Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Me olho no espelho e o que vejo é um reflexo velho e cansado.
Os cabelos mal cuidados, olheiras profundas e um sorriso sem sal que mostra claramente a pessoa deprimida que está ali.
O que aconteceu com aquela jovem cheia de vida, que sorria com o sol dentro do coração?
Por que aquela jovem, tão bonita de cabelos brilhantes, está deixando que os problemas a puxem pra baixo outra vez?
Uma garota que era tão simples e despreocupada, hoje anda por aí com uma angústia dilacerante nos olhos e vive se perguntando: "quando isso vai passar?".
Parece até que meu coração secou um pouco também. Às vezes ele fica meio acuado e amargo. Nem parece aquele bobo alegre.
Antes eu olhava no espelho e me enxergava cheia de força, coragem, nenhum medo de enfrentar o que fosse. Agora eu enxergo alguém que quer ser assim de novo, mas que agora possui apenas uma semi-vida, que não sabe se faz algum sentido.

É chegada a hora de mandar essa eu embora. Essa velha rabugenta que vive pensando coisas ruins. Resgatar a parte da minha alma que tem a mesma idade que eu, 20 anos, não 80 como tem parecido. Resgatar meus sorrisos sinceros e as verdades que eu sempre disse (doa a quem doer). Jogar fora as coisas ruins daqui de dentro. Renovar todo o estoque de pensamentos. Arrumar os cabelos, tirar as olheiras...voltar a me sentir bem comigo mesma.

É chegada a hora de dizer adeus para aquela garota tão tristonha, que chora sem notar. Agora quem vem no lugar, é aquela garota que quando sorri, carrega o sol no coração e ilumina tudo a sua volta.

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