Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


Libertad en sus ojos.
Quiero conocer tus manos
Mirar la luna
y viajar contigo
para lejos de aquí
Estoy a sus lado, enamorado.
Vos en mis sueños
nosotros bailando
en la luna
el mar encantando
mi vida empezando
un nuevo día
de amor
y calor.
Tus colores...
el viento...
todo lo que siento 
veo, oigo, quiero...
Parecem con vos. 

domingo, 2 de dezembro de 2012

...

Chuva, mar, vento.
Um sonho, um sono
um alento.

Desejo perdido na 
lua
minha mão
encostando na sua
e o céu 
a desabar.

Tal como um sonho
sincero,
é com a chuva,
mar e vento
que espero
e irei te encontrar...

Fui procurar palavras
pra escrever um poema pra você.
Me deu um branco total,
não sei, fiquei irracional.
Queria encher-lhe das mais
belas palavras e do mais belo
sentido que pudesse encontrar...
aí me atrapalhei, tropecei, caí
e no fim nem encontrei.
Mas você vai entender
que o que eu queria dizer
é que é tão bom conhecer você.
Aí eu lembro que também queria
dizer que é bom lhe falar, rir
e dançar.
Eu queria mesmo escrever umas
rimas, mas não consigo, as
palavras esvaem-se dos meus dedos
sem que eu possa expressar o que
eu sinto, com a beleza que eu queria.
Tudo bem, agora já foi.
Você vai ler e concluir que eu tentei
falar sobre amor.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Meu coração acelera
mesmo de longe
ele espera e espera
Não corre sozinho
vai seguindo o caminho
que leva até você
É um caminho distante
e correndo adiante
te encontrei
Foi dado o abraço
consumado o fato
Amassado
o tato.
Paixão incessante
um dia radiante
E meu coração acelera
mesmo de longe.
Ele espera e espera
você chegar.

terça-feira, 27 de novembro de 2012


Yo conocí una chica
hermosa y tan amorosa
que mi corazón paro
No sé que paso
se que hoy la chica
me enamoro
Yo quiero saber
su nombre
Yo quiero tener
sus besos
me voy agarrar sus manos
contemplar sus ojos
y nada más
Entenderá entonces
que soy el sueño
que tanto ganas
Quiero
te quiero
me quiera
chiquita
me quiera
también

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Não sei falar de outra coisa (que não seja amor)

Não sei falar de outra coisa
que não seja amor
Não sei escrever sobre
o tempo
os dias
e as más notícias

Escrevo o coração
e a alma
mesmo que às vezes
a toa, 
porque assim
me sinto boa

Não sei falar de outra coisa
que não seja amor
Não sei escrever sobre
o tempo
os dias
e as más notícias

Tiro o peso
que tenho que carregar
E falo de amor
todo tempo
mesmo quando 
eu invento
consigo enxergar

Não sei falar de outra coisa
que não seja amor
mesmo que aqui no peito
prevaleça a dor

E algum dia
você vai chegar
Me olhar dizendo:
- Pára de falar de amor
vem me amar por favor
seja onde for

É pra lá que eu vou
com o nosso amor.

Foi aí

Foi aí que eu parei
e pensei
e sentei
e lembrei
do quanto eu chorei
por você

Não quero mais te ouvir
nem sentir
nem pedir
volta pra mim

Foi aí que eu percebi
que o nosso amor
se acabou
e terminou
de vez
aqui


Foi aí que eu parei
e pensei
e sentei
e lembrei
do quanto eu chorei
por você


E eu só queria
te fazer feliz
te amar como
eu sempre quis

Mas outra vez
me decepcionei
quando o vi
e não vi
nada mais


Foi aí que eu parei
e pensei
e sentei
e lembrei
do quanto eu chorei
por você

Foi aí que eu entendi
que pr'eu ser feliz
e você também
temos que fugir um do outro
ao infinito
e além

...fugir um do outro
ao infinito e além.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Coisa estranha no peito
uma dor que não sai
de nenhum jeito

Queria sair correndo
fugir e não voltar mais.
Um lugar desconhecido.
Vivendo.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Perto do sentido, incompreendido...

Ainda não foi dito o adeus
é um medo, não sei
Quero fugir e nunca mais
ouvir o teu nome outra vez

Quantas vezes mais
haverá de não compreender
quantas vezes mais
irá ferir estes corações

Jamais cessará o orgulho
onde não existe espelho
Nada faz sentido, tudo
chegou ao fim.

É hora de ir embora
e recomeçar
em outro lugar
e dizer de vez, adeus.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Meu sangue ferve quando eu digo verdades

Não gosto de falsidade. 
Não gosto daquele tipo de gente que 
joga palavras e atitudes errôneas ao vento. 
Afinal, o que é certo, errado, verdade, mentira?
O que é CERTO, é o que você faz e não prejudica a NINGUÉM.
Talvez a si mesmo, mas para aprender sobre
algumas verdades e mentiras da vida, nos prejudicamos,
por nós, outros.
E tentando afastar a falsidade dos que te sorriem e esfaqueiam,
é que você sente o sangue ferver.
A verdade está no olhar.
E se esse olhar hesitar,
nem vale a pena continuar.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Meus olhos insistem em tentar enxergar as entrelinhas das coisas que você diz.
Meu coração não decifra, meu cérebro se confunde. Tal como você, me ilude.
Meus pés parece que nunca chegarão a acompanhar os teus passos, apressados
e inconstantes.

