Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Arritmia.

Eu vejo a minha vida correndo. Corre e até me deixa para trás. É estranho sentir-se expectador de si mesmo. Às vezes eu me sinto como Tyler Durden. Um eu que é o que eu gostaria de ser sempre, mas não dá. E depois me sinto o anônimo, o narrador.
Aqui estou sendo o narrador. As insatisfações estampadas na cara e o desânimo. Como se faltasse muita adrenalina correndo nas veias e aquela angústia de querer fazer alguma coisa muito louca sem temer.
Se ao menos eu tivesse um carro. Iria correr com meu fusquinha azul calcinha por aí. Sem falar que poderia fazer muitas coisas dentro dele. Ilícitas.

Sou ilimitada. Quero mais. Sou bipolar e confusa. Quero menos. Não, tá bom assim. Vai saber. Existem horas que me pego falando comigo mesma sobre alguma coisa e percebo que sou bastante satisfeita com as coisas que eu tenho, mas em outras horas é como se a satisfação se esvaísse como pó. Tem alguém cheirando a minha satisfação. Mas eu não ligo. Sei que passa. Tudo passa.

É tão complexo e ao mesmo tempo tão simples. Existem dias que tudo o que eu preciso para me sentir feliz é um oi simpático ou um abraço gostoso. Outros em que nem todas as declarações de amor/amizade do mundo me deixam bem. Outros em que dormir, basta.
Hoje é dia de dormir. Mas não recusaria um abraço. Jamais recuso um abraço. Sinto falta de abraços na minha vida. Principalmente o da minha mãe, que é meloso e tudo o mais, mas eu não vivo sem. Aliás, vivo né. Mato a saudade de 6 em 6 meses.

Eu de novo aqui, com mais lamúrias. Sou egoísta demais às vezes, egocêntrica também. Mas quem não é? Engraçado como eu sou um monte de coisas ao mesmo tempo. Paro para pensar se um dia eu não vou explodir de tanta coisa que eu sinto, penso, faço e quero. Acho que é por isso que eu tenho arritmia cardíaca. Quando estou prestes a explodir, meu coração acelera e eu me lembro como é que se respira. É, eu sempre esqueço de respirar. Até pra tirar fotos.

Mas é assim mesmo. Uma arritmia aqui, um abraço ali, uma dormida e a vontade de ter um fusca numa garagem que nem existe.
Tyler Durden nos momentos de prazer e confiança. Narrador anônimo numa segunda-feira fria e sem graça.

Eu queria sentir a minha arritmia agora. Porque quando meu coração acelera, fico sem fôlego e lembro de respirar, me sinto viva. E apesar de vegetais serem seres vivos, eu sinto que agora eu sou como um alface.

Um comentário:

  1. Nossa Jú esse seu post reflete muito essa fase que eu tô vivendo !!

    ps: meu fusca seria roxo

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