Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Me olho no espelho e o que vejo é um reflexo velho e cansado.
Os cabelos mal cuidados, olheiras profundas e um sorriso sem sal que mostra claramente a pessoa deprimida que está ali.
O que aconteceu com aquela jovem cheia de vida, que sorria com o sol dentro do coração?
Por que aquela jovem, tão bonita de cabelos brilhantes, está deixando que os problemas a puxem pra baixo outra vez?
Uma garota que era tão simples e despreocupada, hoje anda por aí com uma angústia dilacerante nos olhos e vive se perguntando: "quando isso vai passar?".
Parece até que meu coração secou um pouco também. Às vezes ele fica meio acuado e amargo. Nem parece aquele bobo alegre.
Antes eu olhava no espelho e me enxergava cheia de força, coragem, nenhum medo de enfrentar o que fosse. Agora eu enxergo alguém que quer ser assim de novo, mas que agora possui apenas uma semi-vida, que não sabe se faz algum sentido.

É chegada a hora de mandar essa eu embora. Essa velha rabugenta que vive pensando coisas ruins. Resgatar a parte da minha alma que tem a mesma idade que eu, 20 anos, não 80 como tem parecido. Resgatar meus sorrisos sinceros e as verdades que eu sempre disse (doa a quem doer). Jogar fora as coisas ruins daqui de dentro. Renovar todo o estoque de pensamentos. Arrumar os cabelos, tirar as olheiras...voltar a me sentir bem comigo mesma.

É chegada a hora de dizer adeus para aquela garota tão tristonha, que chora sem notar. Agora quem vem no lugar, é aquela garota que quando sorri, carrega o sol no coração e ilumina tudo a sua volta.

sábado, 23 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Eu tenho me sentido feito cego em tiroteio. Não sei pra que lado eu vou e não sei qual escolha fazer. Parece que eu só tô levando, deixando rolar. Dentro de mim, tem um emaranhado de perguntas sem resposta que só me levam cada vez mais perto da insanidade.

Às vezes eu tenho a impressão, de que mesmo tendo um mundo de opções nas mãos, não tenho opção nenhuma à minha frente.
Tudo parece tão distante, tão difícil. Será que era pra ser assim mesmo? Será que eu tenho que continuar tentando? E se eu desistir, o que vai acontecer? Se eu desistir, vai ser fraqueza ou cansaço?

Me sinto tão só e também tão rodeada. A realidade se confunde o tempo todo. Fico pensando se não é só mais uma peça que a vida prega. Fico pensando se serei recompensada por tanto esforço. Eu me esforço mesmo ou só falo sobre isso? Eu já nem sei.

Não sei quem eu sou. Nunca fui como estou. Essa outra eu, ainda não conheço bem e sinceramente, não gosto muito dela. Ela vive com medo. Ela vive chorando. Ela vive sonhando acordada com os dias melhores que virão. Ela age e cansa. E cansa cada vez mais.

Preciso de ajuda. Preciso que esse peso saia das minhas costas, para poder voltar a acordar com a cabeça leve sem preocupações. Sinto que se algo não mudar, vou definhar e não quero desistir dessa experiência maravilhosa chamada VIDA.