Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ponte pênsil.

A ponte nem balança tanto assim, mas você tem medo ao olhar para baixo. Dá medo de cair alguma coisa do bolso, de enroscar o chinelo, de tropeçar. A ponte balança para lá, para cá e você anda em linha reta olhando em um ponto fixo. O outro lado sempre parece longe demais, mas não é.

As amizades são como pontes que balançam. Você confia que não vai cair, que apesar de balançar você vai chegar bem do outro lado. Seu amigo é o ponto fixo lá longe e a ponte a amizade. Quando abalada é difícil até enxergar o que tem do outro lado.
Pior ainda é saber como fazer para consertar isso. Será que dá?

É aí que você para no meio da ponte balançante e não sabe para onde ir. Você vai na direção de quem te abalou ou volta? Eu volto. Sempre volto. Eu preciso voltar. Não consigo caminhar e nem enxergar quando isso acontece. Eu volto para poder pensar e respirar. Só assim é que eu posso tentar de novo depois de um tempo.

Essas pontes são muito complicadas. É difícil ter pontes assim. Mas você sabe que mesmo que elas balancem, elas são indestrutíveis. Talvez nem tanto, mas você sempre pode tentar atravessar de novo.

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