesse que eu vou embora. Pois é, já. Vou para Indaiatuba fazer um trabalho da faculdade ainda hoje! É dona Maria, a gente tem que correr.


Tem certeza que a senhora está bem? É que eu me preocupo com a senhora. Não sabe de si e demonstra ser tão feliz com seus olhos cheios de bondade. Tudo bem, ficarei tranquila. Sei que nos veremos em breve por Itu, agora trabalharei aqui. É sim dona Maria, lá mesmo. Nos vemos então. Obrigada por conversar comigo de longe, com os olhos dançantes. Dona Maria, tão incerta sobre tudo, mas tão feliz.