Eu não queria ir embora. Foi uma fatalidade. Não queria me despedaçar e nem
a você. Muito menos poderia imaginar que um dia iríamos querer nos recompor, juntos.

Mas eu sinto que não sei jogar e tenho perdido pedaços de você no meio do caminho.
E nessa volta inteira que o mundo está completando, eu quero me encontrar com você.
Quase que faz um ano, que vi teus olhos pela última vez. E deixei seus braços me dizerem
adeus.

O que dói é não saber quanto de nós nos recompomos realmente. O que dói, é
nunca prever e entender o que diz à distância.
Que os teus braços me envolvam e teus olhos me digam a verdade. E restou mesmo
todo amor que a gente guardou, ou sobrou só a saudade...

Meus olhos cansaram-se de não se iluminar por não ter você aqui.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Tão diferentes
tal como água
vinho, cerveja
ou um conhaque qualquer...

Tão parecidos
desconfiados
esquisitos
inconformados
intranquilos...

Sem sentido,
paraíso perdido
de saudade
Sofrimento passado
um novo começo
ao seu lado...

Depois de ouvir
a razão suprimir
os desejos do coração
depois de tentar,
fugir em vão...

Batidos, mexidos
homogeneizados,
unidos...

Um amor oprimido
foi embora.
Sem demora a liberdade
trouxe novo amor
agora...

Aventura que se
estende no planeta
eu e você
na cauda de um
cometa.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Segui o horizonte
cheguei logo
de fronte
aos teus olhos de bronze

Coração triunfante
de desejos gigantes
Um sonho distante
realizou-se num instante

Naveguei nesse mar
onde o barco, chegou
a voar
Lá no ar, bem no ar

Segui o horizonte
Com seus olhos
 de bronze
logo de fronte

Naveguei nesse céu
onde as nuvens eram
como um véu

Meus sonhos...
teus lábios vermelhos
você no espelho
arrumando o cabelo


Naveguei nesse mar
onde o barco, chegou
a voar
Lá no ar, bem no ar



sábado, 20 de outubro de 2012

O que se espera...

O que se espera do tempo
desatino do destino
uma surpresa inimaginável.

O que se espera do amor
inigualável, incomparável.
Da saudade descabida
verdade sofrida
do ter e não ter.

O que se espera do dia
que será chegada a hora
de ouvir e ver o que será
do destino. Desatino.

Despindo-se de toda mágoa.
Deixando em águas passadas
aquilo que machucou.
Um novo começo...

O que se espera de um final
um começo melhor
um amor imortal.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

E fez-se o fim dos tempos, sem você aqui.
Sem teu riso, teu pranto e encanto.
Acabou-se tudo. Esvaíram-se até mesmo
os pássaros, o sol e também as pessoas
deste lugar.
Meus olhos já se cansaram de debulhar.
As lágrimas quase que me afogaram.

E fez-se o silêncio, sem você aqui.
Como se houvesse ido embora o som.
Como se nada mesmo estivesse comigo. Nada.
Eu então estava no nada.
Olhando para todos os lados.
Queria te encontrar como que por sorte.
Mero acaso ou destino.

E fez-se o adeus.
As luzes se apagaram no nada.
Meus olhos cessaram, e eu,
sucumbi.
Deixa expulsar do peito
isso que não parece direito;
te amar.

Porque nem sempre
poderei ver o mar
nem nos teus olhos irei
me encontrar.

Talvez seja um sonho
quem sabe, aconteceu
Mas o que importa
é que você abra a porta
e saiba que sou eu.

Percorrer o mundo
falando do amor
ouvindo a dor.

O que realmente importa
é que não feche a porta
e me deixe entrar
E amanhã nada será
além dos teus olhos de mar.
Todos estão partindo.
Já fui eu.
Já foi ele.
Já foi ela.
Foram eles.
Olhei pela janela,
Ultimo adiós,
hasta luego ou
até algum dia.
Você disse pra mim
que talvez seja o fim.
Mas eu entendi,
como se fosse o sim.

Mar de espelho
Olho vermelho
dia esfumaçado.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Um entra e sai interminável
de pessoas trazendo a completude
dos momentos em que passam
juntos.
A dádiva de todos os presentes.
E quando alguém vai embora,
não deve-se deixar tempo para haver tristeza.
Absorvemos tudo.
Recordamos com  paixão.
Coração em chamas funciona assim.
Entra e sai interminável de pessoas
que ensinam que não vale a pena amar
se não se deixar engolir pelo amor.
É pouco.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Não sei se são seus olhos.
Talvez sejam seus cabelos longos, aloirados nas pontas
caindo assim, sobre testa.
E seu sorriso cheio de vida, euforia,
só de lembrar, tremo as pernas.
Uma melodia saindo de seus lábios
dançantes na névoa.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Livre.

Ele vai mais rápido que o vento.
Mais ligeiro que a flecha lançada.
Como um raio. Um cometa.
Talvez um marciano. Um astronauta.
Um tritão...
De fato. Voava. Não podia esperar.
Quando ficava, realmente estava ali.
Era uma eternidade, cada segundo.
E levantava-se para ir embora, sem pressa.
Um tchau/adeus/até logo.
Ele vai embora. Em breve ainda mais longe.
E não tem nada que prenda, nada que faça
ficar. Porque está sempre de passagem, por
todo lugar.
Livre.
Admirável.
Inteligente.
Indomável.
Com todo o coração e alma, entrega-se.
Quando ele for embora de vez, lembrará
do que aprenderam/fizeram.
Em outros lugares, em todos eles,
haverão muitos outros.
As pessoas todas livres.
Elas, eles. Todos.
Sempre.


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Estranho sentir falta de alguém que nunca foi seu.
Alguém que você só pensou ser, por alguns segundos, um novo amor.
Uma paixão passageira, avassaladora, nervosa.
E tem mais adiante?
Não há dúvidas.
Até você chegar, sonhar é o que resta.
Espero. Quero, você aqui.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O sorriso mais lindo do mundo

Você sorri com os olhos
os canto dos lábios, úmidos
o peito inflado
os dentes alvos

As costas, os ombros
o tronco, os braços, pernas
tudo na mais perfeita conjunção
tudo perfeitamente proporcional.

E o sorriso mais lindo do mundo.
O riso baixo, o riso alto, o riso enroscado
Um pedido abafado...

Fique.
Sorria mais uma vez.
Ao menos assista comigo o pôr do sol.
Quem sabe o anoitecer
deixar acontecer...

O sorriso mais lindo do mundo
é o que eu mais quero ver.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Amor

O que é?
O que foi?
O que será?
São as borboletas no estômago?
É o beijo no olho?
São os gritos abafados?
São os banhos demorados?
São os olhos em chamas?
Que mais seria se não fosse
o gosto da cama, a cor do seu pijama...

Amor
Não sei.
Não senti.
Não vivi.
Enxerguei.
Não peguei.
Quis fugir.

Não sei o que é.
Só sei que ouvi,
Foi uma voz que me disse
Que continuar assim triste
Não leva a lugar algum.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Talvez eu queira mais do que só esse flerte
quero mais, quero ver-te
ter
o que foi que houve?
Onde está?
Esteve ao lado dela todos estes dias...
agora comigo passa algumas horas, se satisfaz...
não. Tem que querer mais.
01:01 e eu desejo você aqui.
Meu sonho.
Conosco só poderá servir
a liberdade.
Mas como será?
Aceitar o que for,
não morrer de amor.

Quero ter você.

Hoje, ao amanhecer.
Não vai ir embora agora, fica.
Hoje é nosso dia.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

I thought of you

O rosto dela enterrado no seu ombro, dizendo coisas que não pude ouvir.
Talvez, se pudesse, também não conseguiria entender.
Um abraço. Alguns segundos que demoraram muito. 
Caminhando na mesma direção, com gestos significativos. Ou não.
Eu penso o tempo todo, naquelas cenas se repetindo.
Dos teus olhos no meu corpo, sorrindo.

Como depois de todos os sonhos, some tudo.

Eu pensei em você por um breve momento ao acordar
e sentir seu cheiro no travesseiro.
E houve aqueles minutos em que houveram ofegos, afagos,
amassos...
E todo nosso sexo, algo assim, sem nexo.
Eu te entendo e você a mim, não sei como, mas é assim.
Embora eu veja, você com ela. Entenda, você e ela.
Como pode ser? Como poderia?
Não sei.
Nada sei.

O que na realidade importa
é que penso em você quando estou fora de órbita.
E quando está presente, é pra onde eu vou. E
você junto.
E eu sinto muito que a realidade seja tão surreal,
mas é o que temos a oferecer por hora.
Obrigada.

E os dias passam em silêncio até o próximo
encontro, próximo sonho.
Que será? Será real? Sonho? Não sei.
Ao passo que sonho/vivo/vejo/penso/sinto
não sei de mais nada.

E como iria querer outra coisa na vida
a não ser vir aqui agora, pra te dizer,
que hoje, pensei em você.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Não posso morar
em um lugar
sem mar.
É como
não respirar.
Como tentar
respirar no mar.
Afogar.
Secar.
Eu tenho que viver
junto do mar.
Bem perto
pra poder
descansar.
Quero me apaixonar por ele.
Mas também quero, que ele se apaixone por mim.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

De um coração
que chora
saudade é mais
que demora
É o choro
a distância
vontade
e esperança.

Antes de você ir

Antes de você ir embora
Podemos passar um tempo juntos.
Sei lá, fazer uma aventura 
Sair embalados por céu, sol e mar.
Eu quero desde logo cedo, 
no café da manhã, almoço e jantar.
Um em cada lugar.

Antes de você ir embora
Que tal se jogar nessas nuvens?
Travesseiros macios de plumas
Um toque suave. Arrepio.
Nossas mãos, bocas, pernas, quadris,
Em harmonia.
Os olhos. Os sorrisos. 

Antes de você ir embora
Deixe-me te dar um abraço
apertado, um beijo colado e
o mais sincero afeto. 

