Tomorrow never knows...

Tomorrow never knows...
It is not dying, it is not dying.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Um astronauta

Ela sentia uma coisa estranha a respeito dele. E passava na sua cabeça ao olhar as fotos tiradas e ao passar pelo mesmo caminho por onde conversaram de mãos dadas, que era demais pra ela. Pouco tempo se passou e uma certa ferida ainda não cicatrizara. E tanta intensidade e amor, a acuaram. Não queria amar alguém distante. Que não pudesse tocar a todo momento. Porém, sabia que não estava pronta para renunciar às coisas que conquistara neste período. Ela não soube dizer. Queria sair de fininho. Tentar não machucar tanto. De qualquer maneira não a fez se sentir melhor, tampouco ao astronauta.

De longe, mais longe do que nunca, ela olhava para ele, e via que ele ia seguir sua jornada. Fora sem dúvida a pessoa mais interessante e peculiar que conheceu. Um astronauta de outra Galáxia. Um lugar perdido. Mais um mochileiro que astronauta. Ela o admirava muito. O respeitava. Gostava dele.
Um dia ela acordou e soube, que não estava pronta para continuar o caminho que ele havia traçado para eles. Ela já estava distante e foi embora rápido como chegou.

Ela pensava que era melhor assim. Ele entenderia com toda sua sabedoria e seu coração, que ela nunca quis machucá-lo ao sair sem dizer adeus de verdade. Muitas coisas ao mesmo tempo a bombardearam e ela não teve tempo de pensar em como ele se sentiria. Egoísta e humana.

Então, ela pegou uma caneta e escreveu em um papel:

"Mochileiro das Galáxias, você ainda tem muito a conhecer. E eu também.
Embora os caminhos sejam opostos, a Bailarina não irá esquecer o que aprendeu com você. Tudo foi tão intenso como um furacão. Ar e Ar.
Serei infinitamente grata por todo amor, afeição e carinho que me dedicou e não duvide que o que dediquei foi verdadeiro, pois foi.
Agora tenha uma linda vida. Como você é capaz de fazer. Tão maduro. Inteligente.
Seja feliz. Simplesmente. Como eu sei que você gosta.


Adeus é muito forte, então, até breve! Me manda uma carta quando quiser.
Om Shanti Om.


Bailarina"


Deu um beijo no papel e jogou no ar. Sabia que sua mensagem chegaria de qualquer maneira. Sentiu-se um pouco aliviada. Ela sabia que ele iria entender. Um dia sentariam em frente ao mar e sorririam. Sem pesos, sem cobranças, seriam amigos de novo.


Então ela sorriu e pegou suas sapatilhas de ponta.

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