Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

sexta-feira, 30 de março de 2012

...eles

E ela está descendo as escadas com seu vestido comprido e vermelho. Os cabelos soltos na altura dos ombros. A face enrubrescida, os olhos marcados pelo rímel.
Durante a espera, ajeitava a gravata, o smoking e os cabelos com gel.
Que tal a festa de gala? Os garçons servindo os canapés e o champagne aos convidados.
Os corações em diferentes cabines do navio. Acelerados. Indo na mesma direção.
Encontraram-se no bar. Os olhares. Pareciam os antigos, mas eram novos. Era diferente. Duas pessoas reconhecendo-se. E já não importava o que havia sido ruim no passado.
Uma vontade mútua. Pela primeira vez, os dois abertos totalmente ao que viria a seguir. Uma dupla nova chance.

E dançaram a noite inteira. Os olhos fixos um no outro. E ele disse como ela era linda, abraçando-a pela cintura, levantando-a um pouco. E os dois suspiraram. A hora certa havia chegado.

I was so confused, as a little child .

Eu só consigo pensar no dia que irá chegar.
Como tem que ser. Merecemos o melhor.
Com cada pedacinho do meu ser, sentir o que
me motivou sempre. Redescobrir a nossa
felicidade.
2 chances. 1 para cada.
Como naquela vez em que estávamos discutindo,
chorando, dando murro em ponta de faca e
decidimos que teríamos que ser melhores.
Reencontrarmo-nos no momento certo. A imaturidade
que nos fez sofrer, crescer, aprender.

Tudo vai ser diferente.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Vontade de expressar sentimentos, pensamentos, vontades.
Não consigo.

terça-feira, 27 de março de 2012

...

Com seu vestido comprido ela girava, dançava, vivia. Os cabelos soltos, os pés descalços e o pulsar do coração conduzindo seus passos. Com os olhos fechados, sentia o vento que balançava as folhas das árvores, sentia a poeira levantar sob seus pés na terra batida e vermelha. Já nem abria mais os olhos. Apenas sentia e enxergava tudo com outra visão. A da alma. A fogueira se animava e crescia.
Aquela mulher, dançava para mandar embora o que a fazia mal e pedia aos céus que preenchessem o vazio que ela sentia, mas não sabia por que. Ela percebera que seus olhos já não brilhavam, que a vontade de continuar se instalava e ia embora rápido. Ela dançava num ritual, sozinha, pedindo para que as forças retornassem dentro de si.

Sentou-se um pouco para respirar e tentar perceber o que faltava. De fato, ao seu redor não lhe faltava nada. Tinha o ar, a terra, o fogo e a água presentes a todo tempo, lhe fazendo companhia. Ela queria entender as injustiças que cometera. Queria entender o por que de toda confusão que começara a habitar seu interior assim de repente. Sentia-se só. Seria o passado que ainda a atormentava? Ela sabia que tinha que tirar boas lições do que já havia acontecido e que o certo era deixar guardado na memória aquilo que foi bom. Sabia de tudo aquilo. Sabia também todos os conselhos que iam lhe dar a respeito. Preferiu ficar reclusa. Calada. Observando o que acontecia no coração e na mente, inquietos.

Talvez fosse a hora de dançar mais um pouco, então, levantou-se e continuou sua dança de vento, de ar, de pensamento. E pensava, pensava, pensava. Parou. Parou de pensar. Parou de falar. Parou para respirar. Respirava. Suspirava. Sonhava com a solução, daquilo que não tinha nome. Desânimo, nostalgia, tristeza.
Quando deu-se por conta, estava chovendo. Uma chuva pesada. Densa. Daquelas com gosto. Sorriu. Agradeceu. E deixou de pensar nos problemas, entregando-se à lavagem de sua alma.



E na espera de uma solução que virá, o que pode ser feito enquanto espera é silenciar e agradecer.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Breve devaneio.

Deitada na areia. As árvores movendo-se despreocupadas. A brisa em minha pele úmida e salgada de mar. Respiro. De olhos fechados enxergo cenas intrigantes em minha mente. Coisas reais, outras nem tanto.
Me levando. As costas em perfeita postura. Reverencio o mar e entro novamente em sua água gélida. À medida que mergulho, outros sonhos me vêem tão vívidos. Pareço me esquecer que estou embaixo d'água, consigo até respirar da mesma forma. Aproveito e viajo mais fundo.
Tantas cores, tanta vida. Sinto o amor, a paz e a gratidão me preenchendo a cada nova cor e ser que vejo. Os raios do sol tocando a areia lá no fundo, as algas. Toco tudo, sinto tudo. É mais do que apenas ver, é enxergar com o coração, tocar com a alma.
Sentir-se vivo. Sentir-se parte de algo maior. Sentir-se completo.

Saindo das águas com a nova promessa de vida, com o novo pulsar que irradia. Andando de pés descalços em todo e qualquer lugar. Sentindo a vibração da terra. Sentindo tudo. Ao pôr-do-sol uma prece. Um desejo. Algo que valha mais do que todas as palavras que foram e serão ditas.

E ir leve, tão leve e livre. Aonde for.

domingo, 25 de março de 2012

Sinto em meu coração uma saudade tão imensa. Coisa que não cessa. Mesmo que eu tente desviar o foco, levar os pensamentos pra outras ideias. Um medo. Ainda faz tão pouco tempo que saí de onde estava. Tão pouco tempo que estou cuidando das feridas quase cicatrizadas. Sentindo que ainda não é a hora de encarar certas coisas. Me deixando mais forte. Me deixando mais segura. Mais certa de que quando for a hora, tudo será muito bom, sem deixar em mim, um resquício que seja de nostalgia.
Sem injustiças, sem dor.

Quero tudo muito limpo, certo. E aqui dentro de mim já se instalou nova confusão. Nova vontade de buscar o que havia programado, o que havia tomado como meta. Já sei que não poderia abandonar de novo, tudo aquilo que sonho, por nada nesse mundo. Uma vontade de realizar, me realizar. Sentir-me completa.

Hoje fui atingida por um sentimento que não sei definir se é bom ou ruim, mas tudo o que eu queria era ir pra qualquer lugar. Não fosse aqui nem lá. Um lugar novo. Ampliar a visão. Conhecer. E é o que eu vou fazer. Me mover.

domingo, 18 de março de 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

4º.

Há 4 meses atrás, todas as coisas que eu pude trazer, coloquei
no carro. As que não pude, doei ou joguei fora o que não prestava mais.
Estava apreensiva com a mudança de vida. Sabendo que de fato, seria
melhor do que a que estava vivendo naquele momento.
Olhando assim, parece pouquíssimo tempo. Mas o que já aconteceu até
agora e as coisas que aprendi nesse tempo, fazem parecer muito mais.
Conheci e tenho conhecido pessoas, lugares. No começo, a adaptação
e o decorrer de seus dias, foi um tanto difícil. Ainda me sentia presa
ao que havia deixado para trás. Mas de pouco em pouco, me libertei de
tudo aquilo que me fazia mal quando lembrava.
Claro, que ainda existem dias em que acordo pensando no rumo de tudo. E
em como as coisas acontecem, simples assim.

Me sinto como se fosse uma nova eu. Ou a velha eu que vivia aprisionada e gritava
para sair. E saiu.
Me diverti, fiz amigos, ri, aprontei, chorei, fiquei bronzeada, criei novos hábitos.
Vir para cá me fez e me faz descobrir muitas coisas sobre mim. Eu adoro esse lugar.
A natureza em volta, torna a vida mais bonita, o ar mais puro, a vontade de viver mais intensa.

Impressionante, é ver que nesse mesmo tempo, não foi só a minha vida que mudou,
mas a vida de todas as pessoas que estavam ao meu redor, também.
Nesses 4 meses, também tenho sentido muita saudade. Apesar de tudo, têm coisas
que sempre vou sentir falta. De morar perto de tudo, de pegar um ônibus e rapidinho
chegar em Itu, da faculdade, do cheiro do rio de Salto (hahaha por incrível que pareça), das minhas tardes sozinha em casa fazendo nada, mas na minha casa.
Sinto falta dos risos que dei com meus amigos. Das coisas que passamos juntos.