Quando você for embora, lembre-se
da breve e intensa que viveu comigo. 
Lembre-se de outras aventuras
e viva novas, muitas delas!

Que o mundo está aí para ficarmos 
e irmos embora.
Ironicamente nosso grande/pequeno mundo,
nos coloca no mesmo caminho
algum dia.



Que seu novo caminho, seja uma linda aventura. A melhor de todas!

Tive um sonho

Essa noite eu tive um sonho
Difuso, confuso
São cenas reais demais
E assim não sei
se realmente sonhei

Com os cabelos
e coxas grudadas
Com os olhos,
órgãos em chamas

Hoje vi a sua silhueta
na minha cama
Me deixou sem reação
Só bater do coração

Era você chegando perto
Suas mãos direcionadas
Meus olhos se fecharam,
quando abri, seu sorriso.

Tudo iluminou-se;
Em teus braços
Meus braços
Nossos braços
Descanso.

E fora um sonho
tão real.
Mas quando acordei
na cama, só tinha eu
Em volta, só tinha o breu
e você, nunca esteve aqui.

domingo, 1 de julho de 2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Fui sozinho
O meu caminho
Quem ia cuidar de mim
Melhor que eu?

Mais uma das minhas crises existenciais.

Como é corriqueiro em minha vida
Vi-me novamente em crise. 
O motivo: o mesmo de sempre. 
Insatisfação pessoal. 


Quem eu sou? 
Quem seria?
Quem serei?
Quem quero ser?


Não gosto de sentir que 
não encontrei a minha vocação.
Vivo querendo me encontrar.
O que? Encontrar mais o que?


E agora eu tive a ideia de fazer 
algumas coisas que talvez possam
ajudar. 
Arrumar novas maneiras de me expressar.


Cansei da minha depressão.
Minha autodestruição. 
Meu quase suicídio. 
Homicídio. 


Se não houver a 
minha válvula de escape,
Minha fuga...não há como 
seguir a diante. 


E o que tem sido? 
E o que pode ser?
Quando vai deixar de ser?


Eu e mais uma das minhas crises existenciais, estamos aqui conversando. Pensando o quanto é chato ser um mero mortal. Pois afinal, sabemos que somos muito maiores que isso. Mas ainda não achamos nosso lugar. Eu e minhas crises...vamos acender mais um baseado e refletiremos enquanto ainda podemos ouvir músicas boas. 


E chegará a hora em que eu saberei, de onde/pra onde vim/vou - fui/sou. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Eu esqueço de limpar meus óculos. Esqueço de regar as plantas. Esqueço de tirar meu celular do vibra. Esqueço de lembrar o que eu tinha que fazer. Esqueço de ligar. Esqueço de falar. Esqueço até de respirar... Mas o que eu não consigo esquecer, é o fogo do seu olhar. O toque na minha pele...distante agora. Vívido em minha mente. Em frente, pegar a sua mão e ir para as Galáxias que juramos conhecer juntos. Espero que disso, você também não tenha esquecido.

Não é

Prender-se.
Em si. Em ti.
Em mim.
Perder-se.
 Por si.
 Por ti.
Por mim.
Não é contraditório sentir-se livre quando se prende/perde?
 Apoderado pela contrariedade das amarras postas.
 Impostas. Opostas.
 Não é esperto deixar-se levar por tal prisão.
Tal como não é esperto engolir o amor de uma só vez.
Transformando-o em gula, em monstro, em prisão e perda.
 Não é que eu tinha tantas coisas pra te dizer?
...mas as palavras escorrem,
esvaem, evaporam entre meus dedos nervosos.
 Olhos cansados.
Não me olhem desse jeito.
É como tem que ser.
 O que não parece fazer sentido agora,
o que não tem parecido real...
bom, depende de como você enxerga seus sonhos.
 Se pode tocá-los,
então sabe mesmo onde quer chegar.
E vai.
 Não é necessário prender-se/perder-se.
 Encontrar-se/te - viver.




  Stay with me, don't want to be alone.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

domingo, 10 de junho de 2012

Que a tão aclamada inspiração Adentre portas e janelas da percepção. Que se faça ininterrupta paciência Sagacidade e educação. Tudo é válido como experiência. Um salto para outra dimensão. Expandindo a consciência e explodindo o coração. Sonhar alto, baixo, dentro d'água Em todo e qualquer lugar e a qualquer instante. O quanto antes. Os dias se vão como os beija-flores se perdem em salas de vidro. Atordoados.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Quem?

Não seremos mais os mesmos quando as luzes apagarem? Não seremos mais os mesmos quando as portas forem trancadas? Não seremos mais os mesmos. Não somos mais. Quem seremos? Olharemos na mesma direção? E o que bate aí dentro, é mesmo seu coração? Pois parece que não seremos mais aqueles que dão passos na mesma direção. Quem é? Quem sou? Quem fui? Quem serei? E tudo se faz nebuloso se quem completa o NÓS não está. Quando o que sobra sou somente EU, bom, já não consigo mais explicar.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Your face is like a melody...

