Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Estava caminhando na chuva pensando a respeito da mesma enquanto reparava nas partes alagadas das ruas. Peguei meu guarda chuva e fui caminhando em direção de um lugar qualquer, sem um objetivo real.
Acabei encontrando-o. Sem querer, enquanto estava com meu guarda chuva e meu baseado embaixo de uma árvore, encontrei inspiração.

Meu objetivo era ir pra qualquer lugar pra dar um tapa, é a mais pura verdade. O que acabou acontecendo, é que eu fiquei olhando tudo em volta. Chuva, árvores, casas. E a água escorrendo da árvore que me abrigava. Flores.
Comecei a compreender a beleza de um dia chuvoso. Compreendi como era bom estar ali, fazer mesmo parte de um todo.

No fim das contas, fiquei só observando. Sentindo. Me peguei pensando sobre estar ali, sozinha. Sozinha. Tenho ficado bastante. Me incomodava muito ficar só. Agora, é uma opção estar. Pela primeira vez na vida eu sinto que posso ir aonde meus pés, mente e coração mandarem - SÓ.
Existe uma beleza na solidão que não se encontra em qualquer lugar. De fato, sempre estaremos sozinhos, mesmo que pensemos o contrário. Não é algo ruim. É individual.

Eu gosto de não estar só também. Ninguém vive só o tempo todo, claro. Ter alguém é muito importante, alguém com quem se importar, alguém para conversar, rir, chorar, enfim...família, amigos, nós já temos tudo.
Com o passar do tempo, as festas em família vão diminuindo. Morre alguém, não tem mais Natal. Aí você passa a ver seus familiares bem de vez em quando, cada um vai para um lado. Amigos...acabamos a escola, cada um foi pra um lado e tantos os outros de outros lugares também. Na faculdade, muita gente não mora na mesma cidade que você, então, é isso.

Estamos em constante período de adaptação. As pessoas entram e saem de nossas vidas o tempo todo, trazendo sempre algo de útil (ou não) para aprendermos. Sozinhos é que iremos analisar tudo direito.

Bom, acho que estou tentando chegar num poço sem fundo já que a minha mão disparou a escrever.

É só que estou muito feliz de estar mais comigo agora, do que com qualquer outra pessoa no mundo, nunca me senti tão bem comigo mesma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário