Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ele está passando rápido.

Tempo. Como se esvai. Ainda rebobino na minha cabeça, as cenas que já se passaram. Parece pouco e tanto. Como se fizesse uma eternidade, mas na realidade foi bem menos.
Continua sendo. Instala-se o sentimento da saudade de uma maneira em que ele vê as coisas que ainda não aconteceram, se desenharem e materializarem-se perfeitamente. Como naquele sonho e na luta que fora tão sofrida.
Agora o sentimento que vinha à tona, era tão forte quanto pareceu o anterior. Agora ela sabia que conseguiria tocar e sentir. E tiveram então que passar por uma prova difícil como aquela, para terem uma nova chance. Uma para cada. Pois já nem se falavam mais. E um dia com um sonho seguido de choro, ela resolveu ligar. Já fazia tempo que não tinha notícias. Aparentemente, os dois estavam vivendo suas novas vidas.
Ao atender, irrompeu-se no silêncio, o choro desesperado. Há tempos não via essa imagem de si, de coração despedaçado. Estava vivendo um momento muito feliz. Conheceu pessoas novas e estava em um lugar lindo. Porém, por debaixo de toda felicidade, havia um coração ainda machucado. Sentindo-se incompleto. Ninguém nunca seria ele.
Diferentemente das vezes que ela lembrava, ele tentou entender quem era. Quando soube, demonstrou enfaticamente a surpresa em sua voz. Acalmou-a, tentando fazê-la falar e também, respirar. Eles conversaram por um bom tempo. Foi como se sentir em casa outra vez. Como quase ter certeza de que tudo iria dar certo como foi combinado.
Quase. Podia quase tocar seu rosto, sentir sua pele sob seus dedos e respirar perto um do outro. Sentiu seu coração estremecer, como naquele dia de julho, em que haviam se beijado pela primeira vez.
A saudade realmente era uma coisa poderosa. Sentindo em cada parte do seu ser que a certeza que sempre tivera na vida, não estava equivocada. Um dia, e sim, ele chegaria. Tudo seria como sempre deveria ter sido, desde o começo. Não haverá sofrimento no novo caminho que segue. Conheceram-no e agora só queriam deixar em si as marcas do amadurecimento, a dor passou.


E como ele está passando rápido. Não demorará a chegar a hora em que irão se reencontrar. Um arrepio na espinha cada vez que pensa nisso. Mas avançar no tempo ela não pode de novo. Quando fizeram isso uma vez, não deu certo. Era preciso um pouco mais de paciência.
Logo tudo se faria completo.

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