E todas as páginas viradas. Cansadas. As folhas que jaziam num canto, parecendo velhos pergaminhos, rotos. Como num sonho no fundo do mar, naquele mundo diferente. Com um milhão de maravilhas desconhecidas. Inconstantemente penso num espaço longínquo onde não há gravidade e os planetas flutuam a nosso redor com suas cores e luzes entorpecentes. E explodem fogos de artifício como se fosse ano novo. É como se tivesse chegado o melhor momento de sua vida. E você agarra ele com todas as forças. Ao olhar, ouvir, sentir... De que vale? Por que não valeria? Como? Não é? Será? Seria? O mochileiro das galáxias perdido no espaço sideral com a sereia dos mares cósmicos... E uma inspiração que me levou aos lugares onde gostaria de ir. Só. Bem. Quem sabe. Não. Talvez. Pode até ser, acompanhada. Mas não. Não é o que pensas. Não me dirijo a ti. Este coração é livre. Na dança do mar, na dança do espaço. Vou, me desfaço. Já não há o que perder. Hesitar. Afligir. E com uma força desconhecida, novas sementes são plantadas. Uma de cada vez. Sem pressa de crescer e ver o futuro se desenhar. Porque de forma ou outra, o senhor tempo, leva-o como uma melodia suave que passa numa noite de maresia. As páginas em branco. Prontas para serem devoradas por novas experiências. Coisas raras de se ver. Novas aventuras. E o que virá, a seguir?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Show do CPM

Estava tão triste Quando você me disse Que havia algo errado entre nós Meu mundo girava e o seu controlava O que havia de errado no meu Eu desci as escadas, as velhas escadas Sem medo de olhar o que eu deixei pra trás Eu continuo do mesmo lado E não vou mudar minha opinião Tênis furados e alguns trocados Relógio quebrado e poluição Eu senti em minha volta a dor da derrota Quem foi que escolheu (refrão) Sobre os meus próprios passos Vou caminhar Sobre os meus próprios passos Nunca mais vou errar (refrão) Sobre os meus próprios passos Vou caminhar Sobre os meus próprios passos Nunca mais vou errar Tênis furados e alguns trocados Relógio quebrado e poluição Eu senti em minha volta a dor da derrota Quem foi que escolheu (refrão) Sobre os meus próprios passos Vou caminhar Sobre os meus próprios passos Nunca mais vou errar (refrão) Sobre os meus próprios passos Vou caminhar Sobre os meus próprios passos Nunca mais vou errar ................................

quinta-feira, 17 de maio de 2012

sábado, 12 de maio de 2012

Emaranhado inexplicável. a maior das maiores bagunças. Solidão. Saudade. Vontade. Falta algo... uma surpresa boa, uma aventura... um salto do penhasco mais alto. Vazio, de volta.

sábado, 28 de abril de 2012

No fundo dos olhos

No fundo dos olhos já não posso olhar. Não enxergo de longe nem com as lentes novas. Como faço pra enxergar e te mostrar o que de fato há dentro destes olhos distantes? E te alcanço com um canto pranto. Pronto. Ao chegar perto... suspiro sorriso pranto. Pronto. No fundo dos olhos em que encontro a paz... No fundo dos olhos em que eu guardo meu amor... No fundo dos olhos em que eu vivo... Tudo o que se sente é real.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Como o tempo passa...

A última vez que te vi, você me virou as costas segurando um vaso com o nosso pezinho de maconha. Eu não queria demonstrar o quanto estava sofrendo com aquilo tudo. Os últimos dias haviam sido os melhores alguns dos melhores dias das nossas vidas juntos. Não conseguia mais dormir sem você do meu lado na cama. Um colchão de solteiro, sem você. Agora um de casal. Também sem você. E às vezes me sentir sozinha faz mais do que parte do meu dia a dia. Tem feito parte de mim. Embora tenha crescido e visto que muitas vezes fui uma boba, me conheci bastante nesse tempo só. Apesar de ser ruim, é bom. O que acontece, é que eu penso em você todos os dias. E mesmo com todo esse tempo que já passou, eu acordo e lembro de tudo o que aconteceu. Fico com vontade de conhecer seu "novo" eu. E como será? Consigo ver que não conseguirei conter as lágrimas. Como sempre, fraquejo quando o assunto somos nós. Como se não bastasse sentir sua falta todos os dias, tenho que me conformar que a hora certa ainda não chegou e precisamos ser mais um pouco pacientes. Mesmo dormindo, constantemente me aparece você com seu ar diferente e igual. Me dá uma vontade de ficar do seu lado e nunca mais ir embora ou te deixar ir. Viver todas as aventuras que planejamos. Eu quero viver ao seu lado. Olhar nos teus olhos novamente e constatar o que eu já sei: que você é e sempre foi o homem da minha vida. Nos momentos bons e ruins. Por favor, mais doses de momentos bons, obrigada. Eu quero uma nova viagem e um novo destino criado por nós. Ir para onde quisermos e pronto. O amor quando é verdadeiro, permanece intacto. Quando tocado novamente, eleva-se. E não há dúvidas de que o seja, pois se não fosse, não haveria tanta vontade, saudade, esperança e certeza. Todo afeto, carinho, paixão...o amor que estava guardado - desabrochou. Olhos nos olhos e você saberá que eu digo a verdade. Que é minha maior vontade, nós.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Um astronauta

Ela sentia uma coisa estranha a respeito dele. E passava na sua cabeça ao olhar as fotos tiradas e ao passar pelo mesmo caminho por onde conversaram de mãos dadas, que era demais pra ela. Pouco tempo se passou e uma certa ferida ainda não cicatrizara. E tanta intensidade e amor, a acuaram. Não queria amar alguém distante. Que não pudesse tocar a todo momento. Porém, sabia que não estava pronta para renunciar às coisas que conquistara neste período. Ela não soube dizer. Queria sair de fininho. Tentar não machucar tanto. De qualquer maneira não a fez se sentir melhor, tampouco ao astronauta.