Me pego agora, pensando em como a vida é. Me trouxe alguém de lá. Alguém que
pulsa tão forte dentro de mim, me fazendo sentir mais viva a cada dia. Me arranca
sorrisos, faz meu coração palpitar e querer ficar perto sempre é a minha maior vontade.
Coisas que a vida faz com a gente e talvez nunca saibamos a explicação. Coisas
que tinham que acontecer conforme o fluxo natural de tudo.

O resumo disso tudo, é que sou muito grata por estar aqui agora, por estar crescendo
e aprendendo a cada dia. Sei que não vou ficar aqui para sempre. Ainda tenho muito a ver. Mas com certeza, aqui eu me sinto bem, me sinto em contato com terra e sinto vontade de emanar coisas boas a todas as pessoas.

Gratidão a tudo que me aconteceu até hoje. Coragem para seguir adiante.


Om Shanti Om.

segunda-feira, 12 de março de 2012

...

E ela surgiu pálida, cansada, sem vida. Já havia dado tantas braçadas contra uma correnteza forte que nem sabia mais em que direção chegara.
Morta de cansaço, jogada na areia.

E ele surgiu correndo, ofegante, buscando-a. Em cima das pedras observara aquela mulher que nadava sem parar e era cada vez mais puxada pela água. Percebeu que a correnteza estava trazendo-a para a praia e desceu o mais rápido que pôde para alcançá-la.

Com a cabeça dela em sua perna, deu-lhe tapinhas no rosto a fim de acordá-la. E nada. Fez respiração boca-a-boca e aí jorrou um monte de água, ela tossiu, afogou e tornou a respirar.

Os dois se olharam e souberam que ambas as vidas foram salvas ali.
Eu tava
tava ali
tava lá
tava em nenhum lugar

Voltei pra cá.

domingo, 11 de março de 2012

Um tanto de saudade.

Fiquei vendo fotos antigas e senti saudade de vocês, meus amigos queridos!
Pessoas que passaram por mim deixando marcas mais que profundas, tornando-se para sempre, parte do meu ser!

Amo muito vocês e as fotos vão falar por mim.





























sexta-feira, 9 de março de 2012

Solitude

E me sinto só.
Nessa garganta
um nó.
Desatar.

A lua eu nem vi
Seus raios
não senti
Cadê?

A solitude na
longitude
A saudade
corrosiva.

Pedir muito
não é
Querer muito
é tanto
Que deixa nó
atado
coração apertado
sorriso guardado

Um abraço
saudoso
gostoso
amável

Falta dos olhos
do gosto
do cheiro
do gesto

Cenas repetindo
no filme da memória
agora

VÊ SE NÃO DEMORA A VOLTAR
meu coração já não aguenta,
e quer te amar.

quinta-feira, 8 de março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

Shanti

Aconteceu assim: fui na conveniência do posto comprar chocolate. Saí de lá com um sensação, um laka e um chokito, especialmente para a minha mãe. Eu comia o sensação e passei por um homem e uma criança, uma garota de uns 3 anos, meio tristonha. Eu passei e olhei para os dois. Dei uns 3 passos e voltei para trás, dizendo:

- Ela pode comer um chocolate? - o homem, que suponho ser o pai dela, sorriu para mim e disse:

- Pode sim.

Compartilhei com a garotinha o meu chocolate. O pai dela falou para ela agradecer, foi quando ela olhou para mim, sorrindo com aqueles olhos azuis e disse:

- Obrigada!

Saí de lá com o coração sorrindo. Caminhei até em casa em total bem estar. Como é bom ser feliz.

domingo, 4 de março de 2012

.

O jeito, o gosto, o cheiro, o gesto.
Os olhares que me fazem tremer, a
saudade que chega a doer.

Pegar na sua mão e seguir.
De corações abertos, sempre
a sorrir

Quero o amasso e o embaraço.
Quero o mar, o vento, a brisa.
Quero-te sempre em meus braços.

Andaremos juntos nessa ponte,
Que vai daqui e além .
Eu e você, mais ninguém.

E surgiu tão lindo esse amor
Transformando dois em um,
Sem temor.

Te chamo, te clamo, te quero
Te amo.