Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

sábado, 26 de junho de 2010

You shimmy-shook my boat.

Balancei para todos os lados, nem senti. Ia para frente e para trás somente sentindo a vibração. Era você me embalando pela cintura. Eu ali, tão vulnerável e embriagada numa noite qualquer.
As luzes que eu via eram difusas não me deixavam pensar aonde eu estava. Só sabia que me senti em um barco que balançava em ondas suaves, ondas sonoras.
Foi você, querido. Você balançou meu barco. Balançou meu barquinho a remo e meus remos caíram n'água. E agora? Será que vai continuar balançando quando você acordar? Será que mesmo sem remos você vai balançá-lo comigo para outro lugar?

Nossa embriaguez se foi junto com a noite. O sol nasceu e beijou nossos pés pela janela do meu quarto. Acorde meu amor, já é hora de fazer uma vela para esse barco que não é mais de um só. Assim ao invés de balançar ele vai navegar e nos levar na direção do horizonte. E depois do horizonte, o que vem só pode ser grande. Assim como o futuro que já chegou.

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