De longe, mais longe do que nunca, ela olhava para ele, e via que ele ia seguir sua jornada. Fora sem dúvida a pessoa mais interessante e peculiar que conheceu. Um astronauta de outra Galáxia. Um lugar perdido. Mais um mochileiro que astronauta. Ela o admirava muito. O respeitava. Gostava dele.
Um dia ela acordou e soube, que não estava pronta para continuar o caminho que ele havia traçado para eles. Ela já estava distante e foi embora rápido como chegou.

Ela pensava que era melhor assim. Ele entenderia com toda sua sabedoria e seu coração, que ela nunca quis machucá-lo ao sair sem dizer adeus de verdade. Muitas coisas ao mesmo tempo a bombardearam e ela não teve tempo de pensar em como ele se sentiria. Egoísta e humana.

Então, ela pegou uma caneta e escreveu em um papel:

"Mochileiro das Galáxias, você ainda tem muito a conhecer. E eu também.
Embora os caminhos sejam opostos, a Bailarina não irá esquecer o que aprendeu com você. Tudo foi tão intenso como um furacão. Ar e Ar.
Serei infinitamente grata por todo amor, afeição e carinho que me dedicou e não duvide que o que dediquei foi verdadeiro, pois foi.
Agora tenha uma linda vida. Como você é capaz de fazer. Tão maduro. Inteligente.
Seja feliz. Simplesmente. Como eu sei que você gosta.


Adeus é muito forte, então, até breve! Me manda uma carta quando quiser.
Om Shanti Om.


Bailarina"


Deu um beijo no papel e jogou no ar. Sabia que sua mensagem chegaria de qualquer maneira. Sentiu-se um pouco aliviada. Ela sabia que ele iria entender. Um dia sentariam em frente ao mar e sorririam. Sem pesos, sem cobranças, seriam amigos de novo.


Então ela sorriu e pegou suas sapatilhas de ponta.

domingo, 8 de abril de 2012









Everytime I close my eyes
It's like a dark paradise
No one compares to you
I'm scared that you won't be waiting on the other side





I'm in his favorite sun dress
Watching me get undressed
Take that body downtown
I say you the bestest
Lean in for a big kiss
Put his favorite perfume o

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ele está passando rápido.

Tempo. Como se esvai. Ainda rebobino na minha cabeça, as cenas que já se passaram. Parece pouco e tanto. Como se fizesse uma eternidade, mas na realidade foi bem menos.
Continua sendo. Instala-se o sentimento da saudade de uma maneira em que ele vê as coisas que ainda não aconteceram, se desenharem e materializarem-se perfeitamente. Como naquele sonho e na luta que fora tão sofrida.
Agora o sentimento que vinha à tona, era tão forte quanto pareceu o anterior. Agora ela sabia que conseguiria tocar e sentir. E tiveram então que passar por uma prova difícil como aquela, para terem uma nova chance. Uma para cada. Pois já nem se falavam mais. E um dia com um sonho seguido de choro, ela resolveu ligar. Já fazia tempo que não tinha notícias. Aparentemente, os dois estavam vivendo suas novas vidas.
Ao atender, irrompeu-se no silêncio, o choro desesperado. Há tempos não via essa imagem de si, de coração despedaçado. Estava vivendo um momento muito feliz. Conheceu pessoas novas e estava em um lugar lindo. Porém, por debaixo de toda felicidade, havia um coração ainda machucado. Sentindo-se incompleto. Ninguém nunca seria ele.
Diferentemente das vezes que ela lembrava, ele tentou entender quem era. Quando soube, demonstrou enfaticamente a surpresa em sua voz. Acalmou-a, tentando fazê-la falar e também, respirar. Eles conversaram por um bom tempo. Foi como se sentir em casa outra vez. Como quase ter certeza de que tudo iria dar certo como foi combinado.
Quase. Podia quase tocar seu rosto, sentir sua pele sob seus dedos e respirar perto um do outro. Sentiu seu coração estremecer, como naquele dia de julho, em que haviam se beijado pela primeira vez.
A saudade realmente era uma coisa poderosa. Sentindo em cada parte do seu ser que a certeza que sempre tivera na vida, não estava equivocada. Um dia, e sim, ele chegaria. Tudo seria como sempre deveria ter sido, desde o começo. Não haverá sofrimento no novo caminho que segue. Conheceram-no e agora só queriam deixar em si as marcas do amadurecimento, a dor passou.


