Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

quarta-feira, 14 de março de 2012

4º.

Há 4 meses atrás, todas as coisas que eu pude trazer, coloquei
no carro. As que não pude, doei ou joguei fora o que não prestava mais.
Estava apreensiva com a mudança de vida. Sabendo que de fato, seria
melhor do que a que estava vivendo naquele momento.
Olhando assim, parece pouquíssimo tempo. Mas o que já aconteceu até
agora e as coisas que aprendi nesse tempo, fazem parecer muito mais.
Conheci e tenho conhecido pessoas, lugares. No começo, a adaptação
e o decorrer de seus dias, foi um tanto difícil. Ainda me sentia presa
ao que havia deixado para trás. Mas de pouco em pouco, me libertei de
tudo aquilo que me fazia mal quando lembrava.
Claro, que ainda existem dias em que acordo pensando no rumo de tudo. E
em como as coisas acontecem, simples assim.

Me sinto como se fosse uma nova eu. Ou a velha eu que vivia aprisionada e gritava
para sair. E saiu.
Me diverti, fiz amigos, ri, aprontei, chorei, fiquei bronzeada, criei novos hábitos.
Vir para cá me fez e me faz descobrir muitas coisas sobre mim. Eu adoro esse lugar.
A natureza em volta, torna a vida mais bonita, o ar mais puro, a vontade de viver mais intensa.

Impressionante, é ver que nesse mesmo tempo, não foi só a minha vida que mudou,
mas a vida de todas as pessoas que estavam ao meu redor, também.
Nesses 4 meses, também tenho sentido muita saudade. Apesar de tudo, têm coisas
que sempre vou sentir falta. De morar perto de tudo, de pegar um ônibus e rapidinho
chegar em Itu, da faculdade, do cheiro do rio de Salto (hahaha por incrível que pareça), das minhas tardes sozinha em casa fazendo nada, mas na minha casa.
Sinto falta dos risos que dei com meus amigos. Das coisas que passamos juntos.

Me pego agora, pensando em como a vida é. Me trouxe alguém de lá. Alguém que
pulsa tão forte dentro de mim, me fazendo sentir mais viva a cada dia. Me arranca
sorrisos, faz meu coração palpitar e querer ficar perto sempre é a minha maior vontade.
Coisas que a vida faz com a gente e talvez nunca saibamos a explicação. Coisas
que tinham que acontecer conforme o fluxo natural de tudo.

O resumo disso tudo, é que sou muito grata por estar aqui agora, por estar crescendo
e aprendendo a cada dia. Sei que não vou ficar aqui para sempre. Ainda tenho muito a ver. Mas com certeza, aqui eu me sinto bem, me sinto em contato com terra e sinto vontade de emanar coisas boas a todas as pessoas.

Gratidão a tudo que me aconteceu até hoje. Coragem para seguir adiante.


Om Shanti Om.

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