Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

domingo, 19 de setembro de 2010

Hole.

Dentro de mim existe coisa demais. Mas existe um buraco tão grande, que acaba cabendo tudo e um pouco mais.
Como em alguns dias de manhã em que acordo antes de você, e você está dormindo com a cara amassada e todo torto. Me dá vontade de arrumar sua coberta e te beijar a testa. Aí você abriria os olhos, sorriria e voltaria a dormir feito um anjo.

Me dá vontade de desistir. Encontrar uma válvula de escape e fazer vazar todo o desejo e toda esperança de que algum dia o vazio seja preenchido por você. Assim como me dá vontade de te pegar às vezes, e te encher de sopapos. Juro que tem hora que você merece um puxão de orelha. Mas infelizmente, não sei porque, só consigo ser boazinha com você.

Só falta eu sair por aí gritando que dentro de mim estou clamando por sua presença. É que eu gosto muito dela. Me sinto bem se está por perto, se atende as minhas ligações e se passa o dia dormindo e depois ajuda na cozinha.
E todas as vezes que te olho de longe, fico pensando em como seria se tudo fosse diferente. Em como seria se eu pudesse tomar todas as atitudes que tenho vontade quando estou perto de você. Fico imaginando como seria bom se fosse real o que tem passado na minha cabeça. E como seria a melhor coisa do mundo, termos segurança.

Não desisti por medo de fazer a coisa errada e deixar passar a chance. Não desisti por medo de perder as ilusões que eu já alimentei. Mas é tão difícil tentar sozinha. Tentar sem saber se é isso mesmo ou se esse esforço é vão.
Queria acordar amanhã, com você do meu lado. Olharia para você todo torto, te cobriria direito e encheria você de beijinhos matinais. Aí acordaríamos e você me faria um café bem forte. Sem contar na quantidade certa de açúcar...

As coisas estão acontecendo sem rumo. As coisas estão andando e eu não estou sabendo lidar com muitas delas. E amanhã elas já mudaram de novo. Só queria você por perto mais um pouco. Juro que não vou te atrapalhar. Mesmo que em silêncio, me faz companhia?

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