E como ele está passando rápido. Não demorará a chegar a hora em que irão se reencontrar. Um arrepio na espinha cada vez que pensa nisso. Mas avançar no tempo ela não pode de novo. Quando fizeram isso uma vez, não deu certo. Era preciso um pouco mais de paciência.
Logo tudo se faria completo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

...eles

E ela está descendo as escadas com seu vestido comprido e vermelho. Os cabelos soltos na altura dos ombros. A face enrubrescida, os olhos marcados pelo rímel.
Durante a espera, ajeitava a gravata, o smoking e os cabelos com gel.
Que tal a festa de gala? Os garçons servindo os canapés e o champagne aos convidados.
Os corações em diferentes cabines do navio. Acelerados. Indo na mesma direção.
Encontraram-se no bar. Os olhares. Pareciam os antigos, mas eram novos. Era diferente. Duas pessoas reconhecendo-se. E já não importava o que havia sido ruim no passado.
Uma vontade mútua. Pela primeira vez, os dois abertos totalmente ao que viria a seguir. Uma dupla nova chance.

E dançaram a noite inteira. Os olhos fixos um no outro. E ele disse como ela era linda, abraçando-a pela cintura, levantando-a um pouco. E os dois suspiraram. A hora certa havia chegado.

I was so confused, as a little child .

Eu só consigo pensar no dia que irá chegar.
Como tem que ser. Merecemos o melhor.
Com cada pedacinho do meu ser, sentir o que
me motivou sempre. Redescobrir a nossa
felicidade.
2 chances. 1 para cada.
Como naquela vez em que estávamos discutindo,
chorando, dando murro em ponta de faca e
decidimos que teríamos que ser melhores.
Reencontrarmo-nos no momento certo. A imaturidade
que nos fez sofrer, crescer, aprender.

Tudo vai ser diferente.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Vontade de expressar sentimentos, pensamentos, vontades.
Não consigo.

terça-feira, 27 de março de 2012

...

Com seu vestido comprido ela girava, dançava, vivia. Os cabelos soltos, os pés descalços e o pulsar do coração conduzindo seus passos. Com os olhos fechados, sentia o vento que balançava as folhas das árvores, sentia a poeira levantar sob seus pés na terra batida e vermelha. Já nem abria mais os olhos. Apenas sentia e enxergava tudo com outra visão. A da alma. A fogueira se animava e crescia.
Aquela mulher, dançava para mandar embora o que a fazia mal e pedia aos céus que preenchessem o vazio que ela sentia, mas não sabia por que. Ela percebera que seus olhos já não brilhavam, que a vontade de continuar se instalava e ia embora rápido. Ela dançava num ritual, sozinha, pedindo para que as forças retornassem dentro de si.

Sentou-se um pouco para respirar e tentar perceber o que faltava. De fato, ao seu redor não lhe faltava nada. Tinha o ar, a terra, o fogo e a água presentes a todo tempo, lhe fazendo companhia. Ela queria entender as injustiças que cometera. Queria entender o por que de toda confusão que começara a habitar seu interior assim de repente. Sentia-se só. Seria o passado que ainda a atormentava? Ela sabia que tinha que tirar boas lições do que já havia acontecido e que o certo era deixar guardado na memória aquilo que foi bom. Sabia de tudo aquilo. Sabia também todos os conselhos que iam lhe dar a respeito. Preferiu ficar reclusa. Calada. Observando o que acontecia no coração e na mente, inquietos.

Talvez fosse a hora de dançar mais um pouco, então, levantou-se e continuou sua dança de vento, de ar, de pensamento. E pensava, pensava, pensava. Parou. Parou de pensar. Parou de falar. Parou para respirar. Respirava. Suspirava. Sonhava com a solução, daquilo que não tinha nome. Desânimo, nostalgia, tristeza.
Quando deu-se por conta, estava chovendo. Uma chuva pesada. Densa. Daquelas com gosto. Sorriu. Agradeceu. E deixou de pensar nos problemas, entregando-se à lavagem de sua alma.



E na espera de uma solução que virá, o que pode ser feito enquanto espera é silenciar e agradecer.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Breve devaneio.

Deitada na areia. As árvores movendo-se despreocupadas. A brisa em minha pele úmida e salgada de mar. Respiro. De olhos fechados enxergo cenas intrigantes em minha mente. Coisas reais, outras nem tanto.
Me levando. As costas em perfeita postura. Reverencio o mar e entro novamente em sua água gélida. À medida que mergulho, outros sonhos me vêem tão vívidos. Pareço me esquecer que estou embaixo d'água, consigo até respirar da mesma forma. Aproveito e viajo mais fundo.
Tantas cores, tanta vida. Sinto o amor, a paz e a gratidão me preenchendo a cada nova cor e ser que vejo. Os raios do sol tocando a areia lá no fundo, as algas. Toco tudo, sinto tudo. É mais do que apenas ver, é enxergar com o coração, tocar com a alma.
Sentir-se vivo. Sentir-se parte de algo maior. Sentir-se completo.

Saindo das águas com a nova promessa de vida, com o novo pulsar que irradia. Andando de pés descalços em todo e qualquer lugar. Sentindo a vibração da terra. Sentindo tudo. Ao pôr-do-sol uma prece. Um desejo. Algo que valha mais do que todas as palavras que foram e serão ditas.

