Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O que restou de você em mim

Há algum tempo já que não me via fraquejar.
Mas querendo ou não, você me faz resgatar em mim
momentos que vivemos juntos e ainda é tão difícil
lidar com isso.
Tenho me desligado disso com facilidade e talvez um
pouco de desespero. Parece que ainda lembro de todas
as vezes em que me falaram que eu não tinha que lutar
tanto por nós, porque não daria certo. Do nosso modo, deu.
Só a gente sabe. Ninguém estava lá o tempo todo,
vendo o que fazíamos, sempre foi tão você e eu.

Cozinhando. Vendo tv. Ouvindo músicas. Você cantando.
Dormindo. Amando. Comendo. Fumando. Andando. Conversando.
Rachando. Fomos uma dupla muito boa.
Vejo que o que restou de você em mim, foi o que passamos
de bom. As (muitas) coisas ruins que passamos, foram as coisas
que mais me fizeram crescer e aprender.
Mesmo assim, lidar com a ruptura sempre é complicado. Mesmo
que estejamos felizes longe, felizes com outras pessoas, felizes sozinhos...
mesmo que não nos vejamos de novo; o que sempre restará de você dentro
de mim, A VERDADE de tudo o que passamos. Os nossos sentimentos. Sempre
em transmutação, constante. Eu sei, que é um carinho, e algo incondicional
que vai sempre pertencer ao que eu sou, ao que fui e ao que me tornei.

Acho que precisava, desabafar um pouco. Não tenho me deixado pensar muito nisso.
Mas de repente, você bateu na janela das minhas lembranças. Agradeço, por fazer parte de algo que já me tomou por inteiro e que hoje guardo com maior consideração e afeto.
Sempre desejo o melhor a você. Cuide-se.

Agora, sigamos em paz.

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