Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Das coisas que escorrem por entre os dedos...

De tudo o que vivi e senti, você foi uma grande parte de algo muito maior e importante para mim. De todas as coisas que vivemos juntos, se for pesar o que foi bom e o que foi ruim...você sabe. A gente tenta se enganar dizendo que 'não, já passou - perdoei - só lembro do que foi bom'. Uma pataquada só. Tudo uma grande mentira.
Das coisas que eu ouvi você dizer e vi você fazer, não vou esquecer das que me machucaram e junto com as coisas que me fizeram bem, eu vou guardar.
Nós evoluímos e sim, aos poucos tudo o que foi de mágoa vai se desfazendo com o tempo.
Poderia dizer que evoluí demais, que estou acima de tudo isso. Mas é claro que não, sou humana, assim como você. E eu sei que você também pensa igual a mim.

Das coisas que eu estou certa e sinto, é que você finge que não se importa. Finge que está tudo bem e não vive de verdade.
A oportunidade de aprendizado que tivemos um com o outro, ninguém jamais vai mudar nem tirar de nós. E foi muita, muita coisa. Mas mesmo assim parece que você não aprendeu o suficiente.

Das coisas que me escorrem entre os dedos, a vontade de continuar. Escorreu. Foi mais rápido do que eu pensei e menos doloroso. É um triunfo e carrego no peito como mais uma etapa das coisas que aprendi contigo. Hoje, tudo está sob controle. Agora está. É uma paz que nunca senti e das coisas que eu ganhei/perdi com você, agradeço todas. Me fizeram ser quem eu sou hoje e nunca fui tão feliz por isso.

Mesmo que seja difícil, espero que um dia possamos conversar sobre isso sem a hostilidade, ironia ou sarcasmo que jorram de você.



Paz.

sábado, 28 de janeiro de 2012

...

Quando se tem certeza do que se quer, o que se faz é atrair ao máximo possível para si o seu propósito.


É o que eu quero.
Dentre as coisas que tenho sentido
Sentido nenhum elas têm tido
Agora estou aqui sentada com esse vestido
Tentando entender o que foi perdido

Meus olhos marejados já não vêem nada
Acho que vou cair daqui de cima
Alguém me arruma uma escada?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cocaia

Ouço a cachoeira, sinto o cheiro da mata úmida e ouço também o coaxar dos sapos e rãs.
De manhã dá pra ouvir os pássaros e sentir o sol iluminar as copas das árvores que cercam toda a Cocaia.
E toda rua é estreita, seja com casa ou pousada, tem algum lugar aconchegante lá. Um bairro muito acolhedor. É muita natureza em volta.

Borboletas de todas as cores e sons diferentes a todo instante. Quando chove, tem que andar no meio da rua, quase não tem calçamento mesmo...Ahh, Cocaia. Muitas cores...flores...sabores. Sem esquecer dos chatinhos, borrachudos. Por outro lado, estes não lhe fazem esquecer que você estava na Cocaia. Na Cachoeira das Bruxas, na simples Cachoeira da Cocaia, ou andando mesmo na rua...sempre tem um borrachudo!

Os animais que andam na rua às vezes dão medo. Cães que encaram e você acha que vai atacar. Na verdade eles estão protegendo essa natureza linda. Tal qual como Oxóssi e Oxum que reinam nessa mata e cachoeiras lindas, embrenhados. Axé!

A Cocaia é o melhor lugar pra se morar. A Ilhabela é boa demais de se respirar e viver! Daqui eu não saio, daqui ninguém me tira...por enquanto.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012




O dia em que chegarmos perto um do outro novamente, eu sei que será um dia lindo.
Eu quero te abraçar sem ver o tempo passar e ficar ali entrelaçada contigo, por um dia inteiro. A entrega mútua sempre foi o nosso forte. Intenso.
Sinto você em mim. Tão grande, me encobre.

Vai ser chegada a hora de dizermos um ao outro, obrigada por voltar, obrigada por ficar e obrigada por estar.
Daqui de dentro não sai.

Olho somente pra frente. Nossos passos novamente na mesma direção.
Como é bom, sentir você pulsar no meu coração.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Gritos abafados.

Ultimamente, expressar como me sinto tem sido muito mais fácil. Tem sido espontâneo, inesperado. Sinto como se ninguém pudesse me deter quando estou em paz comigo mesma, dançando até quando Deus quiser.
Um dia eu já fui uma pessoa totalmente oposta. Guardada numa concha. Agora a concha começa a abrir.
Muitas vezes abafei meus gritos, deixei para lá toda a minha força e me recolhi num canto. Eu nem sabia que tinha tanta luz dentro de mim, mas sabia que essa luz ia sair um dia. E agora ela sai.

Tudo flui. Não me permito mais abafar grito algum. Seja de dor, prazer, felicidade...
Sinto que esse tempo que temos é curto demais, então viver, é a melhor coisa a se fazer. VIVER!! Experiências, evolução.
Ser feliz, dançar sem pensar no amanhã, deixar a vida seguir o seu curso sem pressão, sem medo, sem dó e nem piedade! Vivendo a liberdade.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Estava caminhando na chuva pensando a respeito da mesma enquanto reparava nas partes alagadas das ruas. Peguei meu guarda chuva e fui caminhando em direção de um lugar qualquer, sem um objetivo real.
Acabei encontrando-o. Sem querer, enquanto estava com meu guarda chuva e meu baseado embaixo de uma árvore, encontrei inspiração.

Meu objetivo era ir pra qualquer lugar pra dar um tapa, é a mais pura verdade. O que acabou acontecendo, é que eu fiquei olhando tudo em volta. Chuva, árvores, casas. E a água escorrendo da árvore que me abrigava. Flores.
Comecei a compreender a beleza de um dia chuvoso. Compreendi como era bom estar ali, fazer mesmo parte de um todo.

No fim das contas, fiquei só observando. Sentindo. Me peguei pensando sobre estar ali, sozinha. Sozinha. Tenho ficado bastante. Me incomodava muito ficar só. Agora, é uma opção estar. Pela primeira vez na vida eu sinto que posso ir aonde meus pés, mente e coração mandarem - SÓ.
Existe uma beleza na solidão que não se encontra em qualquer lugar. De fato, sempre estaremos sozinhos, mesmo que pensemos o contrário. Não é algo ruim. É individual.

Eu gosto de não estar só também. Ninguém vive só o tempo todo, claro. Ter alguém é muito importante, alguém com quem se importar, alguém para conversar, rir, chorar, enfim...família, amigos, nós já temos tudo.
Com o passar do tempo, as festas em família vão diminuindo. Morre alguém, não tem mais Natal. Aí você passa a ver seus familiares bem de vez em quando, cada um vai para um lado. Amigos...acabamos a escola, cada um foi pra um lado e tantos os outros de outros lugares também. Na faculdade, muita gente não mora na mesma cidade que você, então, é isso.

Estamos em constante período de adaptação. As pessoas entram e saem de nossas vidas o tempo todo, trazendo sempre algo de útil (ou não) para aprendermos. Sozinhos é que iremos analisar tudo direito.

Bom, acho que estou tentando chegar num poço sem fundo já que a minha mão disparou a escrever.

É só que estou muito feliz de estar mais comigo agora, do que com qualquer outra pessoa no mundo, nunca me senti tão bem comigo mesma.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ai essa vontade que não passa...

Vontade de ir para qualquer lugar deserto, fazer aquilo que pode ser incerto.
Vontade de sair correndo, tirar a minha roupa e a sua,
entregar-me em desespero à essa vontade de ti que não quer cessar.
Agora poderia ser aquele momento que em febre estaríamos, os dois sem respirar numa noite tão bonita quanto essa.
Sente o cheiro da maresia, deixa a brisa tocar a pele e levantar aquele leve arrepio.

Não é pedir demais pra essa vontade ir embora. Mas ela não vai sozinha.
Falta a pele com pele. Falta o puxão desavisado na cintura, a jogada na parede.
Ai essa vontade que não passa...vontade de sentir.
E depois de tudo, todas as vontades satisfeitas, a mais bonita delas, seria acordar e perceber uma silhueta adormecida ao meu lado.

É uma vontade de paixão.
É piegas, mas também é necessário.

Resistência

Eu ando numa resistência com paixão/amor.
Acho que não é a hora certa de fazer algo desse tipo. Claro, a gente não escolhe e pode acontecer a qualquer momento. Mas não custa nada tentar evitar. Ou nem isso, só deixar a vida seguir o seu curso.

Como tudo na minha vida, minha perspectiva a respeito mudou, e muito.
Mas isso é conversa pra outra hora. No momento eu estou um pouco sei lá.
Bom, o que acontece é que eu não estou procurando nada mais. Sempre vivi buscando mais e mais e mais felicidade e quando eu me frustrava era muito ruim.
Agora não tenho mais esse tipo de preocupação.
O que eu quero saber é de viver em paz. Deixar acontecer, pra variar. Me esforcei tanto no passado, quero descansar agora e não pensar em mais nada.

No final das contas, ser humano, é ser humano. E hora ou outra vai acontecer de novo. Aquele tormento do inferno que faz a gente ficar besta e maluco. Sei como é que é. Mas dessa vez eu não sei se gostaria de algo tão arrebatador, mesmo que eu adore esse tipo de romance. Acho que eu ainda prefiro a paz. Por isso que ficar sozinha apesar dos pesares, tem sido realmente a melhor coisa que eu fiz.