E ir leve, tão leve e livre. Aonde for.

domingo, 25 de março de 2012

Sinto em meu coração uma saudade tão imensa. Coisa que não cessa. Mesmo que eu tente desviar o foco, levar os pensamentos pra outras ideias. Um medo. Ainda faz tão pouco tempo que saí de onde estava. Tão pouco tempo que estou cuidando das feridas quase cicatrizadas. Sentindo que ainda não é a hora de encarar certas coisas. Me deixando mais forte. Me deixando mais segura. Mais certa de que quando for a hora, tudo será muito bom, sem deixar em mim, um resquício que seja de nostalgia.
Sem injustiças, sem dor.

Quero tudo muito limpo, certo. E aqui dentro de mim já se instalou nova confusão. Nova vontade de buscar o que havia programado, o que havia tomado como meta. Já sei que não poderia abandonar de novo, tudo aquilo que sonho, por nada nesse mundo. Uma vontade de realizar, me realizar. Sentir-me completa.

Hoje fui atingida por um sentimento que não sei definir se é bom ou ruim, mas tudo o que eu queria era ir pra qualquer lugar. Não fosse aqui nem lá. Um lugar novo. Ampliar a visão. Conhecer. E é o que eu vou fazer. Me mover.

domingo, 18 de março de 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

4º.

Há 4 meses atrás, todas as coisas que eu pude trazer, coloquei
no carro. As que não pude, doei ou joguei fora o que não prestava mais.
Estava apreensiva com a mudança de vida. Sabendo que de fato, seria
melhor do que a que estava vivendo naquele momento.
Olhando assim, parece pouquíssimo tempo. Mas o que já aconteceu até
agora e as coisas que aprendi nesse tempo, fazem parecer muito mais.
Conheci e tenho conhecido pessoas, lugares. No começo, a adaptação
e o decorrer de seus dias, foi um tanto difícil. Ainda me sentia presa
ao que havia deixado para trás. Mas de pouco em pouco, me libertei de
tudo aquilo que me fazia mal quando lembrava.
Claro, que ainda existem dias em que acordo pensando no rumo de tudo. E
em como as coisas acontecem, simples assim.

Me sinto como se fosse uma nova eu. Ou a velha eu que vivia aprisionada e gritava
para sair. E saiu.
Me diverti, fiz amigos, ri, aprontei, chorei, fiquei bronzeada, criei novos hábitos.
Vir para cá me fez e me faz descobrir muitas coisas sobre mim. Eu adoro esse lugar.
A natureza em volta, torna a vida mais bonita, o ar mais puro, a vontade de viver mais intensa.

Impressionante, é ver que nesse mesmo tempo, não foi só a minha vida que mudou,
mas a vida de todas as pessoas que estavam ao meu redor, também.
Nesses 4 meses, também tenho sentido muita saudade. Apesar de tudo, têm coisas
que sempre vou sentir falta. De morar perto de tudo, de pegar um ônibus e rapidinho
chegar em Itu, da faculdade, do cheiro do rio de Salto (hahaha por incrível que pareça), das minhas tardes sozinha em casa fazendo nada, mas na minha casa.
Sinto falta dos risos que dei com meus amigos. Das coisas que passamos juntos.

Me pego agora, pensando em como a vida é. Me trouxe alguém de lá. Alguém que
pulsa tão forte dentro de mim, me fazendo sentir mais viva a cada dia. Me arranca
sorrisos, faz meu coração palpitar e querer ficar perto sempre é a minha maior vontade.
Coisas que a vida faz com a gente e talvez nunca saibamos a explicação. Coisas
que tinham que acontecer conforme o fluxo natural de tudo.

O resumo disso tudo, é que sou muito grata por estar aqui agora, por estar crescendo
e aprendendo a cada dia. Sei que não vou ficar aqui para sempre. Ainda tenho muito a ver. Mas com certeza, aqui eu me sinto bem, me sinto em contato com terra e sinto vontade de emanar coisas boas a todas as pessoas.

Gratidão a tudo que me aconteceu até hoje. Coragem para seguir adiante.


Om Shanti Om.

segunda-feira, 12 de março de 2012

...

E ela surgiu pálida, cansada, sem vida. Já havia dado tantas braçadas contra uma correnteza forte que nem sabia mais em que direção chegara.
Morta de cansaço, jogada na areia.

E ele surgiu correndo, ofegante, buscando-a. Em cima das pedras observara aquela mulher que nadava sem parar e era cada vez mais puxada pela água. Percebeu que a correnteza estava trazendo-a para a praia e desceu o mais rápido que pôde para alcançá-la.

Com a cabeça dela em sua perna, deu-lhe tapinhas no rosto a fim de acordá-la. E nada. Fez respiração boca-a-boca e aí jorrou um monte de água, ela tossiu, afogou e tornou a respirar.

Os dois se olharam e souberam que ambas as vidas foram salvas ali.
Eu tava
tava ali
tava lá
tava em nenhum lugar

Voltei pra cá.

domingo, 11 de março de 2012

Um tanto de saudade.

Fiquei vendo fotos antigas e senti saudade de vocês, meus amigos queridos!
Pessoas que passaram por mim deixando marcas mais que profundas, tornando-se para sempre, parte do meu ser!

Amo muito vocês e as fotos vão falar por mim.