Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Bom dia dona Maria.



Bom dia dona Maria, como a senhora está? Me parece um tanto tristonha. Não está? Que bom. Vejo que está agitada hoje. Aconteceu alguma coisa? Não? Sério? Que bom.
Não quer dançar um pouco? Agora não, só mais tarde mesmo? Certo. O que a senhora foi fazer em Salto? Só passear? Ah foi olhar a situação da rodoviária. E a senhora gosta de trabalhar assim em Itu também? Ah é bom para passar o tempo, entendi.

Dona Maria, vai manobrar o ônibus? Não? Ah vai só orientar o motorista. Que legal. É nesse que eu vou embora. Pois é, já. Vou para Indaiatuba fazer um trabalho da faculdade ainda hoje! É dona Maria, a gente tem que correr.


Tem certeza que a senhora está bem? É que eu me preocupo com a senhora. Não sabe de si e demonstra ser tão feliz com seus olhos cheios de bondade. Tudo bem, ficarei tranquila. Sei que nos veremos em breve por Itu, agora trabalharei aqui. É sim dona Maria, lá mesmo. Nos vemos então. Obrigada por conversar comigo de longe, com os olhos dançantes. Dona Maria, tão incerta sobre tudo, mas tão feliz.

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