Respeito e olho com muito afeto e carinho para o meu passado. Agora minha fase de aprendizado está em outro tema, a liberdade. Olhar mais para si mesmo é bom também.
Tenho me amado muito, acho que isso supera qualquer coisa.
Uma pessoa que não saía do seu canto quando saía de casa e ficava sempre desconfortável nos lugares que ia, agora vai e dança até os pés doerem. Se sente em casa aonde tem um som legal e uma galera bacana.

Muitas coisas diferentes. Muitas novas histórias. Minha cabeça começa a fervilhar e a minha mão a tremer. Preciso dar um jeito de escrever tudo, antes de me esquecer!!

Mas a resistência vai continuar comigo por um tempo. Quando for a hora certa, será.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"O amor"

Tenho observado muito. Observado as pessoas, observado a vida delas e observado o amor.
Depois de tanto tempo VIVENDO o 'amor'; agora eu tenho a oportunidade de observá-lo, já que eu não estou amando ninguém - no momento.

Muitas coisas têm se esclarecido. Como separar amor de paixão. Ninguém consegue fazer isso, porque chamam paixão de amor o tempo todo e tudo se confunde desde aí.
É certo que de nada adianta discorrer a respeito disto, pois o amor/paixão foram feitos para serem sentidos e não entendidos (olha o clichê barato aí, genteee).

Acho que o fato de agora poder observar de longe, eu consigo ver os prós e contras de se ter um relacionamento. Estou revendo meus conceitos a respeito. Acho que depois de um certo tempo e uma certa bagagem de informações a gente passa a viver o que chamamos de amor, com mais maturidade e sendo assim não existe tanto sofrimento.
Algo que é tão bonito e todo mundo tem mania de foder com tudo com ciúme, com desrespeito, com descaso, com mesquinharia...faz perder todo brilho.

Amor é o carinho dado, o beijo roubado, o riso envergonhado. Amor é o abraço sincero, a companhia agradável e a vontade de estar junto. Amor é a cumplicidade e a amizade. É um pôr-do-sol que você quer sempre ver outra vez. Amor é a música que você mais gosta. É o teu prato predileto.

Mas, sempre tem um MAS...

Na real, se o amor fosse livre como deveria ser, seria muito mais lindo. Mas são tantos estereótipos, são tantas coisas para se carregar junto com ele.
Acho que é por isso que fico feliz de estar em paz com ele agora. Não tenho com quem me preocupar, a não ser comigo. Me faz bem, até a hora que o bichinho me picar de novo e eu entrar na pira que é apaixonar-se, doar-se...não tenho pressa nenhuma aliás.


Pois é.




A luz apaga porque já raiou o dia
E a fantasia vai voltar pro barracão
Outra ilusão desaparece quarta-feira
Queira ou não queira terminou o carnaval.
Mas não faz mal, não é o fim da batucada
E a madrugada vem trazer meu novo amor
Bate o tambor, chora a cuíca e o pandeiro
Come o couro no terreiro porque o choro começou.
A gente ri
A gente chora
E joga fora o que passou
A gente ri
A gente chora
E comemora o novo amor.


Novo Amor, Mariana Aydar.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A simplicidade estampada no olhar, no jeito e nos gestos.
A felicidade de quem não tem energia elétrica mas tem energia para viver em paz com a natureza.
Tem energia para ir ao mar atrás do sustento e volta feliz para a casinha com cheiro de mofo.
Fica feliz ao subir tanto morro e não morre, pois tem no pulmão muito ar puro e muita vontade também de viver mais e mais, tanto, que já nem lembra mais quantos anos têm.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Palavras não falam - Mariana Aydar

"Eu não escrevo pra ninguém e nem pra fazer música
E nem pra preencher o branco dessa página linda
Eu me entendo escrevendo
E vejo tudo sem vaidade
Só tem eu e esse branco
Ele me mostra o que eu não sei
E me faz ver o que não tem palavras
Por mais que eu tente são só palavras
Por mais que eu me mate são só palavras
Eu não escrevo pra ninguém e nem pra fazer música
E nem pra preencher o branco dessa página linda
Eu me entendo escrevendo
E vejo tudo sem vaidade
Só tem eu e esse branco
Ele me mostra o que eu não sei
E me faz ver o que não tem palavras
Por mais que eu tente são só palavras
Por mais que eu me mate são só palavras
Eu me entendo escrevendo
E vejo tudo sem vaidade
Só tem eu e esse branco
Ele me mostra o que eu não sei
E me faz ver o que não tem palavras
Por mais que eu tente são só palavras
Por mais que eu me mate são só palavras
Só palavras
Só palavras..."


Segue o link da música, linda!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=x04QvWnfGes